Julieine Ferraz Nascimento – Ferraz Nascimento https://www.ferraznascimento.com.br Soluções Jurídicas Empresariais Fri, 20 Dec 2024 03:25:29 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 Reinvenção no mundo competitivo https://www.ferraznascimento.com.br/reinvencao-no-mundo-competitivo/ https://www.ferraznascimento.com.br/reinvencao-no-mundo-competitivo/#respond Fri, 20 Dec 2024 03:25:29 +0000 https://www.ferraznascimento.com.br/?p=28283 Não fomos ensinados a nos reinventar. Você com certeza se lembra de que o aluno mais inteligente da sua turma era aquele que respondia às dúvidas do professor mais rapidamente, aquele que sempre era o primeiro a devolver a prova, causando, inclusive, competições internas, pois todos sentiam que, ao ser o primeiro a responder, o professor te olharia com olhos de aprovação. O relógio corria, e os questionadores, mesmo sem saber, muitas vezes desenvolviam ansiedade naquele momento. Não havia espaço para gastar tempo questionando as perguntas e suas próprias respostas e muito menos de se reinventar.

O modelo atual de ensino tenta preparar nossas crianças para atuarem em áreas que talvez não existam no futuro, mas esquece que novas áreas, ainda nem inventadas, provavelmente surgirão. Com tantas mudanças em curso, a pergunta que surge é: como se manter competitivo no mercado? Maurício Benvenutti, escrito e inovador, nos dá algumas dicas em seu TEDx Talks “Competitividade Reinventada”:

1. Causar Impacto: O Poder do Propósito

Em um mundo repleto de opções, é o propósito que diferencia. Quando uma empresa possui um propósito claro, ela não apenas atrai consumidores ou funcionários, mas pessoas que se identificam com sua causa. Isso é o que gera impacto duradouro.

  • Melhore a vida das pessoas: Elas devem sair melhores do que quando entraram em contato com você.

  • Corrija o errado: Identifique as falhas e aja rapidamente para corrigi-las.

  • Prolongue o certo: Fortaleça e dê longevidade às práticas que estão funcionando.

2. Olhar para a Próxima Curva

As transformações são inevitáveis. O segredo para a longevidade no mercado é não se limitar ao que você faz, mas focar nos benefícios que entrega.

Como Maurício Benvenutti sabiamente disse: “Procure focar nos benefícios que o seu negócio produz em oposição aos processos executados para gerá-los. […] Pois não é o comportamento dos consumidores que muda. É a técnica que evolui.”

3. Questione as “Verdades”

Nosso sistema de ensino tradicional valoriza quem responde prontamente, mas o futuro pertence àqueles que questionam.

  • Questione para inovar: As melhores soluções surgem quando você desafia o status quo.

  • Fuja da normalidade: Pensamentos medianos raramente geram grandes mudanças.

  • Busque novas experiências: A repetição não cria inovação; experiências inéditas geram novas ideias.

4. Fazer Com as Pessoas

Empresários costumam ter muitas ideias e, por vezes, se isolam no processo de planejamento. Contudo, projetos bem planejados nem sempre garantem sucesso se não envolvem o público.

“Não se faz mais algo para as pessoas, se faz com as pessoas.” Colaborar não só ajuda a entender melhor as demandas do mercado, como também transforma clientes em aliados.

5. Seja Diverso

A criatividade floresce em ambientes diversos e inusitados. Ter as mesmas pessoas ao seu redor limita o potencial inovador. A diversidade, por outro lado, abre portas para soluções criativas e eficientes.

Conclusão: O Futuro da Competitividade

O mercado está em constante evolução. As empresas que irão liderar essa transformação são aquelas que têm um propósito claro, que olham para o futuro com olhos questionadores e que trabalham de forma colaborativa e diversa.

No meu dia a dia como advogado empresarial, aplico esses princípios para me reinventar constantemente. Causar impacto com propósito, questionar verdades estabelecidas e trabalhar com pessoas diversas não são apenas conceitos teóricos para mim; são práticas que implemento em cada projeto que assumo. Ao buscar sempre a próxima curva e colaborar ativamente com meus clientes, consigo construir estratégias jurídicas que não só protegem, mas impulsionam empresas para novos horizontes.

Essa busca contínua por melhoria pessoal e profissional me torna um profissional mais completo e adaptado às exigências do mercado atual. E esse desenvolvimento reflete diretamente no trabalho que realizo, beneficiando meus clientes ao oferecer soluções inovadoras, eficientes e alinhadas com as tendências mais recentes do mercado.

Transforme desafios em oportunidades e garanta que seu negócio se prolongue, não apenas no presente, mas rumo a um futuro competitivo e próspero. Estou aqui para ser parceiro nessa jornada, oferecendo suporte jurídico que acompanha sua evolução e potencializa seus resultados.

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Acordo de cotistas https://www.ferraznascimento.com.br/acordo-de-cotistas/ https://www.ferraznascimento.com.br/acordo-de-cotistas/#respond Fri, 20 Dec 2024 03:07:52 +0000 https://www.ferraznascimento.com.br/?p=28277 Existe uma série de fatores que colaboram com a saúde de uma empresa, e com certeza um dos mais importantes é a relação entre os sócios. Em nossa jornada como escritório, inúmeras vezes vemos grandes oportunidades serem barradas por falta de alinhamento entre os tomadores de decisão, e pasmem, na maioria das vezes a divergência não é jurídica ou administrativa e sim relacional.

A organização documental é uma parte fundamental da governança corporativa, pois garante a transparência e o alinhamento entre os sócios. Nesse contexto, o Acordo de Quotistas se destaca como uma ferramenta estratégica, que vai além da formalização de direitos e deveres dos sócios. Ele facilita a harmonização de interesses, a definição de papéis e responsabilidades e, principalmente, auxilia na tomada de decisões importantes, sempre com foco nos objetivos de longo prazo do negócio.

O que é um Acordo de Quotistas? O Acordo de Quotistas é um contrato firmado entre os sócios de uma empresa, detalhando obrigações, responsabilidades, direitos e mecanismos de resolução de conflitos. Ele define, por exemplo, regras para a saída de um sócio, distribuição de lucros, aumento de capital, tomada de decisões importantes e compra e venda de cotas.

Por que isso é importante? É comum acreditar que uma boa relação pessoal entre os sócios será suficiente para evitar problemas, mas a realidade das relações empresariais é bem diferente. Pessoas que são ótimos amigos, por exemplo, nem sempre se dão bem como sócios. Isso acontece porque, em uma relação de amizade, as coisas fluem de forma mais leve, sem grandes obrigações. Já em uma relação de negócios, existem responsabilidades constantes, necessidade de organização, alinhamento de expectativas e, inevitavelmente, surgem conversas difíceis.

A falta de diálogo e de uma estrutura interna bem definida costuma gerar muitos problemas. Se os sócios não souberem se comunicar, expressar suas opiniões e ouvir uns aos outros, esses conflitos podem prejudicar o negócio e até arruinar a relação pessoal. Alinhar expectativas e criar um ambiente onde as conversas difíceis possam ocorrer de forma construtiva é essencial para o sucesso do empreendimento e para manter a harmonia entre os envolvidos.

Citarei algumas situações que fazem parte do nosso cotidiano lidando com o direito societário:

1. Saída de um Sócio

Imagine que um dos sócios decide se desligar da operação da empresa. Sem um acordo que defina como essa saída será tratada, podem surgir conflitos sobre a continuidade do negócio e a responsabilidade sobre as cotas sociais. Agora, se o mesmo sócio desejar vender suas cotas para um terceiro, a situação se complica ainda mais, pois sem uma previsão clara sobre as condições de venda ou transferência de cotas, você pode acabar tendo que lidar com um novo sócio desconhecido, ou com a dispersão de cotas no mercado, o que pode desestabilizar a gestão e a harmonia da empresa. É fundamental que o Acordo de Quotistas aborde essas situações para evitar surpresas e proteger o equilíbrio entre os sócios.

2. Falta de Alinhamento na Visão Estratégica

O problema vai além da simples falta de alinhamento em decisões pontuais; trata-se da divergência sobre a visão de longo prazo e o rumo que a empresa deve seguir. Um exemplo comum é quando os sócios não estão de acordo sobre questões cruciais, como a expansão do negócio, próximos passos ou o mercado a ser explorado. Sem um direcionamento claro que regule como essas decisões estratégicas serão tomadas, a empresa pode ficar paralisada, comprometendo o crescimento.

Agora, imagine uma situação ainda mais delicada: um dos sócios falece e seu filho herda as cotas, assumindo automaticamente o lugar do pai. No entanto, esse novo sócio não compartilha a mesma visão ou valores para a empresa, o que gera conflitos graves entre os sócios remanescentes. A confusão na sucessão poderia ter sido evitada se houvesse um Acordo de Quotistas que previsse de forma clara como o processo de sucessão seria conduzido, garantindo a continuidade do negócio sem prejuízo para os envolvidos.

Outro exemplo muito comum é o sócio que, no início, entra para atuar tanto como investidor quanto como colaborador na operação da empresa, mas ao longo do caminho decide que não quer mais participar ativamente do dia a dia do negócio. O fato de não mais trabalhar no negócio não faz com que ele também deixe de ser sócio. Sem um Acordo de Quotistas que regule como essa mudança de papel será tratada, pode haver descontentamento dos outros sócios, que precisarão cobrir essa ausência na operação ou encontrar alguma outra pessoa para substituí-lo, o que pode gerar atritos desnecessários.

3. Conflitos sobre Distribuição de Lucros

É comum que a expectativa de lucro varie entre os sócios. Um pode preferir reinvestir na empresa, enquanto outro deseja retirar lucros. Sem um Acordo de Quotistas, essas diferenças podem gerar atritos e comprometer o futuro da empresa. O acordo permite que os sócios definam previamente como será a distribuição de lucros, alinhando expectativas e evitando brigas futuras.

Empresas que operam sem um Acordo de Quotistas frequentemente enfrentam problemas que poderiam ser evitados. Sem regras claras, divergências de opinião podem se transformar em disputas judiciais e vale a pena deixar claro que resolver disputas judiciais não apenas consome tempo e dinheiro, mas também destrói relações de confiança entre os sócios.

Ter um Acordo de Quotistas traz benefícios claros para a gestão e estabilidade da empresa:

  1. Organização das Regras Internas: Com todas as diretrizes estabelecidas, a gestão da empresa se torna mais eficiente e organizada, evitando decisões tomadas no “calor do momento”.
  2. Prevenção de Conflitos: O acordo antecipa situações de potencial conflito, oferecendo soluções previamente acordadas pelos sócios.
  3. Agilidade na Tomada de Decisões: Ao prever o funcionamento das assembleias, a tomada de decisões estratégicas se torna mais rápida e eficiente.
  4. Segurança Jurídica: Regras claras evitam disputas judiciais ou facilitam a resolução rápida de conflitos, caso eles ocorram.

Ou seja, proteja seu negócio! Se você é empresário e ainda não possui um Acordo de Quotistas, agora é o momento ideal para pensar nessa questão. A segurança, o alinhamento estratégico e a prevenção de conflitos internos são alguns dos principais benefícios desse documento.

Não espere que problemas apareçam para resolver algo que poderia ter sido evitado desde o início. Busque auxílio jurídico sobre o tema para que desde o início da sua empresa você garanta uma relação mais saudável entre os sócios, mantendo o foco no crescimento do negócio.

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Por que é essencial ter um jurídico revisando seus contratos? https://www.ferraznascimento.com.br/por-que-e-essencial-ter-um-juridico-revisando-seus-contratos/ https://www.ferraznascimento.com.br/por-que-e-essencial-ter-um-juridico-revisando-seus-contratos/#respond Fri, 20 Dec 2024 03:02:56 +0000 https://www.ferraznascimento.com.br/?p=28274

No ambiente de negócios, os empresários constantemente fazem negociações para regularizar como cada operação será realizada. Imagine, por exemplo, uma empresa que acaba de fechar um acordo com um fornecedor de camisetas ou com um prestador de serviços de marketing digital. Durante a negociação, ambos os lados discutem prazos, valores, formas de pagamento, condições de entrega e outros detalhes importantes para garantir o sucesso dessa parceria.

É fundamental, porém, que tudo o que foi negociado seja formalizado por escrito, para que todas as partes estejam alinhadas sobre o que foi combinado. Com o passar do tempo, as pessoas podem esquecer os detalhes do acordo, ou até mesmo a pessoa com quem você negociou pode sair da empresa, e o novo responsável talvez não saiba exatamente o que ficou decidido. Ter o contrato no papel, detalhado e revisado, proporciona mais segurança e evita desentendimentos futuros.

Além de formalizar o combinado, o contrato é o instrumento que define direitos, deveres e expectativas de cada uma das partes. Porém, para que o contrato realmente cumpra essa função, é essencial que seja revisado por um advogado. A presença de um jurídico na revisão não se limita a verificar cláusulas, mas sim a entender o contexto completo da negociação. Um advogado vai analisar o cenário da operação, identificar riscos específicos e, com base nisso, verificar se o contrato reflete, de fato, o que foi acordado e se ele oferece proteção adequada contra possíveis problemas que podem surgir no relacionamento comercial.

Para ilustrar, vou compartilhar um caso que acompanhamos. Um cliente firmou um contrato com um fornecedor, mas, infelizmente, ele não contou com uma revisão jurídica antes de assinar. Meses depois, o fornecedor começou a atrasar as entregas e, ao buscar uma solução, o cliente percebeu que o contrato era vago em relação às penalidades por atraso. Com isso, não havia uma base sólida para cobrar a responsabilidade do fornecedor, e a empresa teve prejuízos. Uma revisão jurídica poderia ter antecipado esse risco, inserindo cláusulas específicas para proteger o cliente nesse tipo de situação.

Outro ponto importante é que as leis e interpretações jurídicas estão em constante atualização. Vira e mexe surgem novas regulamentações ou tendências de interpretação nos tribunais, e é praticamente impossível para um empresário, que já lida com inúmeros desafios diários, manter-se atualizado sobre tudo isso. Um advogado especializado, ao revisar um contrato, garante que ele esteja em conformidade com as leis atuais, ajustando o que for necessário para evitar problemas legais que possam surgir em função de mudanças normativas.

A revisão jurídica também tem outro papel essencial: tornar o contrato acessível e compreensível para o cliente. Muitos documentos vêm com uma linguagem jurídica técnica, cheia de termos e expressões que não são fáceis de entender para quem não é da área. Para um empresário, é fundamental compreender cada ponto do contrato, e um bom advogado não só revisa o conteúdo, mas também explica cada detalhe, garantindo que o cliente entenda os riscos e as implicações de cada cláusula. Quando necessário, o advogado pode propor ajustes para deixar a linguagem mais clara e direta, fortalecendo a transparência.

Particularmente, a minha visão de revisão contratual vai muito além de apenas “dar uma olhadinha” no documento. A revisão é um processo detalhado, dividido em várias etapas, cada uma com sua importância e benefícios:

  1. Entendimento do contexto da negociação: Antes de revisar o contrato em si, considero essencial compreender a natureza da operação e os objetivos das partes envolvidas. Esse entendimento permite que minha análise seja personalizada, refletindo as necessidades específicas do cliente e da parceria estabelecida.
  2. Identificação dos riscos específicos da operação: Cada negócio envolve riscos próprios. Analiso quais são os principais pontos de vulnerabilidade para garantir que o contrato tenha as proteções necessárias e evite problemas que possam comprometer a segurança da empresa no futuro.
  3. Análise crítica do documento: A partir do cenário e dos riscos identificados, reviso o contrato para verificar se ele reflete fielmente o que foi negociado, se as cláusulas são adequadas e se todos os aspectos importantes estão devidamente cobertos.
  4. Explicação detalhada ao cliente: Um contrato deve ser compreendido por todas as partes, então explico cada ponto de maneira clara. Apresento os pontos de risco e as cláusulas que podem impactar a operação, dando ao cliente uma visão completa e transparente do que está sendo formalizado.
  5. Proposta de ajustes, se necessário: Com a análise completa, proponho ajustes no documento para deixá-lo mais seguro e acessível, se for o caso. Isso inclui alterações de linguagem, adição de cláusulas de proteção ou modificações que tornem o contrato mais preciso e eficaz.

Esse processo de revisão é essencial para a segurança e o sucesso da operação. Revisar um contrato é garantir que seu negócio esteja protegido e que você tenha confiança de que todas as partes entendem e concordam com o que foi estabelecido. Contar com um jurídico para isso é, acima de tudo, uma decisão de responsabilidade com o próprio negócio, permitindo que o empresário foque em seu crescimento com a certeza de que as bases de suas relações comerciais são sólidas e seguras.

Gabrielli Koizumi OAB/SP 461.634

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Qual o Melhor índice de Correção Monetária para Inserir no seu Contrato https://www.ferraznascimento.com.br/qual-o-melhor-indice-de-correcao-monetaria-para-inserir-no-seu-contrato/ https://www.ferraznascimento.com.br/qual-o-melhor-indice-de-correcao-monetaria-para-inserir-no-seu-contrato/#respond Thu, 19 Dec 2024 14:55:54 +0000 https://www.ferraznascimento.com.br/?p=28259 O empreendedor costuma enfrentar alguns desafios ao estruturar contratos e um dos pontos que mais surgem dúvidas, mas muitas vezes é negligenciado, é a escolha do índice de correção monetária. Muitos não têm certeza de qual índice usar e acabam recorrendo ao famoso “deixa pra lá” ou utilizam um padrão sem realmente entender os impactos no longo prazo. A realidade é que essa decisão pode afetar diretamente a saúde financeira do seu negócio, e por isso merece atenção.

É comum se sentir perdido entre escolher o IPCA, IGP-M, ou outro índice. Questões como: “Qual o mais justo para ambas as partes?” ou  “Qual trará menos flutuação?” surgem na hora de fechar um contrato. Não existe receita mágica que responda essas dúvidas, o caso sempre deve ser analisado de maneira ampla e focado na realidade das partes e da negociação em si.

Principais Índices de Correção Monetária

Aqui estão os principais índices que podem ser utilizados:

  • IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo): O IPCA é o índice oficial de inflação no Brasil, calculado pelo IBGE. Ele reflete a variação dos preços para o consumidor final e é amplamente utilizado em contratos de longo prazo e ajustados à inflação.

  • IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado): Calculado pela Fundação Getúlio Vargas, o IGP-M é muito usado em contratos de aluguel e de longo prazo. Ele inclui três componentes: IPA (Índice de Preços por Atacado), IPC (Índice de Preços ao Consumidor) e INCC (Índice Nacional de Custo da Construção). Por ter uma parte atrelada ao mercado de atacado, pode apresentar maiores variações em momentos de oscilação econômica.

  • INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor): Focado na variação dos preços para famílias de menor renda, o INPC é uma opção interessante para contratos que envolvem essa faixa de público. Costuma ter variações menores que o IGP-M.

  • O CDI (Certificado de Depósito Interbancário): Este índice reflete a taxa de juros praticada entre bancos em empréstimos de curto prazo, garantindo o equilíbrio das operações financeiras. Ele serve como referência para investimentos de renda fixa, atraindo investidores que buscam baixo risco e retornos ligados à variação dos juros. O CDI acompanha de perto a Selic, a taxa básica de juros definida pelo Banco Central, sendo indiretamente influenciado pelo IPCA. Quando a inflação sobe, a Selic pode ser ajustada, impactando também o CDI e o custo do crédito no mercado.

Cada índice tem seus próprios critérios e impactos, e a escolha entre eles pode depender de fatores como a natureza do contrato, a exposição ao mercado e a necessidade de previsibilidade nos pagamentos.

A Lei Nº 14.905, de 28 de Junho de 2024

A mais recente atualização trazida pela Lei Nº 14.905/2024 trouxe novidades importantes no uso dos índices de correção monetária em contratos. A lei estabelece que as partes contratantes podem livremente escolher o índice que desejam adotar, desde que isso esteja expressamente previsto no contrato. Contudo, a novidade está no estabelecimento da adoção do IPCA se não tiver prévia manifestação.

A inovação da adoção do IPCA como índice de atualização monetária na ausência de um acordo específico, garante mais clareza e até previsibilidade às partes envolvidas na negociação. É importante dizer que a previsão legal da correção se aplica tanto às obrigações financeiras, quanto às perdas e danos resultantes de possíveis inadimplências.

O Que Isso Significa para Seu Negócio?

Para os empresários, a Lei Nº 14.905/2024 traz segurança jurídica, ao passo que impõe maior responsabilidade na escolha dos índices. Por exemplo, optar pelo IGP-M pode trazer grandes flutuações, o que pode ser prejudicial em períodos de crise. Já o IPCA tende a ser mais estável, refletindo a inflação oficial.

Se antes a escolha do índice de correção monetária era uma decisão que poderia passar despercebido, agora demanda mais planejamento estratégico. Analisar o perfil do contrato, a exposição ao risco e o impacto nas duas partes é fundamental para evitar problemas futuros. A antecipação de variações deve ser clara e equilibrada, garantindo que ambas as partes tenham previsibilidade.

Se você ainda tem dúvidas sobre qual o melhor índice de correção monetária para os seus contratos ou quer entender melhor como a Lei Nº 14.905/2024 pode impactar seus negócios, busque assessoria jurídica adequada para te ajudar. Vamos conversar e explorar as melhores soluções para o seu negócio!

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Concorrência Desleal no Google Ads: Empresas Compram Palavras-Chave de Marcas Concorrentes https://www.ferraznascimento.com.br/concorrencia-desleal-no-google-ads-empresas-compram-palavras-chave-de-marcas-concorrentes/ https://www.ferraznascimento.com.br/concorrencia-desleal-no-google-ads-empresas-compram-palavras-chave-de-marcas-concorrentes/#respond Tue, 17 Sep 2024 19:54:02 +0000 https://www.ferraznascimento.com.br/?p=28253 No cenário competitivo do marketing digital, uma prática controversa tem ganhado destaque: a compra de palavras-chave de marcas concorrentes no Google Ads. Esta estratégia visa redirecionar consumidores que buscam uma marca específica para sites de empresas rivais.

Estratégia de Aquisição de Palavras-Chave

Muitas empresas investem em palavras-chave que incluem nomes de marcas concorrentes. O objetivo é captar o tráfego dos consumidores que buscam diretamente pela marca concorrente, redirecionando-os para suas próprias páginas.

Impacto no Consumidor

Consumidores que procuram pela marca “X” frequentemente são direcionados para sites de concorrentes. Esta prática pode causar confusão e ser percebida como uma abordagem antiética.

Implicações Jurídicas

Essa tática pode ser considerada concorrência desleal e, em alguns casos, violar direitos de marca registrada. Em uma decisão recente, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) reconheceu a prática como concorrência desleal, destacando que utilizar a marca registrada de um concorrente como palavra-chave em links patrocinados pode causar confusão e prejudicar a identidade da marca no mercado.

compra de palavras-chave de marcas concorrentes no Google Ads levanta sérias questões éticas e jurídicas. Para as marcas impactadas, é crucial monitorar o uso de suas palavras-chave e considerar ações legais para proteger sua integridade no mercado.

Orientação Jurídica

Se sua marca está sendo afetada por essa prática, busque orientação jurídica especializadaAdvogados com experiência em direitos de propriedade intelectual podem fornecer o suporte necessário para enfrentar essa forma de concorrência desleal e proteger sua marca.

Para mais informações e apoio jurídico, entre em contato com nosso time especializado em direito de propriedade intelectual e concorrência desleal. Estamos aqui para ajudar a defender sua marca e garantir uma competição justa no mercado digital.

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Atenção Influenciadores! Novas Regras para Publicidade de Apostas Exigem Cuidado https://www.ferraznascimento.com.br/atencao-influenciadores-novas-regras-para-publicidade-de-apostas-exigem-cuidado/ https://www.ferraznascimento.com.br/atencao-influenciadores-novas-regras-para-publicidade-de-apostas-exigem-cuidado/#respond Sat, 14 Sep 2024 08:00:51 +0000 https://www.ferraznascimento.com.br/?p=28248 Atenção Influenciadores! Novas Regras para Publicidade de Apostas Exigem Cuidado

Em dezembro de 2023, a Lei nº 14.790/2023 trouxe mudanças significativas para a publicidade de apostas, especialmente para aquelas relacionadas a “apostas de quota fixa” em esportes e e-sports. Se você é um influenciador digital ou uma agência gerenciando campanhas publicitárias, é essencial compreender as novas regras para garantir a conformidade e evitar problemas legais.

Principais Requisitos para Publicidade de Apostas:

  1. Autorização do Ministério da Fazenda:
    • As empresas de apostas precisam obter autorização prévia do Ministério da Fazenda. Certifique-se de que o cliente possui essa autorização antes de aceitar campanhas de publicidade de apostas.
  2. Direitos dos Consumidores:
    • Apostadores são considerados consumidores e têm direitos garantidos pelo Código de Defesa do Consumidor. As campanhas devem assegurar que os apostadores tenham acesso às informações necessárias e proteção de dados.
  3. Requisitos Publicitários do CONAR:
    • A publicidade de apostas deve incluir avisos como “publicidade” ou “parceria paga”, o símbolo “18+” ou “proibido para menores de 18 anos”, e mensagens como “jogue com responsabilidade” e “aposta não é investimento”. Estes requisitos são impostos pelo CONAR para garantir a transparência e a responsabilidade na publicidade.
  4. Cuidados Essenciais para Influenciadores e Agências:
    • Verificação de Autorização: Confirme se a empresa de apostas possui a autorização necessária e recuse campanhas de marcas que não a tenham.
    • Público-Alvo: Verifique se as redes sociais do influenciador têm um público adulto e se a campanha é direcionada exclusivamente a adultos.
    • Inclusão de Termos Legais: Garanta que o briefing inclua todos os termos obrigatórios e adicione os avisos necessários em todo material publicitário.
    • Rejeição de Campanhas Enganosas: Recuse campanhas que ofereçam vantagens antecipadas, façam promessas falsas sobre ganhos, sugiram apostas como solução financeira ou desrespeitem crenças culturais.

Importância da Assessoria Jurídica:

Para evitar problemas legais e garantir que suas campanhas de publicidade de apostas estejam em conformidade com a legislação atual, é fundamental buscar assessoria jurídica especializada. Um advogado pode auxiliar na revisão de contratos e nas características das campanhas, garantindo proteção legal e evitando complicações futuras.

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Venda de Rifas por Influenciadores: É Legal ou Ilegal? Entenda os Riscos https://www.ferraznascimento.com.br/venda-de-rifas-por-influenciadores-e-legal-ou-ilegal-entenda-os-riscos/ https://www.ferraznascimento.com.br/venda-de-rifas-por-influenciadores-e-legal-ou-ilegal-entenda-os-riscos/#respond Tue, 20 Aug 2024 08:00:19 +0000 https://www.ferraznascimento.com.br/?p=28243 Venda de Rifas por Influenciadores: É Legal ou Ilegal? Entenda os Riscos

A popularidade dos influenciadores digitais nas redes sociais trouxe diversas tendências e práticas comerciais inovadoras. Entre essas, a venda de rifas para sorteios de prêmios como celulares, viagens, carros e até imóveis tem ganhado destaque. Mas será que essa prática é legal? Vamos explorar as implicações legais da venda de rifas e a importância de estar atento às regulamentações.

A Legislação Brasileira sobre Rifas

No Brasil, a venda de rifas sem autorização é considerada ilegal e é equiparada à prática de loteria não autorizada. Essa prática é vista como um tipo de operação que estimula o jogo de azar. A legislação que rege a venda de rifas é clara: a prática não autorizada é tratada como contravenção penal, conforme o artigo 51, §2º da Lei de Contravenções Penais e o artigo 45 do Decreto Lei nº 6.259/1944, que regulamenta os serviços de loterias.

Exceções para Rifas de Entidades Filantrópicas

É importante notar que existem exceções para essa regra. Rifas organizadas por entidades filantrópicas, como igrejas, ONGs e entidades culturais, podem ser permitidas, desde que sigam as regulamentações do Ministério da Fazenda. Essas rifas têm o objetivo de arrecadar fundos para a manutenção das entidades e precisam de autorização específica e o cumprimento de requisitos estabelecidos pelo órgão regulador.

Consequências Legais para a Venda de Rifas

A venda de rifas não autorizada é considerada uma contravenção penal, com penas que podem incluir prisão de seis meses a dois anos, além de multa. A crescente vigilância das autoridades sobre essas práticas mostra que a legalidade deve ser uma preocupação constante.

O Papel dos Influenciadores e a Necessidade de Assessoria Jurídica

Para os influenciadores, a venda de rifas pode parecer uma maneira atraente de gerar receita, mas é fundamental entender os riscos legais envolvidos. Embora muitos influenciadores ainda realizem essas práticas sem enfrentar consequências imediatas, a fiscalização está aumentando. Casos de rifas não autorizadas estão sendo cada vez mais investigados, o que demonstra a importância de estar em conformidade com as leis.

 A Importância de Consultar um Profissional Jurídico

Influenciadores devem sempre contar com a assessoria de profissionais jurídicos para revisar contratos e campanhas publicitárias. Essa precaução ajuda a evitar problemas legais e a assegurar que suas atividades estejam em conformidade com a legislação vigente.

Se você está considerando promover rifas ou qualquer outra forma de sorteio, é crucial consultar um especialista para garantir que suas ações não resultem em complicações legais.

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Importância da assessoria jurídica na abertura das startups https://www.ferraznascimento.com.br/importancia-da-assessoria-juridica-na-abertura-das-startups/ https://www.ferraznascimento.com.br/importancia-da-assessoria-juridica-na-abertura-das-startups/#respond Fri, 07 Aug 2020 14:28:16 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1290  

Iniciar uma empresa do zero é um desafio. O empreendedor tem que ter em mente que, sem um plano de ação, não há empresa que prospere. E com as startups não é diferente. É preciso levar em conta que existem questões jurídicas que devem ser observadas antes de colocar a startup em funcionamento.

 

Para começar, o empreendedor tem que definir qual será o seu modelo de negócios e “desenhar” o seu fluxo de trabalho, para que seja possível entender de forma clara qual o passo a passo da operação. Com isso, será possível entender quais são os riscos existentes em cada etapa desse fluxo, bem como as medidas jurídicas a serem tomadas para minimizar esses riscos, como contratos, licenças, entre outras questões. Também será possível enxergar de forma clara os aspectos jurídicos que a empresa deverá considerar na sua relação com todos que estarão ligados a ela ao longo desse fluxo, quer sejam funcionários, fornecedores ou clientes.

 

Para negócios digitais, é importante entender que o termo de uso vale legalmente como contrato. E é sempre bom lembrar: é imprescindível a qualquer empresa tomar os devidos cuidados com a proteção de dados dos usuários e dos parceiros que participam do negócio. Atender aos requisitos da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) implica em estabelecer uma política de proteção tanto interna quanto externa. Interna na medida em que é necessário entender quais ajustes devem ser feitos no fluxo dos negócios para garantir que a empresa atue de maneira adequada, estabelecido regulamentos internos para tanto; e externa, na medida em que deve haver transparência na comunicação com o usuário, informando quais são os tratamentos realizados com os dados e garantindo que seus titulares possam exercer os direitos previstos pela lei.

Proteger a marca também é essencial para a empresa. Para isto, como tenho dito em várias ocasiões, é preciso registrá-la no INPI.

Por fim, mas não menos importante, é necessário definir se a empresa terá um ou mais sócios, porque será isto que vai dizer o tipo de empresa que será aberta. No caso de serem vários sócios, vale lembrar que esse será o time que vai tirar a ideia do papel; portanto, é essencial que todos estejam envolvidos na construção do negócio.

Para orientá-lo em todos os passos necessários na estruturação jurídica de uma startup, conte sempre com uma consultoria jurídica.

#startup #assessoriajuridica #LGPD #registrodemarca #INPI #modelodenegocio #empreender #empreendedorismo

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MP 937 é convertida na Lei nº 14.020/2020 https://www.ferraznascimento.com.br/mp-937-e-convertida-na-lei-no-14-020-2020/ https://www.ferraznascimento.com.br/mp-937-e-convertida-na-lei-no-14-020-2020/#respond Thu, 06 Aug 2020 14:53:31 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1287 As alterações são as seguintes:

Previsão do antigo artigo 7º da MP:

Durante o estado de calamidade pública a que se refere o art. 1º, o empregador poderá acordar a redução proporcional da jornada de trabalho e de salário de seus empregados, por até noventa dias, observados os seguintes requisitos:

(…)

III – redução da jornada de trabalho e de salário, exclusivamente, nos seguintes percentuais:

a) vinte e cinco por cento;

b) cinquenta por cento; ou

c) setenta por cento.

 

Nova previsão do artigo 7º na Lei:

Durante o estado de calamidade pública a que se refere o art. 1º desta Lei, o empregador poderá acordar a redução proporcional de jornada de trabalho e de salário de seus empregados, de forma setorial, departamental, parcial ou na totalidade dos postos de trabalho, por até 90 (noventa) dias, prorrogáveis por prazo determinado em ato do Poder Executivo, observados os seguintes requisitos:  Vide Decreto nº 14.020, de 2020

(…)

III – na hipótese de pactuação por acordo individual escrito, encaminhamento da proposta de acordo ao empregado com antecedência de, no mínimo, 2 (dois) dias corridos, e redução da jornada de trabalho e do salário exclusivamente nos seguintes percentuais:

a) 25% (vinte e cinco por cento);

b) 50% (cinquenta por cento);

c) 70% (setenta por cento).

 

  • 2º Durante o período de redução proporcional de jornada de trabalho e de salário, a contribuição de que tratam o art. 20 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, e o art. 28 da Emenda Constitucional nº 103, de 12 de novembro de 2019, poderá ser complementada na forma do art. 20 desta Lei.

 

CONCLUSÃO: Principal alteração  sobre a possibilidade de setorizar a aplicação das medidas, portanto a empresa poderá aplicar suspensão ou redução de contratos por setor, podendo aplicar apenas a um setor específico.

 

Previsão do antigo artigo 8º da MP:

A possibilidade de estabelecer a suspensão por convenção, acordo coletivo ou individual já estava prevista na MP, só foi melhor redigida.

 

Previsão do antigo artigo 9º da MP:

Art. 9º – O Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda poderá ser acumulado com o pagamento, pelo empregador, de ajuda compensatória mensal, em decorrência da redução de jornada de trabalho e de salário ou da suspensão temporária de contrato de trabalho de que trata esta Medida Provisória.

(…)

VI – poderá ser excluída do lucro líquido para fins de determinação do imposto sobre a renda da pessoa jurídica e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido das pessoas jurídicas tributadas pelo lucro real.

 

Nova previsão do artigo 9º na Lei: 

Art. 9º – O Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda poderá ser acumulado com o pagamento, pelo empregador, de ajuda compensatória mensal, em decorrência da redução proporcional de jornada de trabalho e de salário ou da suspensão temporária de contrato de trabalho de que trata esta Lei.

 

(…)

 

VI – poderá ser:

  1. a) considerada despesa operacional dedutível na determinação do lucro real e da base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) das pessoas jurídicas tributadas pelo lucro real;

 

CONCLUSÃO:  A empresa poderá optar pelo pagamento de uma ajuda compensatória mensal, cumulado ao Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda, em decorrência da redução de jornada de trabalho e de salário ou da suspensão temporária de contrato. A MP previa que esse valor seria excluído do lucro líquido da empresa e da contribuição social da empresa tributada por lucro real. Com a Lei houve mudança, portanto o valor será dedutível das empresas tributadas pelo lucro real.

 

Previsão do antigo artigo 10º da MP:

Art. 10 – Fica reconhecida a garantia provisória no emprego ao empregado que receber o Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda, de que trata o art. 5º, em decorrência da redução da jornada de trabalho e de salário ou da suspensão temporária do contrato de trabalho de que trata esta Medida Provisória, nos seguintes termos:

I – durante o período acordado de redução da jornada de trabalho e de salário ou de suspensão temporária do contrato de trabalho; e

II – após o restabelecimento da jornada de trabalho e de salário ou do encerramento da suspensão temporária do contrato de trabalho, por período equivalente ao acordado para a redução ou a suspensão.

 

Nova previsão do artigo 10º na Lei: 

Art. 10 – Fica reconhecida a garantia provisória no emprego ao empregado que receber o Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda, previsto no art. 5º desta Lei, em decorrência da redução da jornada de trabalho e do salário ou da suspensão temporária do contrato de trabalho de que trata esta Lei, nos seguintes termos:

I – durante o período acordado de redução da jornada de trabalho e do salário ou de suspensão temporária do contrato de trabalho;

II – após o restabelecimento da jornada de trabalho e do salário ou do encerramento da suspensão temporária do contrato de trabalho, por período equivalente ao acordado para a redução ou a suspensão; e

III – no caso da empregada gestante, por período equivalente ao acordado para a redução da jornada de trabalho e do salário ou para a suspensão temporária do contrato de trabalho, contado a partir do término do período da garantia estabelecida na alínea “b” do inciso II do caput do art. 10 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias.

 

CONCLUSÃO: Inclusão sobre a estabilidade da funcionária gestante, esta poderá participar do programa emergencial e terá estabilidade por período equivalente ao acordado na redução da jornada de trabalho e do salário ou para a suspensão do contrato de trabalho, que será contado a partir do término do período de garantia para gestantes previstos na ADCT, qual seja, de 5 meses após o parto.

 

Previsão do antigo artigo 12º da MP:

Art. 12 – As medidas de que trata o art. 3º serão implementadas por meio de acordo individual ou de negociação coletiva aos empregados:

I – com salário igual ou inferior a R$ 3.135,00 (três mil cento e trinta e cinco reais); ou

II – portadores de diploma de nível superior e que percebam salário mensal igual ou superior a duas vezes o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social.

Parágrafo único.  Para os empregados não enquadrados no caput, as medidas previstas no art. 3º somente poderão ser estabelecidas por convenção ou acordo coletivo, ressalvada a redução de jornada de trabalho e de salário de vinte e cinco por cento, prevista na alínea “a” do inciso III do caput do art. 7º, que poderá ser pactuada por acordo individual.

 

Nova previsão do artigo 12º na Lei: 

Art. 12 – As medidas de que trata o art. 3º desta Lei serão implementadas por meio de acordo individual escrito ou de negociação coletiva aos empregados:

I – com salário igual ou inferior a R$ 2.090,00 (dois mil e noventa reais), na hipótese de o empregador ter auferido, no ano-calendário de 2019, receita bruta superior a R$ 4.800.000,00 (quatro milhões e oitocentos mil reais);

II – com salário igual ou inferior a R$ 3.135,00 (três mil, cento e trinta e cinco reais), na hipótese de o empregador ter auferido, no ano-calendário de 2019, receita bruta igual ou inferior a R$ 4.800.000,00 (quatro milhões e oitocentos mil reais); ou

III – portadores de diploma de nível superior e que percebam salário mensal igual ou superior a 2 (duas) vezes o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social.

CONCLUSÃO:  A inclusão da possibilidade de que o empregador realizar a negociação coletiva com os funcionários, ou acordo individual nos casos acima. Os funcionários que não se enquadram nos casos acima, somente poderão ter redução proporcional de jornada e salário, ou suspensão de jornada, mediante acordo ou convenção coletiva.

 

 

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Acordo societário é imprescindível para que o sonho do negócio próprio não se torne um pesadelo https://www.ferraznascimento.com.br/acordo-societario-e-imprescindivel-para-que-o-sonho-do-negocio-proprio-nao-se-torne-um-pesadelo/ https://www.ferraznascimento.com.br/acordo-societario-e-imprescindivel-para-que-o-sonho-do-negocio-proprio-nao-se-torne-um-pesadelo/#respond Wed, 15 Jul 2020 20:16:57 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1277 Imagine duas ou mais pessoas realizando o sonho de abrir seu próprio negócio. São melhores amigos, cheios de ideias em comum e com um potencial enorme para fazer o negócio dar certo! E por um tempo, ele é um sucesso! Até que um ou mais sócios percebe que seus interesses estão indo para caminhos opostos e a sociedade começa a desandar. Para evitar que o que era um sonho se torne um pesadelo, é importante que algumas cláusulas específicas façam parte do acordo societário. Afinal, é mais fácil definir regras sobre problemas hipotéticos que sobre problemas reais. Se o acordo societário já estipular como resolver eventuais adversidades que venham a surgir no decorrer da vida de uma empresa, caso as contrariedades vierem a ser fatos, a maneira como lidar com elas estará clara para todos.

Uma sociedade envolve não só desejos em comum, como também princípios e valores distintos que deverão coexistir harmonicamente, além de alinhamentos comerciais. E para que isto seja feito de forma que todas as partes sejam ouvidas, é importante a presença de um profissional especializado em estruturação societária. Isto irá garantir que o acordo societário englobe os interesses de todos os sócios, delimitando, dentro da Lei, os direitos e deveres que cabem a cada um, bem como as questões negociais alinhadas entre as partes.

Mesmo que a ideia seja abrir uma pequena empresa ou uma empresa familiar, o acordo societário é imprescindível. É claro que, assim como ninguém se casa pensando em um dia se separar, quem abre um negócio em sociedade não vai esperar que ele termine em litígio. Por este motivo, é fundamental que o contrato formalize tudo o que foi negociado, considere a solução de qualquer tipo de divergência que possa haver entre os sócios e que as regras descritas no acordo sejam minuciosamente definidas.

Existe uma longa lista de possibilidades para se definir o que pode ser alinhado entre os sócios. Alguns exemplos são:

  • Divisão de lucros – É possível delimitar que durante um período o lucro seja reinvestido no negócio e apenas depois que for alcançado um marco determinado os sócios comecem a usufruir da distribuição de lucros. Via de regra os lucros são divididos proporcionalmente à participação societária que cada sócio possui, mas sendo desejado, é possível alinhar outra forma de distribuição.

 

  • Deliberações nas reuniões – Determinação da quantidade mínima de pessoas necessárias para aprovar ou não uma resolução.
  • Demissão de sócio – Essa cláusula garante que a maioria dos sócios possa deliberar sobre o desligamento de algum sócio por justa causa, desde que previsto no contrato social da empresa.
  • Escolha do administrador da sociedade – A empresa pode ser administrada por um dos sócios ou por alguém com qualificação suficiente para exercer a função, mesmo que não pertença ao quadro societário.
  • Não concorrência – A cláusula de não concorrência ou não competição é muito comum em um acordo societá Ela estabelece que enquanto o sócio estiver na sociedade, e durante um determinado período após sua retirada, não será possível seu envolvimento em atividades que concorram com o negócio.
  • Direito de preferência – Caso algum sócio queira vender suas quotas, antes de oferecê-las a terceiros deverá realizar uma oferta aos atuais sócios.
  • Período de proibição de saída da empresa (Lock-up): os sócios comprometem-se a permanecer na empresa por um período mínimo, e caso saiam, poderão ter penalidades, como por exemplo, perder uma parte das quotas.
  • Forma de avaliação: fixar a forma de avaliação da startup, podendo variar de acordo com sua finalidade (saída de sócio, ingresso de investidor, falecimento etc.).
  • Exclusão de sócio: permitir de forma extrajudicial a exclusão de sócio em sociedade limitada.
  • Ingresso de herdeiros: indicar se a empresa admitirá o ingresso de herdeiros em caso de falecimento ou invalidez do sócio.
  • Divórcio/separação: caso um dos sócios se divorcie e entre a divisão de bens ocorra a divisão de quotas sociais entre eles, é importante que haja regras informando se o ex-cônjuge será admitido na sociedade.
  • Confidencialidade: os sócios comprometem-se a manter sigilo sobre assuntos internos do negócio.

Além dos exemplos mencionados, é possível estabelecer cláusulas voltadas à regulamentação de questões específicas que são vivenciadas em uma empresa; afinal de contas, cada caso possui suas particularidades. A assessoria jurídica, neste caso, pode auxiliar na definição das cláusulas contratuais mais adequadas.

 

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Seis cláusulas que não podem faltar no seu contrato de prestação de serviços https://www.ferraznascimento.com.br/seis-clausulas-que-nao-podem-faltar-no-seu-contrato-de-prestacao-de-servicos/ https://www.ferraznascimento.com.br/seis-clausulas-que-nao-podem-faltar-no-seu-contrato-de-prestacao-de-servicos/#respond Wed, 01 Jul 2020 18:32:50 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1272 Fazer um contrato de prestação de  serviço exige uma série de cuidados para que tanto o prestador quanto o cliente tenham plena ciência de seus deveres e direitos. Para que essa relação fique minimamente estruturada, darei como exemplo seis cláusulas que são essenciais para qualquer contrato dessa natureza, e para que o empresário possa acompanhar de perto o trabalho do profissional responsável pela elaboração do documento:
A primeira delas é a que se refere ao objeto, ou seja, ao serviço prestado. É importante que a empresa descreva detalhadamente tudo o que será entregue para o cliente, para que não haja dúvidas sobre o que irá ser feito. Isto garantirá que tudo esteja dentro das expectativas de quem irá contratar o serviço e que nada mais poderá ser cobrado além do que for combinado.

A segunda cláusula é a que se refere ao fluxo do serviço, e inclui definir como se dará o andamento do trabalho do primeiro contato à entrega, incluindo as etapas em que o serviço será executado, o que deverá ser feito tanto pela empresa quanto pelo cliente para que esse fluxo ocorra sem intercorrências, além dos limites para essa prestação de serviço e o prazo para o seu término.

Outra cláusula importante que deve constar do contrato são as obrigações de ambas as partes, que irão variar de acordo com o serviço prestado. Alguns exemplos são a obrigação do cliente de efetuar os pagamentos nas datas acordadas e de fornecer ao prestador de serviços as informações necessárias para que possa executar seu trabalho. Por outro lado, o prestador deverá, entre outras coisas, prestar o serviço conforme previamente combinado, e manter canais de comunicação com o cliente para que ele possa tirar possíveis dúvidas. 

A quarta cláusula diz respeito ao pagamento. Para que ela fique completa, a sugestão é responder  a algumas perguntas-chave:

  • Qual valor será cobrado pelo serviço?
  • Como será feito o pagamento?
  • Em que datas os pagamentos ocorrerão?
  • No caso de atraso na execução do serviço, o prestador será obrigado a pagar multa ou juros?

 

A quinta cláusula diz respeito à vigência do contrato de prestação do serviço. Esta cláusula irá definir o tempo de duração da relação de trabalho entre a empresa e o cliente, determinando o começo e o término do serviço.

A sexta cláusula entre as mais importantes é a de rescisão. Para melhor organização de todos os envolvidos, o ideal é que seja estabelecido um prazo para o aviso prévio (normalmente, de um mês) antes da efetiva rescisão. A rescisão poderá ser realizada por ambas as partes, porém, é sempre bom que sejam observadas regras como incidência ou não de multa no caso de haver o cancelamento do contrato antes do prazo alinhado. A cobrança de multa nessa hipótese protege o empresário de possíveis quebras de expectativa com relação ao provisionamento financeiro da empresa. A jurisprudência determina uma porcentagem de multa máxima de 20% do valor em aberto do contrato.

Para evitar problemas nas relações entre clientes e prestadores de serviço, recomenda-se buscar um advogado que possa orientá-lo sobre a melhor maneira de redigir um contrato de serviço. Quer saber mais sobre o assunto? A Julieine Ferraz Nascimento vai falar sobre como fazer um bom contrato de prestação de serviços no Festival Arena Black Rocks, dia 17/7/2020. Inscreva-se pelo link www.arenablackrocks.com.br

#prestacaodeservico #contratodeserviço #clausuladepagamento #juros #multa #ArenaBlackRocks #blackrocks #BlackRocksStartups #FestivaldeTransformaçãoDigital #BlackinTech #BlackBusiness

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Investir em marketing e não registrar a marca pode ser fatal para o seu negócio https://www.ferraznascimento.com.br/investir-em-marketing-e-nao-registrar-a-marca-pode-ser-fatal-para-o-seu-negocio/ https://www.ferraznascimento.com.br/investir-em-marketing-e-nao-registrar-a-marca-pode-ser-fatal-para-o-seu-negocio/#respond Fri, 19 Jun 2020 21:36:33 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1268 Eu costumo sempre dizer que a marca é o seu rosto, ou seja, ela reflete para o seu público quem você é. Para que um negócio ganhe visibilidade e tenha sucesso é necessário que esse rosto seja divulgado e conhecido pelo público, o que pode ser feito desenvolvendo atividades de marketing. E para que essa imagem não seja distorcida e você não perca o “rosto” da sua empresa, o primeiro passo a dar é registrar essa marca.

O fato de você conseguir registrar um contrato social com a razão social (o nome) da sua empresa na Junta Comercial, ou o domínio do site no Registro.br, não garante que a marca também seja sua; afinal de contas, razão social, domínio e marca são três coisas diferentes e que têm métodos de proteção distintos. Assim, mesmo que você já tenha um domínio com a palavra que você pretende posicionar como marca, eventualmente outra empresa pode já ter registrado essa mesma marca ou uma que tenha sonoridade ou aparência muito semelhante. Neste caso, quando a sua empresa começar a ficar conhecida, você poderá ser surpreendido com uma notificação extrajudicial ou mesmo um processo por uso indevido de marca.

Agora, imagine o seguinte cenário: você faz investimentos em várias campanhas de marketing para trazer visibilidade à uma marca, uma parte de seu público já começa a associar a marca à sua empresa, você ganha boa reputação no mercado… e depois precisa parar de utilizar essa marca porque ela tem outro dono, uma vez que você se esqueceu de fazer o registro (ou esqueceu de conferir se a marca estava disponível no INPI antes de começar a usá-la). Certamente, esse cenário não é agradável.

Então, de que maneira é possível proteger uma marca? A resposta é: fazendo o registro no INPI. Mas, antes, é preciso ter certeza de que sua marca é única, o que também pode ser feito consultando os dados do instituto.

O impacto do marketing nas vendas

Todos nós conhecemos uma marca que identificamos imediatamente somente vendo o logotipo, ouvindo um jingle, ou quando vemos um produto e o associamos diretamente a ela. Mas, por quê? Muito provavelmente, porque se trata de uma marca exclusiva que remete instantaneamente ao produto ou a um serviço.

Assim como um marketing bem feito pode não valer nada se a marca não estiver protegida, o marketing bem feito de uma marca exclusiva e devidamente registrada no INPI pode resultar num expressivo resultado de vendas.

Então, agora que você já sabe o quanto a marca pode influenciar no marketing e nas finanças da sua empresa, não perca tempo e registre-a no INPI.

#registrodemarca #startups #consultajuridica #marketing #financas #vendas

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MP 936 traz regras sobre manutenção de empregos e renda https://www.ferraznascimento.com.br/mp-936-traz-regras-sobre-manutencao-de-empregos-e-renda/ https://www.ferraznascimento.com.br/mp-936-traz-regras-sobre-manutencao-de-empregos-e-renda/#respond Mon, 27 Apr 2020 22:18:10 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1264 O Decreto Legislativo nº 6 de 20/3/2020 reconheceu estado de calamidade, em razão da pandemia ocasionada pela covid-19; assim, o Presidente Jair Messias Bolsonaro editou a Medida Provisória nº 927, regulamentando diversas flexibilizações trabalhistas excepcionais, como a modificação do contrato de trabalho presencial para teletrabalho, antecipação de férias individuais, concessão de férias coletivas, antecipação de feriados, utilização de banco de horas, suspensão de exigências no âmbito da segurança e saúde no trabalho e recolhimento do FGTS.

A Medida Provisória nº 936, editada em 1º de abril de 2020, institui previsões complementares à Medida Provisória 927, por meio do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e Renda, com o objetivo de (i) preservar o emprego e a renda; (ii) garantir a continuidade das atividades laborais e empresariais, e (iii) reduzir o impacto social decorrente das consequências do estado de calamidade pública e de emergência de saúde pública. Conforme estabelece o artigo 2º da referida MP:

Art. 2º Fica instituído o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, com aplicação durante o estado de calamidade pública a que se refere o art. 1º e com os seguintes objetivos:

I – preservar o emprego e a renda;

II – garantir a continuidade das atividades laborais e empresariais, e

III – reduzir o impacto social decorrente das consequências do estado de calamidade pública e de emergência de saúde pública.

O Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda abrange (i) o pagamento de Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda; (ii) a possibilidade de redução proporcional de jornada de trabalho e de salários, e (iii) a possibilidade de suspensão temporária do contrato de trabalho. Nos termos do artigo 3º:

Art. 3º São medidas do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda:

I – o pagamento de Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda;

II – a redução proporcional de jornada de trabalho e de salários; e

III – a suspensão temporária do contrato de trabalho.

Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica, no âmbito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, aos órgãos da administração pública direta e indireta, às empresas públicas e sociedades de economia mista, inclusive às suas subsidiárias, e aos organismos internacionais.

O Ministério da Economia será o principal órgão responsável por coordenar, executar, monitorar e avaliar os programas previstos nesta Medida Provisória, bem como editar normas competentes que viabilizem sua execução.

O referido órgão deverá disciplinar a forma de transmitir as informações e comunicações pelo empregador, bem como conceder o benefício emergencial.

BENEFÍCIO EMERGENCIAL DE PRESERVAÇÃO DO EMPREGO E DA RENDA 

O Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda consiste no pagamento de remuneração ao empregado que tiver: (i) a redução proporcional da jornada de trabalho e salário reduzidos; ou (ii) sofrer a suspensão do contrato de trabalho, mediante contrato formalizado junto à empresa.

As disposições desta Medida Provisória se aplicam aos contratos de trabalhos de aprendizagem e de jornada parcial.

Não terão direito ao referido benefício os empregados que (i) ocupem cargo ou emprego público, cargo em comissão de livre nomeação e exoneração, ou titular de mandato eletivo; ou (ii) estejam em pleno gozo de bolsa de qualificação profissional, dos benefícios previdenciário ou seguro-desemprego, exceto em caso de pensão por morte ou auxílio-acidente,

  • Obrigações da Empresa:

O empregador que formalizar acordo com o funcionário para redução de jornada e salário ou suspender o contrato de trabalho deverá informar a referida mudança no prazo máximo de 10 (dez) dias a contar da celebração.

O empregador que deixar de informar ao Ministério da Fazenda a suspensão do contrato ou redução da jornada de trabalho no prazo acima, será responsável por custear a remuneração devida, anteriormente à celebração do acordo, inclusive os respectivos encargos sociais, até que a comunicação ao referido órgão seja realizada.

É importante pontuar que, mesmo que a empresa seja responsável pela contribuição dos encargos sociais, a MP 927 suspendeu o recolhimento de FGTS, mediante a prestação de informações à Secretaria da Receita Federal do Brasil e ao Conselho Curador do FGTS.

  • Recebimento do Benefício:

Os recursos para pagamento do Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda serão custeados pela União e o Ministério da Economia será responsável pela operacionalização e pagamento.

O funcionário receberá o benefício mensalmente e a primeira parcela será paga após trinta dias da comunicação pela empresa do acordo firmado.

Aqueles que receberem o benefício em valor superior ao devido, ou sem ter direito, terão os créditos recebidos inscritos em dívida ativa da União, podendo sofrer execução judicial para devolver os valores.

  • Valor do Benefício:

O benefício do empregado será determinado de acordo com a base de cálculo do seguro-desemprego a que o funcionário teria direito, independentemente do  cumprimento de período aquisitivo, tempo de vínculo empregatício e número de salários recebidos.

O pagamento de seguro-desemprego funciona da seguinte forma:

MÉDIA SALARIAL VALOR DA PARCELA
Até R$ 1.599,61 Salário médio multiplicado por 0,8.
Acima de R$ 1.599,62 até R$ 2.666,29 Subtrai-se o salário médio ao valor base (1599,62), seu resultado será multiplicado por 0,5 e somado a R$1.279,69
Acima de R$ 2.666,30 Receberá R$ 1.813,03.

 

Para o funcionário que tiver a jornada de trabalho reduzida, o benefício será pago conforme a porcentagem de redução da jornada. Portanto, o empregador deverá pagar a porcentagem que não foi reduzida.

Exemplificando:

O trabalhador que recebe R$ 1.500,00 e tiver sua jornada reduzida em 25%, terá reduzida a mesma porcentagem do seu salário, resultando na diminuição de R$ 375,00.

Assim, o empregador deverá realizar o pagamento do valor remanescente, qual seja R$ 1.125,00 e a União deverá contribuir com 25% de R$ 1.500 x 0,8, ou seja, R$ 300,00.

Portanto, o trabalhador receberá R$ 1.425,00.

No caso do empregado que tiver a jornada de trabalho suspensa, este receberá 100% do seguro-desemprego que teria direito.

A exceção, nesta hipótese, acontece para as empresas que tenham  equivalente a 70% do seguro-desemprego em caso de suspensão realizada por empresas que tenham auferido receita bruta superior à R$ 4.800.000,00 no exercício de 2019.

Assim, a empresa somente poderá suspender o contrato de trabalho se custear o pagamento de ajuda compensatória mensal ao funcionário, em 30% do salário deste, durante a suspensão. O remanescente de 70% será pago como benefício ao funcionário, conforme o seguro-desemprego que teria direito.

No caso do empregado que tiver mais de um vínculo empregatício, poderá receber cumulativamente um benefício para cada vínculo, com redução proporcional de jornada de trabalho e de salário, ou com suspensão temporária no contrato de trabalho.

Os funcionários contratados como intermitentes não terão direito à referida cumulação.

  • Reflexos do Seguro-Desemprego:

Apesar do funcionário receber parcelas referentes ao seguro-desemprego, como benefício, ele não sofrerá alteração no valor do seguro-desemprego a que vier ter direito, desde que cumpridos os requisitos legais.

  • Fim do Benefício:

O acordo de redução da jornada ou da suspensão de contrato será extinto nas seguintes hipóteses:

  1. Decretado o fim do estado de calamidade pública;
  2. Conforme a data de encerramento estabelecida no contrato individual.
  3. Caso a empresa queira, devendo comunicar ao funcionário sua decisão de antecipar o fim do período de redução.

O empregado deverá retomar sua jornada e terá direito ao salário anteriormente estabelecido, em até dois dias corridos a contar das hipóteses de extinção acima mencionadas.

REDUÇÃO PROPORCIONAL DE JORNADA DE TRABALHO E DE SALÁRIO

A empresa poderá, unilateralmente, promover a redução da jornada de trabalho e proporcionalmente, o salário do funcionário, por até 90 dias, desde que tal redução seja pactuada por acordo individual escrito entre empregador e empregado, preserve o salário-hora de trabalho, bem como respeite a redução, exclusivamente, nos percentuais de  25%; 50%; ou 70%.

SUSPENSÃO TEMPORÁRIA DO CONTRATO DE TRABALHO

O empregador poderá, unilateralmente, suspender temporariamente o contrato de trabalho, informando ao funcionário com antecedência mínima de 2 dias. A referida suspensão terá duração de até 60 dias, que podem ser fracionados em dois períodos de trinta dias.

O funcionário que tiver o contrato suspenso e permanecer trabalhando por meio de teletrabalho, trabalho remoto ou à distância, mesmo que parcialmente, terá a suspensão temporária do contrato de trabalho automaticamente descaracterizada. Assim, a empresa fica sujeita a realizar o pagamento imediato da remuneração e dos encargos sociais do período em que o funcionário trabalhou, a incorrer nas penalidades legais, bem como às sanções previstas em convenção ou acordo coletivo.

A suspensão temporária do contrato de trabalho não suspende os benefícios concedidos pela empresa ao empregado e ainda autoriza que o empregado recolha para o Regime Geral de Previdência Social como segurado facultativo.

AJUDA COMPENSATÓRIA MENSAL

A empresa poderá optar pelo pagamento de uma ajuda compensatória mensal, cumulado ao Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda, em decorrência da redução de jornada de trabalho e de salário ou da suspensão temporária de contrato de trabalho de que trata esta Medida Provisória.

Tal ajuda compensatória deverá ser previamente estabelecida no acordo individual pactuado ou em negociação coletiva e terá natureza indenizatória, portanto não integrará a base de cálculo de imposto de renda, base de cálculo da contribuição previdenciária, FGTS ou quaisquer tributos que incidam em folha de salários.

No caso de redução proporcional de jornada e de salário, a ajuda compensatória não integra o salário devido pela empresa.

Ainda, poderá ser excluída do lucro líquido da renda da empresa, e da contribuição social da empresa que for tributada pelo lucro real.

GARANTIA PROVISÓRIA DE EMPREGO

Os funcionários que receberem o Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda em razão da redução da jornada de trabalho e de salário ou da suspensão temporária do contrato terão garantia provisória no emprego durante o período estabelecido no acordo firmado entre o empregado e o empregador.

A referida garantia se estende também, após o retorno da jornada do trabalho e de salário, ou do encerramento da suspensão do contrato de trabalho, pelo mesmo período em que o funcionário esteve com jornada reduzida ou suspensa.

A empresa que decidir dispensar, sem justa causa, o funcionário que estiver no período de garantia, em razão da suspensão do contrato, deverá arcar com pagamento de rescisão prevista na legislação, bem como indenização de 100% do salário que este teria direito.

No caso da dispensa acontecer, sem justa causa, contra o funcionário que tiver a redução da jornada de trabalho e de salário, a empresa deverá pagar a rescisão, em favor do funcionário, bem como indenização com base no salário que o funcionário teria direito no referido período, conforme as respectivas porcentagens:

Redução da jornada e do salário Indenização
Igual ou superior a 25% e inferior a 50% 50% do salário que teria direito
Igual ou superior a 50% e inferior a 70% 70% do salário que teria direito
Igual ou superior a 70% 100% do salário que teria direito

 

A empresa está dispensada de arcar com o valor das porcentagens acima mencionadas e da rescisão, caso o funcionário seja dispensado por justa causa, ou à seu pedido.

CONTRATO DE TRABALHO INTERMITENTE

O trabalho intermitente é a modalidade em que o funcionário realiza suas atividades esporadicamente, conforme solicitação do empregador. A principal característica dessa modalidade é o período de inatividade, já que o funcionário deve prestar serviços nos dias acordados. Esse tipo de contratação garante aos funcionários os mesmos direitos que aos demais trabalhadores.

O empregado contratado como intermitente terá direito ao pagamento emergencial mensal de R$ 600,00 pelo período de 3 meses, nos termos desta Medida Provisória, desde que seu contrato tenha sido formalizado até a publicação da MP.

O funcionário contratado como intermitente, que tiver mais de um vínculo empregatício, não terá direito à concessão de mais de um benefício emergencial mensal.

Este benefício emergencial não poderá ser acumulado com o pagamento de outro auxílio emergencial.

ACORDO OU CONVENÇÃO COLETIVA PARA SUSPENSÃO

Acordo Coletivo é o termo ajustado entre o sindicato dos trabalhadores e uma ou mais empresas. Já a Convenção Coletiva é o acordo formalizado entre o sindicato dos trabalhadores e o sindicato do empregador, envolvendo apenas uma categoria profissional.

A empresa poderá adotar a redução de jornada de trabalho e de salário ou de suspensão de contrato de trabalho por meio de contrato individual, que já foi exposto anteriormente, e neste caso deverá informar aos sindicatos dos trabalhadores os acordos individuais que firmar, no prazo de até 10 dias corridos contados da celebração, ou poderá adotar tais medidas por negociação coletiva.

Caso a empresa opte por realizar negociação coletiva, poderá estabelecer percentuais de redução de jornada de trabalho e de salário diverso dos determinados nesta MP. Assim, o benefício será devido conforme as respectivas porcentagens:

Redução da jornada e do salário Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda
Inferior a 25% Não tem direito ao benefício
Igual ou superior a 25% e inferior a 50% 25% do benefício
Igual ou superior a 50% e inferior a 70% 50% do benefício
Igual ou superior a 70% 70% do benefício

 

As negociações coletivas celebradas anteriormente poderão ser renegociadas para adequar aos termos desta MP, no prazo de 10 dias contato de sua publicação.

É facultado ao empregador realizar a negociação coletiva, ou o acordo individual, nos seguintes casos:

a) Para funcionários com salário igual ou inferior a R$ 3.135,00; ou

b) Para funcionários que tenham diploma de nível superior e recebam salário mensal igual ou superior a duas vezes o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social.

Os funcionários que não se enquadram nos casos acima, somente poderão ter redução proporcional de jornada e salário, ou suspensão de jornada, mediante acordo ou convenção coletiva.

Apenas na hipótese em que o empregador realize a redução de 25% da jornada de trabalho e de salário, que poderá ser pactuada por acordo individual

Ao adotar as medidas aqui previstas, o empregador deverá resguardar o exercício e o funcionamento dos serviços públicos e das atividades essenciais, legalmente previstos.

AUDITORIA FISCAL

As empresas serão fiscalizadas, notificadas, autuadas e até multadas na forma da Consolidação das Leis do Trabalho, em razão de eventuais irregularidades constatadas pela Auditoria Fiscal do Trabalho exceto quanto às irregularidades dispostas no artigo 31 da MP 927, a seguir elencadas:

I – falta de registro de empregado, a partir de denúncias;

II – situações de grave e iminente risco, somente para as irregularidades imediatamente relacionadas à configuração da situação;

III – ocorrência de acidente de trabalho fatal apurado por meio de procedimento fiscal de análise de acidente, somente para as irregularidades imediatamente relacionadas às causas do acidente, e

IV – trabalho em condições análogas às de escravo ou trabalho infantil.

DISPOSIÇÕES GERAIS

O tempo máximo para redução de jornada, ou suspensão do contrato é de, no máximo, noventa dias, ainda que tais medidas sejam adotadas sucessivamente.

Durante o período de calamidade pública, a empresa poderá oferecer cursos ou programas de qualificações profissionais, apenas de forma não presencial, com duração mínima de um mês e no máximo três meses, na forma do artigo 476-A da CLT.

Para cumprimento dos requisitos formais das Convenções Coletivas de Trabalho, nos termos do Título VI da CLT, poderão ser utilizados meios eletrônicos, inclusive para convocação, deliberação, decisão, formalização e publicidade de convenção ou de acordo coletivo de trabalho e os prazos previstos neste mesmo título ficam reduzidos à metade.

 

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Flexibilizações trabalhistas em tempos de coronavírus https://www.ferraznascimento.com.br/flexibilizacoes-trabalhistas-em-tempos-de-coronavirus/ https://www.ferraznascimento.com.br/flexibilizacoes-trabalhistas-em-tempos-de-coronavirus/#respond Wed, 15 Apr 2020 15:00:46 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1260 O Decreto Legislativo nº 6 de 20/3/2020 reconheceu estado de calamidade, em razão da pandemia ocasionada pela covid-19; assim, o Presidente Jair Messias Bolsonaro editou a Medida Provisória nº 927, regulamentando diversas flexibilizações trabalhistas excepcionais, como a modificação do contrato de trabalho presencial para teletrabalho, antecipação de férias individuais, concessão de férias coletivas, antecipação de feriados, utilização de banco de horas, suspensão de exigências no âmbito da segurança e saúde no trabalho e recolhimento do FGTS.

 

A Medida Provisória nº 936, editada em 1º de abril de 2020, institui previsões complementares à Medida Provisória 927, por meio do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e Renda, com o objetivo de (i) preservar o emprego e a renda; (ii) garantir a continuidade das atividades laborais e empresariais, e (iii) reduzir o impacto social decorrente das consequências do estado de calamidade pública e de emergência de saúde pública. Conforme estabelece o artigo 2º da referida MP:

 

Art. 2º Fica instituído o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, com aplicação durante o estado de calamidade pública a que se refere o art. 1º e com os seguintes objetivos:

I – preservar o emprego e a renda;

II – garantir a continuidade das atividades laborais e empresariais, e

III – reduzir o impacto social decorrente das consequências do estado de calamidade pública e de emergência de saúde pública.

 

O Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda abrange (i) o pagamento de Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda; (ii) a possibilidade de redução proporcional de jornada de trabalho e de salários, e (iii) a possibilidade de suspensão temporária do contrato de trabalho. Nos termos do artigo 3º:

 

Art. 3º São medidas do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda:

I – o pagamento de Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda;

II – a redução proporcional de jornada de trabalho e de salários; e

III – a suspensão temporária do contrato de trabalho.

Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica, no âmbito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, aos órgãos da administração pública direta e indireta, às empresas públicas e sociedades de economia mista, inclusive às suas subsidiárias, e aos organismos internacionais.

 

O Ministério da Economia será o principal órgão responsável por coordenar, executar, monitorar e avaliar os programas previstos nesta Medida Provisória, bem como editar normas competentes que viabilizem sua execução.

 

O referido órgão deverá disciplinar a forma de transmitir as informações e comunicações pelo empregador, bem como conceder o benefício emergencial.

 

BENEFÍCIO EMERGENCIAL DE PRESERVAÇÃO DO EMPREGO E DA RENDA 

 

O Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda consiste no pagamento de remuneração ao empregado que tiver: (i) a redução proporcional da jornada de trabalho e salário reduzidos; ou (ii) sofrer a suspensão do contrato de trabalho, mediante contrato formalizado junto à empresa.

 

As disposições desta Medida Provisória se aplicam aos contratos de trabalhos de aprendizagem e de jornada parcial.

 

Não terão direito ao referido benefício os empregados que (i) ocupem cargo ou emprego público, cargo em comissão de livre nomeação e exoneração, ou titular de mandato eletivo; ou (ii) estejam em pleno gozo de bolsa de qualificação profissional, dos benefícios previdenciário ou seguro-desemprego, exceto em caso de pensão por morte ou auxílio-acidente,

 

  • Obrigações da Empresa:

 

O empregador que formalizar acordo com o funcionário para redução de jornada e salário ou suspender o contrato de trabalho, deverá informar a referida mudança no prazo máximo de 10 (dez) dias a contar da celebração.

 

O empregador que deixar de informar ao Ministério da Fazenda a suspensão do contrato ou redução da jornada de trabalho no prazo acima, será responsável por custear a remuneração devida, anteriormente à celebração do acordo, inclusive os respectivos encargos sociais, até que a comunicação ao referido órgão seja realizada.

 

É importante pontuar que, mesmo que a empresa seja responsável pela contribuição dos encargos sociais, a MP 927 suspendeu o recolhimento de FGTS, mediante a prestação de informações à Secretaria da Receita Federal do Brasil e ao Conselho Curador do FGTS.

 

  • Recebimento do Benefício:

 

Os recursos para pagamento do Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda serão custeados pela União e o Ministério da Economia será responsável pela operacionalização e pagamento.

 

O funcionário receberá o benefício mensalmente e a primeira parcela será paga após trinta dias da comunicação pela empresa do acordo firmado.

 

Aqueles que receberem o benefício em valor superior ao devido, ou sem ter direito, terão os créditos recebidos inscritos em dívida ativa da União, podendo sofrer execução judicial para devolver os valores.

 

  • Valor do Benefício:

 

O benefício do empregado será determinado de acordo com a base de cálculo do seguro-desemprego a que o funcionário teria direito, independentemente do  cumprimento de período aquisitivo, tempo de vínculo empregatício e número de salários recebidos.

 

O pagamento de seguro-desemprego funciona da seguinte forma:

 

MÉDIA SALARIAL VALOR DA PARCELA
Até R$ 1.599,61 Salário médio multiplicado por 0,8.
Acima de R$ 1.599,62 até R$ 2.666,29 Subtrai-se o salário médio ao valor base (1599,62), seu resultado será multiplicado por 0,5 e somado a R$1.279,69
Acima de R$ 2.666,30 Receberá R$ 1.813,03.

 

Para o funcionário que tiver a jornada de trabalho reduzida, o benefício será pago conforme a porcentagem de redução da jornada. Portanto, o empregador deverá pagar a porcentagem que não foi reduzida.

 

Exemplificando:

O trabalhador que recebe R$ 1.500,00 e tiver sua jornada reduzida em 25%, terá reduzida a mesma porcentagem do seu salário, resultando na diminuição de R$ 375,00.

Assim, o empregador deverá realizar o pagamento do valor remanescente, qual seja R$ 1.125,00 e a União deverá contribuir com 25% de R$ 1.500 x 0,8, ou seja, R$ 300,00.

Portanto, o trabalhador receberá R$ 1.425,00.

 

No caso do empregado que tiver a jornada de trabalho suspensa, este receberá 100% do seguro-desemprego que teria direito.

 

A exceção, nesta hipótese, acontece para as empresas que tenham  equivalente a 70% do seguro-desemprego em caso de suspensão realizada por empresas que tenham auferido receita bruta superior à R$ 4.800.000,00 no exercício de 2019.

 

Assim, a empresa somente poderá suspender o contrato de trabalho se custear o pagamento de ajuda compensatória mensal ao funcionário, em 30% do salário deste, durante a suspensão. O remanescente de 70% será pago como benefício ao funcionário, conforme o seguro-desemprego que teria direito.

 

No caso do empregado que tiver mais de um vínculo empregatício, poderá receber cumulativamente um benefício para cada vínculo, com redução proporcional de jornada de trabalho e de salário, ou com suspensão temporária no contrato de trabalho.

 

Os funcionários contratados como intermitentes não terão direito à referida cumulação.

 

  • Reflexos do Seguro-Desemprego:

 

Apesar do funcionário receber parcelas referentes ao seguro-desemprego, como benefício, ele não sofrerá alteração no valor do seguro-desemprego a que vier ter direito, desde que cumpridos os requisitos legais.

 

  • Fim do Benefício:

 

O acordo de redução da jornada ou da suspensão de contrato será extinto nas seguintes hipóteses:

 

  1. Decretado o fim do estado de calamidade pública;
  2. Conforme a data de encerramento estabelecida no contrato individual.
  3. Caso a empresa queira, devendo comunicar ao funcionário sua decisão de antecipar o fim do período de redução.

 

O empregado deverá retomar sua jornada e terá direito ao salário anteriormente estabelecido, em até dois dias corridos a contar das hipóteses de extinção acima mencionadas.

 

REDUÇÃO PROPORCIONAL DE JORNADA DE TRABALHO E DE SALÁRIO

 

A empresa poderá, unilateralmente, promover a redução da jornada de trabalho e proporcionalmente, o salário do funcionário, por até 90 dias, desde que tal redução seja pactuada por acordo individual escrito entre empregador e empregado, preserve o salário-hora de trabalho, bem como respeite a redução, exclusivamente, nos percentuais de  25%; 50%; ou 70%.

 

SUSPENSÃO TEMPORÁRIA DO CONTRATO DE TRABALHO

 

O empregador poderá, unilateralmente, suspender temporariamente o contrato de trabalho, informando ao funcionário com antecedência mínima de 2 dias. A referida suspensão terá duração de até 60 dias, que podem ser fracionados em dois períodos de trinta dias.

 

O funcionário que tiver o contrato suspenso e permanecer trabalhando por meio de teletrabalho, trabalho remoto ou à distância, mesmo que parcialmente, terá a suspensão temporária do contrato de trabalho automaticamente descaracterizada. Assim, a empresa fica sujeita a realizar o pagamento imediato da remuneração e dos encargos sociais do período em que o funcionário trabalhou, incorrer nas penalidades legais, bem como sanções previstas em convenção ou acordo coletivo.

 

A suspensão temporária do contrato de trabalho não suspende os benefícios concedidos pela empresa ao empregado e ainda autoriza que o empregado recolha para o Regime Geral de Previdência Social como segurado facultativo.

 

AJUDA COMPENSATÓRIA MENSAL

 

A empresa poderá optar pelo pagamento de uma ajuda compensatória mensal, cumulado ao Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda, em decorrência da redução de jornada de trabalho e de salário ou da suspensão temporária de contrato de trabalho de que trata esta Medida Provisória.

 

Tal ajuda compensatória deverá ser previamente estabelecida no acordo individual pactuado ou em negociação coletiva e terá natureza indenizatória, portanto não integrará a base de cálculo de imposto de renda, base de cálculo da contribuição previdenciária, FGTS ou quaisquer tributos que incidam em folha de salários.

 

No caso de redução proporcional de jornada e de salário, a ajuda compensatória não integra o salário devido pela empresa.

 

Ainda, poderá ser excluída do lucro líquido da renda da empresa, e da contribuição social da empresa que for tributada pelo lucro real.

 

GARANTIA PROVISÓRIA DE EMPREGO

 

Os funcionários que receberem o Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda em razão da redução da jornada de trabalho e de salário ou da suspensão temporária do contrato terão garantia provisória no emprego durante o período estabelecido no acordo firmado entre o empregado e o empregador.

 

A referida garantia se estende também, após o retorno da jornada do trabalho e de salário, ou do encerramento da suspensão do contrato de trabalho, pelo mesmo período em que o funcionário esteve com jornada reduzida ou suspensa.

 

A empresa que decidir dispensar, sem justa causa, o funcionário que estiver no período de garantia, em razão da suspensão do contrato, deverá arcar com pagamento de rescisão prevista na legislação, bem como indenização de 100% do salário que este teria direito.

 

No caso da dispensa acontecer, sem justa causa, contra o funcionário que tiver a redução da jornada de trabalho e de salário, a empresa deverá pagar a rescisão, em favor do funcionário, bem como indenização com base no salário que o funcionário teria direito no referido período, conforme as respectivas porcentagens:

 

Redução da jornada e do salário Indenização
Igual ou superior a 25% e inferior a 50% 50% do salário que teria direito
Igual ou superior a 50% e inferior a 70% 70% do salário que teria direito
Igual ou superior a 70% 100% do salário que teria direito

 

A empresa está dispensada de arcar com o valor das porcentagens acima mencionadas e da rescisão, caso o funcionário seja dispensado por justa causa, ou à seu pedido.

 

CONTRATO DE TRABALHO INTERMITENTE

 

O trabalho intermitente é a modalidade em que o funcionário realiza suas atividades esporadicamente, conforme solicitação do empregador. A principal característica dessa modalidade é o período de inatividade, já que o funcionário deve prestar serviços nos dias acordados. Esse tipo de contratação garante aos funcionários os mesmos direitos que aos demais trabalhadores.

 

O empregado contratado como intermitente terá direito ao pagamento emergencial mensal de R$ 600,00 pelo período de 3 meses, nos termos desta Medida Provisória, desde que seu contrato tenha sido formalizado até a publicação da MP.

 

O funcionário contratado como intermitente, que tiver mais de um vínculo empregatício, não terá direito à concessão de mais de um benefício emergencial mensal.

 

Este benefício emergencial não poderá ser acumulado com o pagamento de outro auxílio emergencial.

 

ACORDO OU CONVENÇÃO COLETIVA PARA SUSPENSÃO

 

Acordo Coletivo é o termo ajustado entre o sindicato dos trabalhadores e uma ou mais empresas. Já a Convenção Coletiva é o acordo formalizado entre o sindicato dos trabalhadores e o sindicato do empregador, envolvendo apenas uma categoria profissional.

 

A empresa poderá adotar a redução de jornada de trabalho e de salário ou de suspensão de contrato de trabalho por meio de contrato individual, que já foi exposto anteriormente, e neste caso deverá informar aos sindicatos dos trabalhadores os acordos individuais que firmar, no prazo de até 10 dias corridos contados da celebração, ou poderá adotar tais medidas por negociação coletiva.

 

Caso a empresa opte por realizar negociação coletiva, poderá estabelecer percentuais de redução de jornada de trabalho e de salário diverso dos determinados nesta MP. Assim, o benefício será devido conforme as respectivas porcentagens:

 

Redução da jornada e do salário Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda
Inferior a 25% Não tem direito ao benefício
Igual ou superior a 25% e inferior a 50% 25% do benefício
Igual ou superior a 50% e inferior a 70% 50% do benefício
Igual ou superior a 70% 70% do benefício

 

As negociações coletivas celebradas anteriormente poderão ser renegociadas para adequar aos termos desta MP, no prazo de 10 dias contato de sua publicação.

 

É facultado ao empregador realizar a negociação coletiva, ou o acordo individual, nos seguintes casos:

 

  1. Para funcionários com salário igual ou inferior a R$ 3.135,00; ou
  2. Para funcionários que tenham diploma de nível superior e recebam salário mensal igual ou superior a duas vezes o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social.

 

Os funcionários que não se enquadram nos casos acima, somente poderão ter redução proporcional de jornada e salário, ou suspensão de jornada, mediante acordo ou convenção coletiva.

 

Apenas na hipótese em que o empregador realize a redução de 25% da jornada de trabalho e de salário, que poderá ser pactuada por acordo individual

 

Ao adotar as medidas aqui previstas, o empregador deverá resguardar o exercício e o funcionamento dos serviços públicos e das atividades essenciais, legalmente previstos.

 

AUDITORIA FISCAL

 

As empresas serão fiscalizadas, notificadas, autuadas e até multadas na forma da Consolidação das Leis do Trabalho, em razão de eventuais irregularidades constatadas pela Auditoria Fiscal do Trabalho exceto quanto às irregularidades dispostas no artigo 31 da MP 927, a seguir elencadas:

 

I – falta de registro de empregado, a partir de denúncias;

II – situações de grave e iminente risco, somente para as irregularidades imediatamente relacionadas à configuração da situação;

III – ocorrência de acidente de trabalho fatal apurado por meio de procedimento fiscal de análise de acidente, somente para as irregularidades imediatamente relacionadas às causas do acidente, e

IV – trabalho em condições análogas às de escravo ou trabalho infantil.

 

DISPOSIÇÕES GERAIS

 

O tempo máximo para redução de jornada, ou suspensão do contrato é de, no máximo, noventa dias, ainda que tais medidas sejam adotadas sucessivamente.

 

Durante o período de calamidade pública, a empresa poderá oferecer cursos ou programas de qualificações profissionais, apenas de forma não presencial, com duração mínima de um mês e no máximo três meses, na forma do artigo 476-A da CLT.

 

Para cumprimento dos requisitos formais das Convenções Coletivas de Trabalho, nos termos do Título VI da CLT, poderão ser utilizados meios eletrônicos, inclusive para convocação, deliberação, decisão, formalização e publicidade de convenção ou de acordo coletivo de trabalho e os prazos previstos neste mesmo título ficam reduzidos à metade.

 

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Ghost writers e a LDA https://www.ferraznascimento.com.br/ghost-writers-e-a-lda/ https://www.ferraznascimento.com.br/ghost-writers-e-a-lda/#respond Wed, 25 Mar 2020 21:43:39 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1247 Março é o Mês da Poesia. No dia 14, Dia Nacional da Poesia; 21/3, Dia Mundial da Poesia. Mas nem todo escritor é reconhecido como autor de uma determinada obra. Alguns escrevem best sellers mas seus nomes permanecem anônimos. É o que acontece com o ghost writer ou escritor fantasma. Ghost writer é o nome que se dá àquela pessoa que, a pedido de outra e mediante remuneração, escreve algo para quem a contratou – e, no caso, é o contratante quem será reconhecido como o autor da obra.

Mas como fica a situação desses escritores com relação à Lei de Direitos Autorais? Como na LDA não há nada que fale especificamente sobre ghost writers, as opiniões sobre a validade de uma possível reivindicação futura à autoria da obra são controversas.

De um lado, estão os que entendem que, pelo fato do direito moral não poder ser legalmente cedido, o escritor fantasma pode, sim, pedir os direitos sobre a autoria da obra. Por outro lado, há quem veja nisto um ato de má fé.

Mas se considerarmos o ghostwriting uma profissão, dificilmente vamos encontrar alguém que quebre a confiança de quem o contratou para escrever por ele. Ao mesmo tempo, levando em conta que o contratante pode, eventualmente, fazer algumas mudanças no texto, ele tem o direito de, no caso de quebra de contrato, reivindicar seu papel como coautor.

Em todo o caso, o ideal é que tudo seja muito bem documentado no contrato e feito com o auxílio de um advogado que esclareça às partes os direitos e deveres de cada uma nessa parceria.

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Medida Provisória sobre o trabalho durante o período de calamidade pública https://www.ferraznascimento.com.br/mp-covid-trabalho/ https://www.ferraznascimento.com.br/mp-covid-trabalho/#respond Mon, 23 Mar 2020 20:50:55 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1244 Devido à pandemia de coronavírus, a Presidência da República publi. cou no Diário Oficial uma medida Provisória que dá diretrizes sobre as relações de trabalho durante o período de calamidade pública.

Segundo o governo, a MP tem como objetivo combater os efeitos da pandemia do coronavírus sobre a economia brasileira. Ela dispõe sobre o teletrabalho, regime de compensação de horas extras, férias (suspensão / antecipação e férias coletivas), antecipação e aproveitamento de feriados e adiamento de recolhimento do FGTS. O artigo 18 da MP, sobre a suspensão do contrato de trabalho, foi posteriormente revogado.

A MP tem validade de lei e precisa ser aprovada pelo Congresso em no máximo 120 dias para continuar válida.

A medida está disponível no link http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Mpv/mpv927.htm

 

 

 

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Sorteio, concurso ou vale-brinde: entenda quais são as regras para a distribuição gratuita de prêmios https://www.ferraznascimento.com.br/sorteio-concurso-ou-vale-brinde-entenda-quais-sao-as-regras-para-a-distribuicao-gratuita-de-premios/ https://www.ferraznascimento.com.br/sorteio-concurso-ou-vale-brinde-entenda-quais-sao-as-regras-para-a-distribuicao-gratuita-de-premios/#respond Mon, 09 Mar 2020 15:25:19 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1232 Uma das melhores maneiras de divulgar um negócio é oferecer presentes ao público. Por isso, fazer promoções comerciais envolvendo distribuição de vale-brinde, sorteios, concursos ou modalidades assemelhadas é uma prática comum para empresas que desejam ser lembradas pelos consumidores.

Trocar cupons por brindes ou para concorrer a sorteios que vão de um simples panetone a um carro zero quilômetro é uma das maneiras de fazer essas promoções, que ocorrem tanto em datas comemorativas quanto em outros períodos do ano.

Esse tipo de promoção, chamada legalmente de distribuição gratuita de prêmios, tem “saído das lojas” e tomado cada vez mais espaço em veículos on-line como o Instagram, por exemplo. O problema é que nem todos que usam a mídia digital para fazer promoções sabem que, para isto, é necessário ser pessoa jurídica e obter uma autorização do Ministério da Fazenda. Embora não haja na Lei nada que se refira especificamente às promoções on-line, não basta mostrar o rosto no YouTube para oferecer brindes em troca de “likes” ou inscrições no canal, por mais que a intenção seja promovê-lo.

Para solicitar uma autorização, é preciso seguir alguns passos, entre eles: pagar a taxa de fiscalização, que varia de acordo com o valor do prêmio; estar em dia com pagamento de tributos federais, estaduais e municipais; apresentar um demonstrativo da receita operacional da empresa e um regulamento detalhado, que descreva minuciosamente as condições para a participação naquela promoção. É aconselhável, neste caso, procurar uma consultoria jurídica que o auxilie no cumprimento dos trâmites legais.

O que pode e o que não pode ser distribuído?

Entre os produtos que não podem ser distribuídos gratuitamente estão medicamentos; armas e munições; bebidas alcoólicas; fumos e seus derivados, e outros artigos determinados pelo Ministério da Fazenda. Na lista dos que são permitidos estão viagens de turismo; bolsas de estudo; automóveis; eletrodomésticos; produtos eletrônicos, e o que mais se imaginar, desde que tenham nota fiscal. A distribuição e a conversão de prêmios em dinheiro são proibidas.

Para aqueles que não seguirem as regras, as penas serão a cassação da autorização, a proibição de realizar distribuição gratuita de prêmios pelo prazo de até 2 anos, e multa de até 100% do valor total dos prêmios. E, para quem tenta driblar a legislação, é bom saber que a concorrência está sempre de olho e pronta para denunciá-lo.

O importante é que a empresa se preocupe sempre em garantir a regularidade de suas campanhas promocionais e que, em caso de dúvidas, procure um advogado para orientá-lo.

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Protocolo de Madri traz facilidade para o registro de marcas https://www.ferraznascimento.com.br/protocolo-de-madri/ https://www.ferraznascimento.com.br/protocolo-de-madri/#respond Thu, 30 Jan 2020 10:10:11 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1227 Assinada em 2019, a adesão do Brasil ao Protocolo de Madri promete melhorar os processos, facilitar a burocracia e diminuir os custos de empresas que queiram registrar suas marcas no Brasil e no exterior.

Em termos práticos, isso significa que o INPI (Instituto Nacional da Propriedade Intelectual) passa a atuar tanto como Escritório de Origem como Escritório Designado e a receber pedidos internacionais, multiclasse e com mais de um requerente em cotitularidade. Com o protocolo, a empresa poderá dar entrada no registro de sua marca em mais de cem países.

Como funciona o Protocolo de Madri?

O depósito é feito de forma eletrônica, mediante o pagamento da Guia de Recolhimento da União (GRU). De acordo com o protocolo, será necessário preencher o formulário próprio em inglês ou espanhol.

O INPI já disponibiliza um link com o passo a passo para dar entrada no pedido internacional. A página informa que “passa a ser necessário aguardar a publicação na RPI do seu pedido base (publicação para fins de oposição) antes de usá-lo em seu pedido internacional (MM2 no E-marcas)”.

Entre as facilidades que a assinatura do Protocolo cria, está o fato de que agora é possível fazer a requisição de uma marca em vários países de uma só vez, em um único idioma e com uma só data de prorrogação.

As empresas que já têm marca registrada no Brasil devem depositar no INPI um pedido internacional, que  pode ser, inclusive, multiclasse. O prazo de deferimento também pode diminuir, já que, nos países signatários do Protocolo de Madri, o pedido de marca precisa ser avaliado em até 18 meses.

Leia aqui o Decreto completo e não se esqueça: apesar de todas as facilidades que apresenta o Protocolo de Madri, para que uma marca seja deferida, o ideal é que profissionais e empresas especializadas deem entrada no pedido, para garantir que o processo e a documentação estejam de acordo com as normas estabelecidas.

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Lei Geral de Proteção de Dados passa a valer em agosto https://www.ferraznascimento.com.br/lgpd/ https://www.ferraznascimento.com.br/lgpd/#respond Wed, 15 Jan 2020 10:00:31 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1224 A Lei Geral de Proteção de Dados completou um ano em agosto de 2019, mas suas novas regras só entrarão em vigor a partir de agosto de 2020. Sua implementação será complexa pois exigirá que as empresas façam uma análise aprofundada nos fluxos de trabalho que elas possuem.

A Lei nº 13.853/19  “dispõe sobre o tratamento de dados pessoais, inclusive nos meios digitais, por pessoa natural ou por pessoa jurídica de direito público ou privado, com o objetivo de proteger os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade e o livre desenvolvimento da per15sonalidade da pessoa natural”. Por dados pessoais (de pessoas físicas), entendem-se informações desde o nome completo, o número de telefone e de documentos como RG, CPF, rastreio de IP, histórico de compras, características físicas, biometria e outros.

A lei promete acabar com abusos, como exposição pública de endereços de email ou a compra de mailings (prática realizada por algumas empresas do mercado). Isso porque ela se aplica a qualquer tipo de tratamento de dados pessoais: armazenamento, compartilhamento, apagar ou transferir dados. Assim, todas as empresas e até mesmo os profissionais autônomos que utilizem ou tenham acesso a dados pessoais precisam observar essa nova lei – e serão impactados por ela.

Brasil e Europa

Na Europa, a lei entrou em vigor em maio de 2018. Desde então, as empresas daquele continente precisam atender às obrigações impostas pela lei – o que significa que seus parceiros comerciais também precisarão obedecer a essas regras. Por isso, qualquer empresa brasileira que faça negociações com a Europa, com compartilhamento de dados de pessoa física, também precisa se submeter às regras europeias. Neste contexto, a lei brasileira é bem vinda, para que todas as empresas possam estar em consonância com as exigências europeias. Apenas 12 países do mundo atendem ás expectativas da União Eurpeia em relação á proteção de dados. Nesse sentido, a LGPD dá ao Brasil um status diferenciado nas relações comerciais com a Europa, pois a nova lei facilita o relacionamento comercial.

No Brasil, a lei prevê a criação de um órgão fiscalizador, por isso, as empresas que não se adequarem á lei poderão ser fiscalizadas e receberem penalidades, incluindo multas por não conformidade que  podem chegar a 2% do faturamento, limitadas a R$ 50 milhões. A boa notícia é que a discussão sobre privacidade de dados já ganhou força, o que é de extrema importância para o estabelecimento de uma nova cultura empresarial – que respeite mais os dados privados coletados. Em outras palavras, a lei já está mudando o contexto empresarial, mesmo antes de ser implementada.

A lei brasileira compila e adapta regras e recomendações que já existiam em outras leis anteriores (como o Código de Defesa do Consumidor, por exemplo), além de implantar inovações, como o tratamento de dados pessoais sensíveis.

Impacto nas empresas

A lei é principiológica, oferecendo diretrizes para o uso de dados pessoais, com determinadas finalidades:

– mediante o fornecimento de consentimento pelo titular;

– para o cumprimento de obrigação legal ou regulatória pelo controlador;

– pela administração pública, para o tratamento e uso compartilhado de dados necessários à execução de políticas públicas;

– para a realização de estudos por órgão de pesquisa;

– quando necessário para a execução de contrato ou de procedimentos preliminares relacionados a contrato do qual seja parte o titular, a pedido do titular dos dados;

– para o exercício regular de direitos em processo judicial, administrativo ou arbitral;

– para a proteção da vida ou da incolumidade física do titular ou de terceiro;

– para a tutela da saúde, exclusivamente, em procedimento realizado por profissionais de saúde, serviços de saúde ou autoridade sanitária;

– quando necessário para atender aos interesses legítimos do controlador ou de terceiro, exceto no caso de prevalecerem direitos e liberdades fundamentais do titular que exijam a proteção dos dados pessoais;

– para a proteção do crédito, inclusive quanto ao disposto na legislação pertinente.

Assim, são as próprias empresas que devem buscar soluções para mapear quais dados têm em seu poder e também se essa posse é justificável, de acordo com a nova lei. Além disso, cabe a cada uma encontrar soluções para o adequado tratamento a esses dados (leitura, compartilhamento, captação e descarte, entre outros).

As empresas precisarão saber que dados elas detêm; em que momento os dados entram; por onde eles caminham (ao longo dos fluxos de trabalho); quem são as pessoas que têm contato com os dados e como eles são protegidos; e qual o enquadramento, na lei, que permite a posse desses dados.

Tudo deve ser registrado, independe do porte da empresa, o que abre uma importante discussão sobre compliance mesmo em se tratando de empresas de pequeno e médio porte.

Por isso, ainda que as novas regras ainda não estejam em vigor, o ideal é que as empresas busquem, o quanto antes, assessoria jurídica especializada para que possam, a partir dessas orientações, adequarem-se à Lei assim que ela começar a ser aplicada.

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“Rola Moça” não é marca fraca e pode ser registrada pelo INPI, diz STJ https://www.ferraznascimento.com.br/rola-moca-nao-e-marca-fraca-e-pode-ser-registrada-pelo-inpi-diz-stj/ https://www.ferraznascimento.com.br/rola-moca-nao-e-marca-fraca-e-pode-ser-registrada-pelo-inpi-diz-stj/#respond Fri, 09 Mar 2018 16:43:45 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1203 A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou recurso especial de empresa de confecções que buscava a nulidade parcial do registro da marca Rola Moça, de propriedade de outra empresa de vestuário, com registro no Instituto Nacional da Propriedade Industrial.

A autora do recurso especial – que utilizava a marca Rala Moça, semelhante à discutida nos autos – alegava que os elementos nominativos da marca eram expressões de uso comum, mas o colegiado concluiu que não houve violação às hipóteses de inviabilidade da concessão do direito de exclusividade previstas pela Lei de Propriedade Industrial.

“Vale ressaltar, a partir do que se depreende da manifestação das partes desde o ajuizamento da demanda, que o objetivo prático a ser alcançado pelo recorrente com a propositura da presente demanda é, a toda evidência, obter chancela para continuar utilizando a marca Rala Moça em sua atividade empresarial, a qual, convém referir, é a mesma desenvolvida pelo recorrido (comércio de peças de vestuário) ”, apontou a relatora do recurso especial, ministra Nancy Andrighi.

Uso exclusivo

A marca mista Rola Moça foi registrada em 2008 como uma designação no âmbito do comércio de vestuário, roupas de banho, calçados, entre outros artigos. Todavia, por meio de ação de nulidade, a empresa autora – que utilizava a marca Rala Moça – defendeu que as palavras “rola” e “moça” não poderiam ser utilizadas de modo exclusivo pelo recorrido.

Por isso, a empresa buscava o reconhecimento do uso comum das expressões “rala”, “menina” e “rola”.

O pedido de nulidade foi julgado improcedente em primeira instância. Ao analisar as classes de registro, o magistrado concluiu que a expressão não guardava relação com o produto ou serviço executado pela empresa ré e, por isso, não havia no caso violação ao artigo 124 da Lei 9.279/96, que especifica as hipóteses de impossibilidade de registro de marca. A sentença foi mantida pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

Por meio de recurso especial, a empresa autora do pedido de nulidade argumentou que a marca Rola Moça deveria ser classificada como aquelas conhecidas como evocativas ou “fracas”, com a possibilidade de mitigação do uso das expressões que a compõem.

Marca e produto

A ministra Nancy Andrighi destacou que os sinais evocativos ou sugestivos, embora admitam registro marcário, são aqueles formados por expressões que evocam ou sugerem características do produto ou serviço assinalado pela marca, mediante relações de referência indireta.

“Nesse contexto, fica evidenciado, ao contrário do que sustenta o recorrente, que o sinal registrado pelo recorrido não se enquadra na definição de marca evocativa, uma vez que a expressão Rola Moça – ainda que se considerem seus elementos nominativos isoladamente – não guarda qualquer relação com as características ou com a função do produto comercializado por seu titular (peças de vestuário)”, apontou a ministra.

Ao negar provimento ao recurso, a relatora também observou a semelhança entre os trabalhos figurativos das duas empresas, que atuam no mesmo ramo de atividade e, portanto, poderiam causar confusão no consumidor caso pudessem utilizar as duas marcas em coexistência.

“O que se percebe de mero exame visual das marcas é que, além de semelhança gráfica – na hipótese ocorreu, em verdade, efetiva cópia do lettering, que é o trabalho visual específico feito sobre o desenho das letras das expressões que integram a marca –, há similaridade fonética e ideológica entre elas. A única diferença perceptível é a troca da letra “o” (da palavra Rola) pela letra “a” (formando a palavra Rala), o que, considerando-se o conjunto marcário como um todo (figurativo e nominativo), é insuficiente para assegurar-lhe distintividade”, concluiu a ministra.

Esta notícia refere-se ao REsp 1630290, confira a ementa:

RECURSO ESPECIAL. PROPRIEDADE INDUSTRIAL. DIREITO MARCÁRIO. AÇÃO DE NULIDADE PARCIAL. MARCA EVOCATIVA. SINAIS DE USO COMUM. SITUAÇÃO DOS AUTOS QUE NÃO SE AMOLDA À VEDAÇÃO CONTIDA NO DISPOSITIVO LEGAL INDICADO COMO VIOLADO (ART. 124, VI, DA LPI).
1- Ação distribuída em 21/1/2011. Recurso especial interposto em 24/6/2016 e concluso à Relatora em 19/12/2016.
2- O propósito recursal é definir se a marca titulada pelo recorrido – ROLA MOÇA – deve ou não ser declarada parcialmente nula, em virtude de se tratar de marca “fraca” ou evocativa composta por expressões de uso comum.
3- A marca em questão, ao contrário da tese defendida pelo recorrente, não se enquadra na definição de marca evocativa, na medida em que seus elementos nominativos não se relacionam com as características ou com a função dos produtos comercializados por seu titular (peças de vestuário).
4- A regra do dispositivo legal indicado como violado (art. 124, VI, da LPI) não inviabiliza, a priori, o registro de sinais comuns ou vulgares, devendo-se analisar, cumulativamente, se tais expressões guardam relação com o produto ou o serviço que a marca visa distinguir ou se elas são empregadas comumente para designar alguma de suas características.
5- Hipótese concreta em que tais pressupostos, que inviabilizariam o registro da marca do recorrido, não foram preenchidos, de modo que não há nulidade a ser declarada.
6- Recurso especial não provido.
(REsp 1630290/RS, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado em 27/02/2018, DJe 02/03/2018)

Fonte: DireitoNet

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Uma patente da Huawei de um software que utiliza sistema Blockchain para proteger propriedade intelectual foi divulgada https://www.ferraznascimento.com.br/uma-patente-da-huawei-de-um-software-que-utiliza-sistema-blockchain-para-proteger-propriedade-intelectual-foi-divulgada/ https://www.ferraznascimento.com.br/uma-patente-da-huawei-de-um-software-que-utiliza-sistema-blockchain-para-proteger-propriedade-intelectual-foi-divulgada/#respond Thu, 08 Mar 2018 17:42:03 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1198 Um pedido de patente baseado em Blockchain arquivado pela gigante de telecomunicações e rede Huawei foi publicado pelo State Intellectual Property Office da China na terça-feira, 6 de março.

A Huawei, com sede em Shenzhen, inicialmente arquivou seu pedido de patente em 15 de agosto de 2016. O documento descreve um sistema de verificação baseado em Blockchain para proteção de direitos de propriedade intelectual para conteúdo digital dentro de uma rede peer-to-peer (P2P).

A rede Blockchain, conforme descrita pela Huawei, gravaria permanentemente todos os dados de verificação, como a identificação de um detentor de direitos autorais e o ponto de acesso ao conteúdo digital, de acordo com o arquivamento.

Quando um usuário envia uma solicitação de download dentro da rede P2P, o sistema de verificação identificará e comparará sua chave privada ou licença antes de dar acesso ao conteúdo. O aplicativo enfatiza que as permissões de download só serão lançadas pela plataforma baseada em Blockchain se os dados de validação corresponderem completamente.

Apesar do governo chinês proibir todas as transações domésticas criptomoedas em setembro do ano passado, e finalizar sua cláusula completa em trocas de criptografia estrangeiras e Initial Coin Offerings (ICO) no início de fevereiro de 2018, a tecnologia baseada em Blockchain ainda está vendo um desenvolvimento generalizado no país.

Em 27 de fevereiro, o maior revendedor da China, JD.com, lançou seu programa de aceleração de inicialização Al Catapult para financiar projetos inovadores da Blockchain, conseguindo atrair quatro empresas estrangeiras para Pequim. Na semana passada, o Cointelegraph relatou que a JD.com planeja implementar um sistema de rastreamento de alimentos baseado em Blockchain em suas cadeias de suprimentos.

Fonte: COINTELEGRAPH

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Qualidades inebriantes: sátira que cita marca de bebida não faz concorrência desleal nem viola lei https://www.ferraznascimento.com.br/qualidades-inebriantes-satira-que-cita-marca-de-bebida-nao-faz-concorrencia-desleal-nem-viola-lei/ https://www.ferraznascimento.com.br/qualidades-inebriantes-satira-que-cita-marca-de-bebida-nao-faz-concorrencia-desleal-nem-viola-lei/#respond Wed, 07 Mar 2018 20:57:40 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1194 Vídeos satíricos que citam uma marca não têm o poder de criar uma concorrência desleal nem violar a propriedade industrial do produto. Com esse entendimento, a 1ª Câmara Reservada de Direito Empresarial do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a improcedência de ação da empresa que produz a cachaça Velho Barreiro contra o Google.

A companhia pedia que vídeos de grupos sertanejos cantando músicas com letras que faziam piada com a cachaça e mostravam imagem da garrafa fossem apagados.

Relator do caso no TJ-SP, o desembargador Marcelo Fortes Barbosa Filho considerou o pedido genérico e manteve a decisão de primeiro grau.

Dar razão à empresa que moveu a ação violaria o direito de liberdade de expressão, constitucionalmente garantido, afirmou. Ele disse também não ter vislumbrado concorrência desleal, uma vez que manifestações artísticas, sem qualquer intuito empresarial, não estão ligadas à circulação ou produção de bens.

“Há, isso sim, referências jocosas às qualidades inebriantes da bebida alcoólica identificada pela marca ‘Velho Barreiro’, mas sem um mínimo de ilicitude, o que se soma ao disposto no artigo 19 da Lei 12.965/2014. Não podendo a recorrida ser responsabilizada pelo conteúdo gerado, de maneira dispersa, por terceiros”, afirmou Marcelo Fortes Barbosa Filho, em voto proferido em 28 de fevereiro.

A decisão foi acompanhado por unanimidade pelos desembargadores Hamid Bdine e Cesar Ciampolini, que completaram a banca julgadora. A partir de 2018, a 1ª e a 2ª Câmaras Reservadas de Direito Empresarial passaram a contar com desembargadores exclusivos. Seus membros deixaram as câmaras ordinárias para se dedicar à matéria, em tendência de especialização que tem guiado o TJ-SP.

Apelação nº 1106888-11.2016.8.26.0100

Fonte: Consultor Jurídico

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Walmart vai implementar sistema de entrega baseado em Blockchain https://www.ferraznascimento.com.br/walmart-vai-implementar-sistema-de-entrega-baseado-em-blockchain/ https://www.ferraznascimento.com.br/walmart-vai-implementar-sistema-de-entrega-baseado-em-blockchain/#respond Tue, 06 Mar 2018 20:30:38 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1191 A aplicação do gigante do varejo americano , Walmart , está para patentear seu sistema “Smart package”, publicado pelo “US Patent and Trademark Office” (USPTO) na quinta-feira, dia 1 de Março, segundo relatórios da Fintech Finance.

A patente “Smart Package” da Walmart emprega uma ferramenta Blockchain baseada no conteúdo do pacote, condições ambientais, localização entre outros detalhes. O dispositivo descrito no aplicativo destina-se a ser usado em novas tecnologias, como veículos autônomos e aviões não tripulados.

De acordo com a aplicação, o Blockchain gravará os “principais endereços ao longo da cadeia”, como “endereço da chave privada do vendedor, um endereço de chave privada de correio e um endereço de chave particular do comprador”.

No pedido de patente, o Walmart observou a necessidade de projetar uma ferramenta que forneça “maior segurança na forma que os pacotes e itens são enviados”. O aplicativo diz que os instrumentos de rastreamento existentes ainda não fornecem “a funcionalidade desejada”. O primeiro arquivo no aplicativo do sistema “Smart package” foi criado em Agosto de 2017, segundo a Fintech Finance.

O “Smart package” não é a primeira instância do Walmart que utiliza a tecnologia Blockchain. Em Novembro de 2016, o Walmart fez parceria com a IBM para usar o Blockchain para detectar e remover alimentos retirados da lista de produtos.

A tecnologia Blockchain tem se tornado popular entre as empresas de transporte e logística. A companhia de navegação dos Estados Unidos, UPS , juntou-se à “The Blockchain in Trucking Alliance” (BiTA) em Novembro de 2017. O operador portuário da PSA International de Cingapuraconcluiu um acordo com a IBM para testar e desenvolver uma rede de cadeia de suprimentos baseada em Blockchain em Agosto de 2017, de acordo com o Fintech Finance.

Nos Estados Unidos, a publicação de um pedido de patente não provisório ocorre 18 mesesantes da data de prioridade efetiva mais antiga. Uma vez publicado, um pedido de patente pode ser usado pela USPTO para rejeitar pedidos de patente de terceiros para tecnologias relacionadas.

Fonte: https://br.cointelegraph.com/news/walmart-to-implement-blockchain-based-delivery-system

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TJ-SP proíbe aplicativo que compara preços de serviços de transporte https://www.ferraznascimento.com.br/tj-sp-proibe-aplicativo-que-compara-precos-de-servicos-de-transporte/ https://www.ferraznascimento.com.br/tj-sp-proibe-aplicativo-que-compara-precos-de-servicos-de-transporte/#respond Mon, 05 Mar 2018 19:07:39 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1188 Aplicativo que compara preço de serviços de transporte urbano oferece perigo de dano não só às marcas e às suas estratégias de negócios, mas também aos consumidores. Com esse entendimento, a 1ª Câmara Reservada de Direito Empresarial do Tribunal de Justiça de São Paulo ratificou liminar que proibiu um aplicativo de divulgar e utilizar informações do serviço Cabify.

Chamado de Vah Economize Tempo e Dinheiro, o app compara preços de serviços de transporte, como Uber e Easy Taxi. Para o relator, desembargador Alexandre Lazzarini, há perigo de dano no uso indevido de dados do Cabify, sem autorização e como se parceiro fosse, oferecendo ao público informações que não necessariamente sejam corretas, sob risco de prejuízo ao usuário.
Por maioria de votos, desembargadores entenderem que os usuários poderiam receber informações incorretas.

Segundo ele, o caso difere de situação julgada pela 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça no ano passado, quando a corte decidiu que publicidade comparativa não viola direito marcário, pois tem propósito informativo e em benefício do consumidor (REsp 1.668.550).

O voto de Lazzarini foi seguido por maioria. Ficou vencido o juiz substituto em segundo grau Hamid Bdine, para quem não havia prova segura de que a divulgação de informações tenha incidido sistematicamente em erro. Para Bdine, caso tais erros tivessem sido identificados, caberia ao juízo aplicar sanção pela divulgação equivocada, em vez de eliminar a comparação.

“Atentando-se ao disposto no inciso III do artigo 132 da Lei 9.279/1996, verifica-se que a hipótese é de tentativa do agravante de impedir a circulação de seu produto (ou serviço), o que não se admite”, escreveu, no voto divergente.

A liminar foi ratificada pela decisão, sob pena de multa diária de R$ 1 mil, até o limite de R$ 40 mil. “Nada impede que a ré busque, posteriormente, pelas vias adequadas, a reparação de danos eventualmente sofridos caso se conclua, ao final, pela improcedência da demanda”, afirmou o relator.

Publicado originalmente em: https://www.conjur.com.br/2018-fev-19/tj-sp-proibe-aplicativo-compara-precos-servicos-transporte

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STJ reitera que pedido de remoção de conteúdo da internet deve indicar endereço eletrônico https://www.ferraznascimento.com.br/stj-reitera-que-pedido-de-remocao-de-conteudo-da-internet-deve-indicar-endereco-eletronico/ https://www.ferraznascimento.com.br/stj-reitera-que-pedido-de-remocao-de-conteudo-da-internet-deve-indicar-endereco-eletronico/#respond Thu, 01 Mar 2018 18:12:09 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1184 No dia 06 de fevereiro de 2018, a 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça reformou acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que determinara ao Google a exclusão de vídeos do YouTube considerados ofensivos, possibilitando que os ofendidos informassem posteriormente ao provedor o endereço eletrônico (URL) das páginas. No caso analisado, a recorrida solicitou a exclusão de vídeo em que teria sido ridicularizada durante participação no reality show Ídolos da TV Record. Na época, o TJSP entendeu que não bastaria retirar o conteúdo já publicado no YouTube, pois outros vídeos idênticos poderiam surgir. Assim, delegou-se à autora a tarefa de identificar e fornecer futuramente ao Google a URL dos vídeos que considerasse ofensivos, os quais deveriam ser removidos pelo provedor.

No Superior Tribunal de Justiça (STJ), a ministra Nancy Andrighi deu provimento ao recurso do Google e afastou a obrigação de remover conteúdo futuro, afirmando que a ordem que determina a retirada de um conteúdo da internet deve partir do Poder Judiciário, ao qual compete analisar se determinado conteúdo é ou não ofensivo. A indicação precisa da URL seria, assim, um dos requisitos para a retirada do conteúdo ofensivo, conforme prevêem o Marco Civil da Internet e os Princípios de Manila.

Fonte: http://www.internetlab.org.br/pt/

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Fornecimento de dados de e-mail armazenados no exterior prescinde de cooperação internacional https://www.ferraznascimento.com.br/fornecimento-de-dados-de-e-mail-armazenados-no-exterior-prescinde-de-cooperacao-internacional/ https://www.ferraznascimento.com.br/fornecimento-de-dados-de-e-mail-armazenados-no-exterior-prescinde-de-cooperacao-internacional/#respond Wed, 28 Feb 2018 19:08:26 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1181 Publicada originalmente em: http://www.stj.jus.br/sites/STJ/default/pt_BR/Comunica%C3%A7%C3%A3o/noticias/Not%C3%ADcias/Fornecimento-de-dados-de-e%E2%80%93mail-armazenados-no-exterior-prescinde-de-coopera%C3%A7%C3%A3o-internacional

Nos casos em que a Justiça determina a quebra de sigilo telemático de informações armazenadas em outro país – como o fornecimento de dados de uma conta de e-mail, por exemplo –, o cumprimento da ordem prescinde de acordo de cooperação internacional.

Com esse entendimento, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou um recurso da Yahoo Brasil, que alegava, entre outras razões, a impossibilidade de fornecer os dados requisitados pela Justiça, pois estariam armazenados no exterior.

A empresa justificou que o domínio solicitado (.com) pertence à Yahoo Incorporated, sediada nos Estados Unidos. De acordo com a recorrente, a Yahoo Brasil e a Yahoo Incorporated são provedores distintos, o que inviabilizaria o cumprimento da decisão judicial.

O relator do caso, ministro Joel Ilan Paciornik, citou recente julgado da Quinta Turma para refutar a tese da recorrente. Ele afirmou que, conforme o decidido, a pessoa jurídica multinacional que opera no Brasil submete-se, necessariamente, às leis nacionais, razão pela qual é desnecessária a cooperação internacional para a obtenção dos dados requisitados.

“A Yahoo Brasil não está isenta de prestar as informações solicitadas pelo juízo criminal sob a alegação de que se encontram armazenadas no exterior”, resumiu o relator.

O fato de o delito investigado ser anterior ao Marco Civil da Internet, segundo o ministro, também não é desculpa para o descumprimento da determinação.

“Não há qualquer ilegalidade no fato de o delito investigado ser anterior à vigência do Marco Civil da Internet. Isto porque a Lei 12.965/2014 diz respeito tão somente à imposição de astreintes aos descumpridores de decisão judicial, sendo inequívoco nos autos que a decisão judicial que determinou a quebra de sigilo telemático permanece hígida”, disse o ministro.

Joel Paciornik destacou que os fatos investigados são tipificados no Código Penal e na Lei de Interceptação, e não no Marco Civil da Internet.

Autoria contestada

Sobre outro ponto alegado pela Yahoo – o questionamento sobre os indícios de autoria do delito do investigado –, o relator lembrou que a jurisprudência do tribunal é sólida em não permitir a discussão a respeito de autoria em mandado de segurança.

Inviável, portanto, questionar se a conduta do usuário de e-mail caracterizou delito. Joel Paciornik afirmou que a decisão do tribunal de origem foi correta nesse ponto, e também ao não permitir a discussão de eventuais interesses de terceiros investigados em ação penal no mandado de segurança.

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Brasil é lento para regulamentar inovação, diz pesquisa https://www.ferraznascimento.com.br/brasil-e-lento-para-regulamentar-inovacao-diz-pesquisa/ https://www.ferraznascimento.com.br/brasil-e-lento-para-regulamentar-inovacao-diz-pesquisa/#respond Wed, 14 Feb 2018 23:05:38 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1177 Publicada originalmente em: https://epocanegocios.globo.com/Brasil/noticia/2018/02/epoca-negocios-brasil-e-lento-para-regulamentar-inovacao-diz-pesquisa.html

91% dos executivos ouvidos no país dizem acreditar que o governo não consegue acompanhar o ritmo das inovações.

O Brasil é o país em que há maior desconfiança em relação ao trabalho do governo para regulamentar o ambiente de inovação dentre 20 nações pesquisadas pela GE. Segundo levantamento da multinacional que será divulgado hoje, 91% dos executivos ouvidos no País dizem acreditar que o governo não consegue acompanhar o ritmo das inovações – a média global é de 68%. Os Emirados Árabes Unidos e o Canadá são os menos descrentes, com 41% e 51% dos entrevistados, respectivamente, dizendo que o governo não tem capacidade para regulamentar as inovações na velocidade adequada.

O levantamento mostra ainda que o Brasil tem um ambiente menos favorável à inovação do que a média global. Enquanto 43% dos entrevistados afirmam perceber a existência de um ecossistema propício no País, a média global é de 48%. Para países como Estados Unidos e China, os números alcançam 85% e 73%. Um ambiente que ajuda as empresas a inovarem fortalece também o crescimento delas.

O diretor do centro de inovação da EY (antiga Ernst Young), Denis Balaguer, lembra que, no Brasil, há entraves na própria lei de propriedade intelectual que dificultam a inovação. “O País não tem patente para softwares, por exemplo. Isso desestimula. E os softwares vão ser a principal matéria da economia nos próximos anos”, diz.

Balaguer acrescenta que pode haver também uma contaminação da percepção que os empresários têm do andamento em Brasília das reformas econômicas em geral para o segmento específico da inovação. “A falta de agilidade no Congresso contagia a percepção.”

A presidente da GE no Brasil, Viveka Kaitila, aponta como principais desafios para a inovação no País as dificuldades de financiamento e a falta de profissionais talentosos especializados. “Há ainda um terceiro fator, o risco. O investimento em inovação nem sempre traz o resultado que se espera. Em um momento de recessão, isso se torna mais difícil”, afirma.

Viveka destaca que a China é o exemplo contrário ao Brasil. Lá, houve um plano de governo de longo prazo para favorecer a inovação. Segundo a pesquisa da multinacional, em 2014, apenas 24% dos chineses afirmavam que havia no país um ambiente propício. Hoje, são 73%. No Brasil, também houve uma melhora no indicador, mas menor – de 14% para 43%.

Protecionismo

Apesar de a teoria econômica indicar que empresas de países abertos tendem a inovar mais incentivadas pela concorrência global, o levantamento da GE mostra que grande parte dos executivos prefere um ambiente protegido. Dos 2.090 entrevistados em todo o mundo, 55% afirmaram que uma política protecionista na área de inovação seria benéfica aos negócios. Entre os que defendem essas medidas, destacam-se os Emirados Árabes (71%) e a Suécia (65%). O Brasil aparece com 51%, menos que a média global.

Para Viveka, essa posição dos executivos também foi surpreendente. Uma das explicações possíveis, afirma ela, seria que empresas de porte menor podem preferir um mercado menos aberto. Entre os que defendem o protecionismo, 86% dizem que essas políticas dão vantagens competitivas às empresas domésticas e 73% concordam que beneficiam a força de trabalho. No Brasil, a GE ouviu 150 executivos.

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A nova realidade da inovação no varejo nacional https://www.ferraznascimento.com.br/nova-realidade-da-inovacao-no-varejo-nacional/ https://www.ferraznascimento.com.br/nova-realidade-da-inovacao-no-varejo-nacional/#respond Wed, 07 Feb 2018 20:49:50 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1174 Publicado originalmente em: https://www.mundodomarketing.com.br/artigos/israel-nacaxe/37718/a-nova-realidade-da-inovacao-no-varejo-nacional.html

Conceito de Innovation Lab ganha força, levando para dentro das empresas áreas de pesquisa e desenvolvimento – algo natural na indústria, mas incomum nas redes de lojas.

Por muito tempo, o conceito de inovação esteve ligado a laboratórios em que pesquisadores buscavam, em ambientes controlados, soluções para qualquer tipo de problema que existisse. A ideia do cientista solitário que em um “momento Eureka” chegava a uma descoberta que mudaria o mundo ficou tão impregnada no inconsciente coletivo que mesmo hoje, quando vivemos uma dinâmica completamente diferente, falamos em “laboratórios de inovação”, o que automaticamente remete à ideia de “pessoas isoladas em um lugar tentando encontrar respostas para os problemas”.

Atualmente, porém, o consumidor é mais informado e conectado. O mercado é mais dinâmico e competitivo. Tudo demanda mais relevância e eficiência. Felizmente!

No início dos anos 2000, Don Tapscott já falava em seu livro “Wikinomics”, sobre as vantagens de adotar uma arquitetura aberta de inovação, facilitando a troca de ideias entre o ambiente corporativo e comunidades de pesquisadores localizados em qualquer parte do mundo. Na última década, com o aumento da conectividade, esse conceito se mostrou mais e mais acertado. Em todo o mundo, startups têm desafiado as regras dos negócios e criado soluções para resolver problemas das grandes empresas, transformando mercado e quebrando paradigmas.

No varejo, o conceito de Innovation Lab ganhou força no início desta década, levando para dentro das empresas a ideia de criar uma área de pesquisa e desenvolvimento (algo natural na indústria, mas incomum nas redes de lojas). Nordstrom, Target, Tesco, John Lewis e Westfield são alguns representantes internacionais desse movimento, que tem no Brasil o Magazine Luiza como o grande exemplo, com o Luiza Labs, considerado pela própria empresa como ferramenta fundamental na virada dos negócios nos últimos dois anos.

Os labs internos têm a vantagem de atuar diretamente segundo os interesses da empresa, o que pode ser muito positivo quando o varejo já sabe para onde quer ir. Por outro lado, os custos de um lab interno podem ser proibitivos para empresas de menor porte. Mais sério ainda: como identificar, em ambientes em rápida mudança, quais são as inovações em que vale a pena focar?

Para esses casos existe um outro caminho: hubs de inovação que reúnem startups, investidores, empresas em busca de soluções para seus problemas, hackathons, programas de aceleração, coworking e business hacking. Nesse tipo de estrutura, mais fluida que um tradicional lab dentro de uma empresa, o contato com ideias, novidades e soluções é mais intenso e, assim, a possibilidade de sucesso no ambiente competitivo é maior.

Essa é a experiência que vivenciamos ao estabelecermos o “Propz Bigdata Retail Lab”, nossa base avançada de analytics e retailtech para apoiar a inovação aberta no OasisLab, o primeiro espaço de inovação especializado em varejo do Brasil. Localizado no bairro de Pinheiros, em São Paulo, o hub nos dá a possibilidade de entrar em contato e apoiar novas ideias para antigos, novos e futuros problemas, acelerando nossas inovações e o desenvolvimento de soluções. Um ambiente fervilhando de ideias e pessoas inteligentes é muito mais fértil, e isso se reflete em um melhor atendimento às demandas do varejo e na satisfação de nossos clientes.

Para o varejista, as inovações chegam muito mais rapidamente e a empresa consegue acelerar a adoção de soluções tecnológicas, atender às demandas dos consumidores e antecipar necessidades do mercado.

Não à toa, o ambiente das startups focadas no varejo será um dos grandes destaques da NRF Big Show 2018, que acontece agora em janeiro em Nova York. Estaremos presentes mais uma vez no maior evento do setor do mundo, dando destaque às nossas soluções de inteligência artificial e contribuindo ativamente com a geração de insights e ideias para serem aplicadas rapidamente à realidade brasileira. Estas inovações serão compartilhadas, otimizadas e aceleradas por meio de nossos já conhecidos hubs.

O novo ano trará grandes mudanças para o varejo na maneira de se relacionar com os consumidores. Cada vez mais automatizados, inteligentes e relevantes, os processos varejistas estão evoluindo e nossa vibrante comunidade de empreendedores, cientistas, investidores e apoiadores está pronta para assumir um papel protagonista nesta evolução. Que venha 2018!

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Brasil vive febre de investimentos em bitcoins, de empregadas domésticas a bancários https://www.ferraznascimento.com.br/brasil-vive-febre-de-investimentos-em-bitcoins-de-empregadas-domesticas-bancarios/ https://www.ferraznascimento.com.br/brasil-vive-febre-de-investimentos-em-bitcoins-de-empregadas-domesticas-bancarios/#respond Mon, 05 Feb 2018 00:05:15 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1169 Notícia publicada originalmente em: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/01/30/economia/1517320821_596729.html

Criptomoeda mais popular do mundo já tem mais que o dobro de investidores da Bolsa de São Paulo no Brasil

Já faz alguns meses que a empregada doméstica Benedita Prado, de 48 anos, começou a se familiarizar com a palavra bitcoin. No círculo familiar e de amigos não eram poucas as pessoas que contavam estar investindo na moeda criptografada. “Para ser sincera, eu entendo mais ou menos o que é o bitcoin, só sei que ele rende muito mais do que a poupança. Mas sei que é arriscado, é como se fosse jogar na loto. Sei que podemos perder tudo”, explica Benedita, que junto com o marido resolveu investir 4.000 reais em bitcoins. “Resolvi tirar um dinheiro da minha poupança que não estava rendendo nada. Até agora está dando tudo certo” , conta.

Ela faz parte da ascensão meteórica do bitcoin, que desde no ano passado fez o número de investidores brasileiros em criptomoedas dar um salto e ultrapassar o total de pessoas físicas cadastradas na Bolsa de Valores de São Paulo (B3). Não é para menos, em 2017 o ativo digital valorizou 1.400%, despertando o interesse dos mais diversos investidores. A criptomoeda começou o ano valendo menos de mil dólares (3.300 reais) e atingiu sua maior cotação pouco antes do natal, chegando a 19.300 dólares (63.690 reais). As três maiores casas de câmbios de bitcoin – chamadas exchanges -, onde ocorrem cerca de 95 % das transações da criptomoeda no país, tinham cadastradas 1,4 milhões de pessoas em dezembro. Mais que o dobro de pessoas registradas na bolsa de São Paulo, que no fim do ano, possuía 619 mil pessoas físicas.

Nas últimas semanas, no entanto, a criptomoeda mais popular do mundo começou a apresentar consecutivas quedas, expondo mais uma vez sua volatilidade. Ainda que o valor do bitcoin tenha caído quase para a metade – atualmente cotado a cerca de 10.000 dólares – o interesse pela moeda continua, segundo as casas de câmbio, que seguem cadastrando novos usuários.

“A queda faz parte. Se algo só valorizasse que seria estranho. Não me preocupa”, explica o bancário Tiago, que investe em bitcoins desde o fim de 2015. Na avaliação dele, a criptomoeda está numa fase de supervalorização muito suscetível à especulação. “Houve uma corrida por bitcoins, mas na primeira queda forte que a moeda deu, as pessoas começaram a vender desesperadamente. É muito mais uma reação do mercado do que uma desvalorização do ativo”, explica.

Em 2016, quando viu que o montante que tinha aplicado em bitcoins tinha valorizado 600%, Tiago resolveu tirar parte do dinheiro ganho. Mas agora pretende deixar o ativo parado e ver o que pode conseguir no longo prazo. Além de uma oportunidade de ganho financeiro, o bancário acredita que a tecnologia do bitcoin é revolucionária e só tende a crescer. “A chegada das criptomoedas fizeram os bancos começarem a pensar diferente. O sistema de block chain (vejo no quadro abaixo) vai ajudar o sistema financeiro como um todo”, diz.

Assim como acontece em momentos de baixa de aplicações tradicionais, especialistas no setor não recomendam aos investidores de bitcoins se desfazerem agora da atual carteira, já que há risco de amargar prejuízos. O momento é de ter sangue frio e observar o movimento da moeda.

Já faz alguns meses que a empregada doméstica Benedita Prado, de 48 anos, começou a se familiarizar com a palavra bitcoin. No círculo familiar e de amigos não eram poucas as pessoas que contavam estar investindo na moeda criptografada. “Para ser sincera, eu entendo mais ou menos o que é o bitcoin, só sei que ele rende muito mais do que a poupança. Mas sei que é arriscado, é como se fosse jogar na loto. Sei que podemos perder tudo”, explica Benedita, que junto com o marido resolveu investir 4.000 reais em bitcoins. “Resolvi tirar um dinheiro da minha poupança que não estava rendendo nada. Até agora está dando tudo certo” , conta.

Ela faz parte da ascensão meteórica do bitcoin, que desde no ano passado fez o número de investidores brasileiros em criptomoedas dar um salto e ultrapassar o total de pessoas físicas cadastradas na Bolsa de Valores de São Paulo (B3). Não é para menos, em 2017 o ativo digital valorizou 1.400%, despertando o interesse dos mais diversos investidores. A criptomoeda começou o ano valendo menos de mil dólares (3.300 reais) e atingiu sua maior cotação pouco antes do natal, chegando a 19.300 dólares (63.690 reais). As três maiores casas de câmbios de bitcoin – chamadas exchanges -, onde ocorrem cerca de 95 % das transações da criptomoeda no país, tinham cadastradas 1,4 milhões de pessoas em dezembro. Mais que o dobro de pessoas registradas na bolsa de São Paulo, que no fim do ano, possuía 619 mil pessoas físicas.

Nas últimas semanas, no entanto, a criptomoeda mais popular do mundo começou a apresentar consecutivas quedas, expondo mais uma vez sua volatilidade. Ainda que o valor do bitcoin tenha caído quase para a metade – atualmente cotado a cerca de 10.000 dólares – o interesse pela moeda continua, segundo as casas de câmbio, que seguem cadastrando novos usuários.

“A queda faz parte. Se algo só valorizasse que seria estranho. Não me preocupa”, explica o bancário Tiago, que investe em bitcoins desde o fim de 2015. Na avaliação dele, a criptomoeda está numa fase de supervalorização muito suscetível à especulação. “Houve uma corrida por bitcoins, mas na primeira queda forte que a moeda deu, as pessoas começaram a vender desesperadamente. É muito mais uma reação do mercado do que uma desvalorização do ativo”, explica.

Em 2016, quando viu que o montante que tinha aplicado em bitcoins tinha valorizado 600%, Tiago resolveu tirar parte do dinheiro ganho. Mas agora pretende deixar o ativo parado e ver o que pode conseguir no longo prazo. Além de uma oportunidade de ganho financeiro, o bancário acredita que a tecnologia do bitcoin é revolucionária e só tende a crescer. “A chegada das criptomoedas fizeram os bancos começarem a pensar diferente. O sistema de block chain (vejo no quadro abaixo) vai ajudar o sistema financeiro como um todo”, diz.

Assim como acontece em momentos de baixa de aplicações tradicionais, especialistas no setor não recomendam aos investidores de bitcoins se desfazerem agora da atual carteira, já que há risco de amargar prejuízos. O momento é de ter sangue frio e observar o movimento da moeda.

Na avaliação de Marcos Henrique, a reação dos investidores depende muito da experiência que eles já possuem com o mercado. Clientes mais antigos já estão mais acostumados com as oscilações. Para Henrique, a volatilidade da moeda, entretanto, não significa que não se deve investir em bitcoin, mas é importante uma educação financeira para que a pessoa aplique na criptomoeda um dinheiro compatível ao seu perfil. “A curto prazo o bitcoin pode continuar caindo, mas se você fizer um planejamento financeiro disposto a correr risco, você pode fazer um pequeno investimento. O mínimo na Foxbit é 250 reais. Em 5 anos, talvez você transforme 250 reais em 2.500. Mas é claro que não recomendamos vender um carro ou uma casa para investir em bitcoins”, explica.

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Facebook divulga princípios sobre privacidade e lança campanha educativa https://www.ferraznascimento.com.br/facebook-divulga-principios-sobre-privacidade-e-lanca-campanha-educativa/ https://www.ferraznascimento.com.br/facebook-divulga-principios-sobre-privacidade-e-lanca-campanha-educativa/#respond Thu, 01 Feb 2018 10:43:12 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1166 Notícia originalmente publicada em: http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2018-01/facebook-divulga-principios-sobre-privacidade-e-lanca-campanha-educativa

O Facebook divulgou, pela primeira vez, seus princípios sobre a privacidade de dados dos usuários e anunciou uma campanha de esclarecimento sobre a política de privacidade da empresa. A iniciativa propõe explicar como a empresa utiliza os dados coletados de seus usuários e como estes internautas podem controlar as informações disponibilizadas em seus perfis.

O anúncio ocorre logo após o Dia Internacional da Privacidade de Dados, justamente para aumentar a consciência das pessoas sobre a importância da privacidade e proteção de dados pessoais em ambientes digitais. Instituída em 2006, a data é um chamado para pesquisadores, ativistas, empresas, autoridades e usuários refletirem sobre o tema.

Princípios

Entre os princípios de privacidade do Facebook estão o controle da divulgação de informações pelos usuários; medidas de explicação sobre o uso de dados por meio da Política de Dados e de mensagens informativas; e a preocupação com a proteção de dados no desenvolvimento de soluções tecnológicas.

A empresa também incluiu nas orientações ações de segurança da informação para evitar vazamentos e outros acessos indevidos aos dados mantidos pela plataforma; a escolha pelo usuário do público de suas mensagens, bem como a chance de exclusão dos conteúdos publicados; e a busca pela melhoria constante nos controles de privacidade.

“Reconhecemos que as pessoas usam o Facebook para se conectar, mas nem todos querem compartilhar tudo com todos – incluindo conosco. É importante que você tenha escolhas quando se trata de como seus dados são usados”, disse a diretora de privacidade da companhia, Erin Egan, em nota divulgada hoje.

Informações

Uma das ações anunciadas pela campanha é a simplificação do acesso às informações sobre privacidade dentro da plataforma. Atualmente, ela disponibiliza uma página denominada Noções Básicas de Privacidade e outra chamada Políticas de Dados. A primeira inclui informações sobre a privacidade nos diversos serviços e funcionalidades da rede social, incluindo a ferramenta de controle das configurações. Já a segunda traz explicações acerca de como os dados são coletados, tratados e usados pela empresa.

No comunicado divulgado hoje, Erin Egan informou que a companhia pretende centralizar e simplificar as informações e os sistemas de controle das configurações de privacidade. Mas não deu mais detalhes de quando nem como isso será feito.

Gerenciamento de privacidade

O Facebook apontou como um dos focos da campanha divulgar melhor as ferramentas de controle de privacidade. Elas permitem, por exemplo, definir o público destinatário de uma publicação, se amigos, amigos de amigos ou listas de contatos.

Na administração do perfil, há a funcionalidade de escolher quem pode acessar quais informações. O nome e a foto são sempre públicos. Mas informações como local de trabalho e idade podem ser expostas para determinadas pessoas e não para outras. O mesmo é válido para listas de amigos, comentários, marcações e mensagens na linha do tempo.

Avanço parcial

Na avaliação de Maria Cecília Oliveira Gomes, especialista em regulação de novas tecnologias e monitora do curso de proteção de dados da Universidade Mackenzie, de São Paulo, a divulgação dos princípios de privacidade é um movimento positivo do Facebook de ampliação da transparência sobre suas atividades. Para ela, parte da motivação da empresa está relacionada à adaptação aos princípios da nova legislação europeia, que entrará em vigor neste ano.

“A plataforma está tentando se tornar mais transparente e fazendo ações de educação, mas não acho que são ações suficientes. Não há transparência absoluta em relação ao que é feito com os dados dos usuários. O Facebook inclusive já enfrentou questionamentos sobre a falta de transparência em relação a isso e aos algoritmos que usa”, disse.

Um exemplo de medida de transparência, sugere a especialista, seria deixar mais claras as informações coletadas para a publicidade direcionada. “A própria pessoa que faz anúncio direcionado não tem conhecimento geral de quais dados são coletados. Isso seria algo interessante, até porque neste ano teremos eleições e este recurso será adotado”, complementa Maria Cecília.

Poder excessivo

Para Amanda Yumi Ambriola, especialista em tecnologia e integrante da associação Garoa Hacker Clube, a despeito dos princípios ainda há sérios riscos à privacidade dos usuários do Facebook.

A rede social concentra informações de mais de dois bilhões de usuários, segundo site oficial da empresa, e pode mudar sua política de privacidade. “As regras do jogo podem mudar com frequência e não são válidas para apenas publicações e contatos novos, mas sim, para todo seu histórico lá salvo”, alerta Amanda.

A pesquisadora acrescenta que, mesmo afirmando estar preocupado com a privacidade dos usuários, o Facebook ainda coleta uma grande quantidade de dados e os fornece para anunciantes sem que o usuário saiba como suas informações estão sendo geridas.

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TJ-SP decide que URL não é a única forma de se identificar conteúdo de acordo com o Marco Civil https://www.ferraznascimento.com.br/tj-sp-decide-que-url-nao-e-unica-forma-de-se-identificar-conteudo-de-acordo-com-o-marco-civil/ https://www.ferraznascimento.com.br/tj-sp-decide-que-url-nao-e-unica-forma-de-se-identificar-conteudo-de-acordo-com-o-marco-civil/#respond Tue, 30 Jan 2018 12:04:13 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1163 Texto de Internet LAB – Pesquisa em Direito e Tecnologia

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) afirmou em decisão que a apresentação de URL não é a única forma de se identificar um conteúdo, interpretando as regras do art. 19 do Marco Civil da Internet. No caso, a autora pediu para que conteúdo difamatório e ilegal postado por usuário da rede social Facebook fosse retirado do ar. No pedido, a autora indicou a URL do perfil do usuário e fotos das postagens com conteúdo ilegal. O Facebook recorreu, afirmando que não poderia retirar as postagens do ar a não ser que as URLs de cada uma das fotos fosse informada, argumento não acatado pelo TJ-SP. Os desembargadores entenderam que a indicação da URL do perfil do usuário e fotos das postagens seriam suficientes, visto que a plataforma teria recursos técnicos para achar o conteúdo especificamente indicado.

Agravo de Instrumento nº 2061804-42.2017.8.26.0000

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O desafio das ‘fake news’ nas eleições de 2018 https://www.ferraznascimento.com.br/como-o-termo-fake-news-se-tornou-arma-na-batalha-politica-mundial/ https://www.ferraznascimento.com.br/como-o-termo-fake-news-se-tornou-arma-na-batalha-politica-mundial/#respond Mon, 29 Jan 2018 16:01:18 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1158 Notícia publicada originalmente e adaptada de:http://www.dw.com/pt-br/o-desafio-das-fake-news-nas-elei%C3%A7%C3%B5es-de-2018/a-42214569

Enxurrada de notícias falsas nas redes levam autoridades brasileiras a discutir leis para combater o problema. Especialistas, no entanto, alertam para riscos à liberdade de expressão.

Na era digital, com uso de robôs ou bots, a disseminação desses boatos ganhou ainda mais velocidade. Em alguns casos, os criadores parecem ter objetivos políticos, mas, em muitos outros, a motivação parece ser o lucro gerado pelo cliques que essas notícias sensacionalistas despertam entre os usuários.

Agora, em um ano de eleições gerais, a influência desse tipo de mentira na internet tem provocado preocupação na Justiça Eleitoral e na Polícia Federal. Não restrito ao Brasil, o fenômeno da disseminação das fake news nas redes sociais ganhou relevância em pleitos nos EUA e em países da Europa nos últimos dois anos. De acordo com pesquisa da agência We Are Social, 87,7% dos brasileiros são usuários ativos de redes sociais no Brasil e podem ser expostos às notícias falsas.

Os efeitos

Já em abril de 2016, um levantamento feito pelo Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas de Acesso à Informação (Gpopai-USP) apontou a penetração desse tipo de conteúdo. Três das cinco notícias mais compartilhadas pelos brasileiros no Facebook durante a semana decisiva do impeachment eram claramente falsas. Eram matérias com títulos como “Presidente do PDT ordena que militância pró-Dilma vá armada no domingo: ‘Atirar para matar'” que foram originadas em sites com nomes como Diário do Brasil e Pensa Brasil.

Em setembro de 2017, o Gpopai-USP apontou que 12 milhões de perfis online compartilham regularmente notícias falsas nas redes sociais no Brasil. Nem todos os perfis são de pessoas reais. Muitos são os chamados bots, mantidos por programas automáticos. Um estudo da Diretoria de Análise de Políticas Públicas da FGV apontou que esses perfis pré-programados foram responsáveis por mais de 20% das interações no Twitter relacionadas à greve geral de abril de 2017.
Assistir ao vídeo 03:31
O combate às notícias falsas na internet

O pesquisador Pablo Ortellado, coordenador do Gpopai-USP, aponta que ainda é difícil de mensurar o efeito que tais mentiras podem ter nas eleições deste ano, mas alguns levantamentos oferecem pistas. No protesto contra Dilma Rousseff de 12 de abril de 2016, que reuniu 100 mil pessoas na avenida Paulista, em São Paulo, 71% dos entrevistados pelo grupo apontaram crer que o filho de Lula era dono da Friboi e 53% disseram que a facção criminosa PCC era um braço armado do PT. Mas o fenômeno não é restrito ao universo antipetista. “O mesmo se repetiu em protestos contra a reforma da Previdência, onde um percentual elevado disse acreditar que o juiz Moro é filiado ao PSDB e que a CIA estava por trás dos protestos de 2013”, disse Ortellado.

O combate

Em novembro, um relatório da Comissão Europeia apontou com preocupação que a maioria dos Estados-membros da União Europeia não possui legislação específica para combater as fake news. O membro mais avançado nesse sentido é a Alemanha, que no ano passado aprovou uma lei para combater o discurso de ódio na internet e fake news de conteúdo abertamente ofensivo e ilegal. A iniciativa foi apelidada de “Lei do Facebook”. A França estuda fazer o mesmo.

No Brasil, a Justiça Eleitoral e várias autoridades policiais também defendem a criação de legislação específica. O secretário-geral da Presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luciano Fuck também defendeu o mesmo. “É assunto novo em todas as principais democracias e estamos tentando nos antecipar.”

O TSE formou recentemente um conselho consultivo que inclui o governo e órgãos de inteligência para abordar o tema nas eleições. Um dos objetivos é elaborar a sugestão de uma lei sobre o assunto. Órgãos como a Abin e setores de inteligência do Exército devem tomar parte na iniciativa e ajudar a identificar fake news durante a campanha.

Dados da polícia mostram que é de fato difícil chegar aos autores de notícias falsas. Um dos primeiros inquéritos do país que envolveu fake news e eleições se arrastou por quase três anos. A investigação começou na campanha de 2014, após a disseminação de um boato de que a reeleição do governador do Espírito Santo, Paulo Hartung (MDB) estava ameaçada. Após dezenas de entrevistas e um vagaroso trabalho de rastreamento, o autor da mentira, um empresário, acabou sendo indiciado por dois crimes eleitorais.

Assim como no Brasil, a Comissão Europeia montou um grupo de trabalho. Uma das tarefas iniciais será a de elaborar uma definição de fake news, uma expressão que pode ter diferentes significados dependendo do ator que a evoca. Ativistas de movimentos extremistas, por exemplo, usam rotineiramente o termo para desacreditar reportagens de veículos respeitados da imprensa.

Os problemas

Especialistas, no entanto, apontam que mais legislação não é a solução para o problema e que iniciativas do gênero podem flertar com o autoritarismo e acabar cerceando a liberdade de expressão. “É difícil até mesmo definir o que é fake news. A linha é muito tênue. Uma matéria que foi elaborada em boa fé, mas que contém distorções ou erros pode ser enquadrada? E se o problema é só com a forma, um título mais chamativo que contenha imprecisões?”, questiona Ortellado. “Existem diversos graus que separam uma notícia exagerada de uma mentira deslavada. Ainda existe o problema do volume e como verificar tudo.”

Yasodara Córdova, pesquisadora da Digital Kennedy School, da Universidade Harvard, nos EUA, vê com desconfiança iniciativas estatais para conter as fake news que passam pela retirada e censura de conteúdo nas redes sem qualquer discussão. “Existe um desejo de regular o discurso em redes sociais que não é antigo. Vários congressistas, associados às autoridades policiais e militares, buscam maneiras de rastrear e punir cidadãos que falem mal de políticos online. Mas com as fake news, até certos grupos mais progressistas caíram na tentação de colocar a culpa do discurso extremista em redes sociais dando a desculpa perfeita para que autoridades e políticos proponham a censura como solução para o problema dos boatos e mentiras”, disse.

Tanto Ortellado quanto Córdova afirmam que é melhor nenhuma legislação extra do que iniciativas que podem corroer a liberdade de expressão, mesmo que isso signifique conviver por enquanto com algum grau de fake news. “A resolução do problema pode passar pela modernização do judiciário e diminuição na demora do julgamento de denúncias de descumprimento da lei eleitoral. Um reforço das penas para partidos e políticos que fizerem o uso de notícias falsas, ou roubo de identidade, ou até robôs ilegais, com consequências como perda do mandato, também podem servir como parte da solução”, disse Córdova.

Ela também aponta que seria eficiente proibir a prática do zero rating – termo que define a prática de operadoras em disponibilizar acesso gratuito a determinadas redes sociais ou apps de mensagens. “Ela dá ao Facebook e ao Whatsapp a preferência desleal no uso da Internet. Como eles são de uso gratuito, sem consumo da banda contratada, o eleitor tende a ficar nessas redes e não consultar os sites de políticos para ver propostas, ou checar notícias, etc. Até mesmo uma consulta no Google pode ficar mais cara do que abrir um perfil no Facebook”, afirmou Córdova.

Córdova também criticou a solução alemã para o problema. “Na Alemanha o que aconteceu foi que a regulamentação colocou no colo das plataformas a responsabilidade por julgar se é uma notícia falsa ou não. Não podemos correr esse risco no Brasil. A responsabilidade sobre o conteúdo postado em plataformas não é do provedor de serviços, segundo o Marco Civil. Não acredito que o combate a rumores e boatos, bem como notícias falsas, passe pela censura imediata, sem o devido debate e julgamento próprio”, disse.

Já Ortellado aponta que as fake news são o sintoma de um problema mais amplo, e não o problema em si. “A polarização contribui para sua criação e disseminação”, disse. “A gente precisa de mais transparência nas plataformas, mas também muita campanha de conscientização entre os usuários, de mais consciência crítica. A difusão dessas notícias depende de nós, que estamos muito polarizados e apaixonado por nossas posições. Nesse ponto, as fake news fazem parte da guerra política. A solução ampla é educar os usuários e a população. Temos um problema real, mas uma regulamentação estatal pode ter um efeito ruim sobre a liberdade de expressão”, conclui Ortellado.

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Internet dos Brinquedos: novo perigo cibernético para as famílias https://www.ferraznascimento.com.br/internet-dos-brinquedos-novo-perigo-cibernetico-para-as-familias/ https://www.ferraznascimento.com.br/internet-dos-brinquedos-novo-perigo-cibernetico-para-as-familias/#respond Wed, 24 Jan 2018 11:54:53 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1154 Notícia originalmente publicada em: https://canaltech.com.br/seguranca/internet-dos-brinquedos-novo-perigo-ciberneticos-para-as-familias-107044/

Nos últimos anos, os fabricantes de brinquedos conectados com a Internet têm sido manchetes na imprensa, mas não de maneira saudável. Privacidade e proteção de dados claramente não são as maiores prioridades neste setor.

Na Alemanha, por exemplo, a venda de alguns desses brinquedos já foi banida depois de serem classificados como dispositivos de vigilância oculta. Ainda assim, os brinquedos inteligentes estão de volta, desta vez debaixo da árvore de Natal.

A demanda por brinquedos inteligentes e interativos ainda está em crescimento e os fabricantes fazem todo o possível para atender a este promissor mercado. Para conseguir isso, muitas vezes eles têm a melhor das intenções ao incluir recursos que são realmente úteis, mas o resultado pode ser também questionável e de alto risco para a segurança digital.

A antiga babá eletrônica pode se transformar em um ursinho de pelúcia conectado para que os pais possam se certificar de que a babá humana esteja sempre perto da criança. No entanto, o que começa como uma boa e nobre ideia, pode fazer com que a privacidade se torne em pesadelo. Em muitos casos, conexões Bluetooth ou em nuvem não são seguras o suficiente para impedir que o ursinho de pelúcia se torne um “espião inocente”. Além disso, brinquedos conectados também carregam dados para uma plataforma em nuvem oferecida pelo fabricante do brinquedo, e algumas dessas plataformas se mostraram possuir uma segurança catastrófica.

Muitos pais acreditam que os brinquedos conectados sejam suficientemente seguros. No entanto, o histórico com estes dispositivos mostra exatamente o contrário e, em muitos casos, a “internet dos brinquedos” acaba sendo muito mais perigosa do que se possa supor.

Alguns países já reagiram em relação aos brinquedos conectados e que podem ser usados como dispositivos de espionagem. Na Alemanha, a agência federal pela regulamentação das redes de telecomunicações classificou uma boneca como um “dispositivo de espionagem escondida”, cuja venda e posse são proibidas pela Lei de Telecomunicações. Mais e mais brinquedos e outros produtos destinados às crianças estão chegando ao mercado e muitos deles com funcionalidades que podem trazer muita dor de cabeça para as famílias.

O maior problema é que, através desses brinquedos, os jovens estão se acostumando a estar sob vigilância o tempo todo, seja através do ursinho de pelúcia ou um smartwatch para crianças, cuja venda também foi banida na Alemanha. Há um caso antigo relacionado a isso, noticiado em 2006, quando as autoridades investigaram a venda do urso Teddycam através de uma rede de compras de TV.

Especialmente agora, quando se debate a vigilância do estado e a proibição efetiva do anonimato na web em alguns países, a compra de tais brinquedos parece ser uma coisa muito inoportuna. Algumas medidas estão fora dos limites no âmbito governamental, por uma série de razões, e os defensores da privacidade estão constantemente fazendo campanha para chamar a atenção do público. No entanto, ao mesmo tempo, muitos parecem estar perfeitamente bem com a vigilância privada total. A demanda por esses brinquedos sugere que “tudo é justo” quando se trata de crianças. Certamente, isso é um muito perigoso.
O que os pais devem observar nos brinquedos inteligentes

As plataformas em nuvem inadequadamente protegidas são um dos maiores problemas quando se trata de brinquedos conectados. Portanto, os pais devem verificar e garantir que um brinquedo “inteligente” atenda aos seguintes critérios:

-Qualquer informação deve ser transferida usando um método de criptografia suficientemente seguro;
-Evite os portais, como o de Spiral Toys e seus “Cloud Pets”;
-Nunca use uma senha que seja muito simples, como, por exemplo, “123456” ou “senha”, ou tenha use a senha pré-configurada oferecida pelo provedor do serviço;
-Avalie cuidadosamente se é necessário e em que medida se deseja armazenar pessoais na plataforma na nuvem.

Para cada brinquedo inteligente, as mesmas regras para os smartphones e tablets se aplicam: o próprio dispositivo ou a plataforma da nuvem por trás do serviço podem ser invadidos pelos criminosos cibernéticos. No pior dos casos, os criminosos podem saber onde uma criança mora, onde fica a sua escola / jardim de infância, quais os nomes e local de trabalho dos pais etc. Estas informações podem ser usadas para realizar um sequestro, por exemplo.

Contrariamente ao que você pode fazer com seu smartphone ou PC, geralmente é difícil obter e instalar atualizações de segurança para um brinquedo. Se você não tem outra escolha além de ter aquele urso de pelúcia inteligente, a boneca conectada ou aquele pássaro falando engraçado: faça alguma pesquisa para descobrir o histórico da fabricante para proteção de dados – mesmo que isso nem sempre seja a tarefa mais simples.

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“As startups olham para onde não estamos olhando” https://www.ferraznascimento.com.br/as-startups-olham-para-onde-nao-estamos-olhando/ https://www.ferraznascimento.com.br/as-startups-olham-para-onde-nao-estamos-olhando/#respond Tue, 23 Jan 2018 13:26:42 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1150 Notícia originalmente publicada em: http://epocanegocios.globo.com/Empreendedorismo/noticia/2018/01/startups-olham-para-onde-nao-estamos-olhando.html

Kelly Galesi, responsável pelo programa de startups da BRF, fala sobre o programa de aceleração da companhia e os desafios do ecossistema de startups no Brasil.

De olho no mercado de startups, a BRF lançou em 2016, um programa para se conectar com as empresas desse segmento. A iniciativa, batizada de b-Connect, surgiu como um movimento interno de colaboradores e rapidamente conquistou os executivos da empresa. “A troca de aprendizado com as startups tem sido muito rica para a companhia”, afirma Kelly Galesi, responsável pelo programa de startups da BRF.
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O relacionamento com os pequenos negócios tem ajudado a gigante do setor de alimentos a trazer mais velocidade para seus processos e inovações em diferentes áreas. “Essas empresas podem arriscar mais, o que as torna mais velozes na questão de inovação. Isso traz uma dinâmica diferente para a organização”.

“Foodtech é ainda um ecossistema bem carente no Brasil. Praticamente não existe. A BRF tem hoje um papel de ajudar a fomentar esse setor”, afirma Kelly.

Para entender como funciona o b-Connect, qual o cenário atual do ecossistema de startups no Brasil e de que maneira esses negócios podem ajudar a reinventar as grandes companhias, Época NEGÓCIOS conversou com Kelly Galesi. Confira a seguir:

Como surgiu o b-Connect?
Surgiu em meados de 2016 como um movimento de colaboradores que acreditavam que era importante a BRF olhar para as startups. Essas empresas estavam começando a lançar soluções e olhavam para lugares que a gente não estava realmente olhando. Recebemos um desafio da liderança para montar um time, organizar e trazer uma proposta de atuação com esse mundo das startups. Em 100 dias, teríamos que apresentar o resultado e mostrar que isso era uma frente que poderia ser estratégica dentro da companhia. Culminou em um evento em que conseguimos engajar todas as lideranças, incluindo CEO e VPs, para assistirem aos pitchs das startups que selecionamos como finalistas.

Como funciona o programa? Quem pode participar?
Atuamos ao longo de toda a cadeia de alimentação, procurando soluções inovadoras desde o campo, passando pela indústria e distribuição, até chegar ao consumidor. Olhamos o momento da startup, se a solução é inovadora para nossa cadeia e qual seu potencial. É importante também pensar globalmente, pois temos produtos e operações em 150 países. Começamos focando no Brasil, mas já estamos olhando para fora, buscando startups de outros países.

Vocês procuram apenas soluções para a BRF ou para o setor de alimentação no geral?
Nessa primeira fase, o foco foi olhar o que conseguiríamos usar em nossa cadeia: trazer velocidade e inovação para nossos processos. Conseguimos, por exemplo, implantar soluções de indústria 4.0 para manufatura. Mas como temos o objetivo de ajudar a alavancar a indústria do alimento, temos também que olhar para oportunidades que não estão necessariamente em nosso radar. A evolução do programa vai seguir esse caminho: buscar inovações que hoje nosso time interno não está olhando.

Pode fazer um balanço sobre o programa em 2017?

Ainda não conseguimos fechar o balanço, pois não se passou um ano desde que começamos a rodar o programa. O que já posso dizer é que temos 15 projetos com startups rodando dentro da companhia. Já vemos potenciais de aumento de market share com iniciativas em pontos de venda, de aumento de produtividade com a aplicação de soluções de IoT na indústria, e de melhoria de gestão da saúde e nutrição animal com soluções que estamos aplicando no campo.

O que os investidores mais buscam nas startups do setor de alimentação?
Um dos setores que mais têm se destacado é o de agritech. Mas, mais do que a solução, os investidores buscam um perfil empreendedor. Precisa ser uma pessoa que entenda do negócio, da dinâmica e que esteja aberta a parcerias. Além disso, é preciso ter uma visão além do Brasil. Muitos empreendedores brasileiros não conseguem olhar para fora do país. Isso é fundamental para escalar os projetos.

Por que é importante para uma grande empresa olhar para as startups? De que maneira esses negócios podem contribuir com a reivenção das grandes companhias?

Dentro de qualquer corporação, é natural que áreas façam atividades da forma como sempre fizeram. A startup chega justamente para questionar isso, quebrando hipóteses e crenças existentes. Além disso, tem a questão da startup olhar para lugares que a gente normalmente não olha. Quem um dia imaginou que veríamos proteína animal produzida dentro de laboratório? As startups estão conseguindo trazer disrupções desse nível. Essas empresas podem arriscar mais, o que as torna mais velozes em questão de inovação. Isso traz uma dinâmica diferente para a organização. A troca de aprendizado com as startups tem sido muito rica para a BRF.

O que pode acontecer com as grandes empresas que não olharem para as startups?
Acredito que, assim como aquelas que não olharam para temas como inovação aberta, quando os primeiros movimentos nessa linha surgiram, elas precisarão correr atrás desse gap. É preciso entender que de um dia para o outro, o seu mercado pode não existir mais. Fintechs e startups como Airbnb e Uber estão aí para mostrar isso.

Como você vê atualmente o ecossistema de startups no Brasil? O que ainda é preciso evoluir?
Nós visitamos os principais hubs: fomos para o Vale do Silício, Berlim e Israel. É óbvio que você consegue ver uma diferença de maturidade com relação aos outros ecossistemas. O ecossistema brasileiro ainda não achou sua identidade. Já o Vale do Silício, por exemplo, é conhecido pela educação e mentalidade de seus empreendedores, pois eles aprendem essas questões de empreendedorismo desde a educação básica. No Brasil, ainda temos uma grande lacuna na educação, algo que precisamos resolver para acelerar nosso ecossistema. É importante dizer que não se forma empreendedores de um dia para o outro, eles são formados desde cedo.

Quais são suas expectativas em relação ao b-Connect em 2018? Pode adiantar alguma novidade sobre o programa?
Temos um plano estruturado, mas ainda não posso dividir 100%. O que está claro é que precisamos dar continuidade a tudo que começamos. A tendência é que sigamos com as parcerias que já temos com esses quinze projetos. Precisamos avançar com eles para conseguir fazê-los ganhar escala dentro da companhia. Esse é o primeiro foco de 2018. Hoje tenho áreas de engenharia, TI, jurídico e comercial participando do projeto. Mas existem muitas outras que ainda não estão dentro do programa. Temos esse desejo de integrar novas áreas, assim traremos soluções de outra natureza para a companhia.

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Empresários despertam para a inovação https://www.ferraznascimento.com.br/empresarios-despertam-para-inovacao/ https://www.ferraznascimento.com.br/empresarios-despertam-para-inovacao/#respond Mon, 22 Jan 2018 13:17:03 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1146 Notícia originalmente publicada em:www.dgabc.com.br/Noticia/2822906/empresarios-despertam-para-a-inovacao

Investir em inovação para ganhar novos mercados. Essa é a meta das pequenas e médias empresas paulistas até 2020. A conclusão é de pesquisa realizada pela agência Desenvolve SP, ligada ao governo estadual, divulgada neste início de ano. O levantamento identifica o perfil dos empreendedores e aponta suas percepções sobre o conceito de inovação. Segundo o levantamento, mais da metade dos entrevistados, o equivalente a 55%, pretendem investir em algum tipo de inovação entre 2018 e 2020. Para 40% dos que desejam realizar esses investimentos, a motivação principal apontada é poder ‘ganhar novos mercados’. Para outros 24%, ‘aumentar a competitividade’ do negócio é o principal objetivo. Depois, o ‘aumento do faturamento’ e o ‘aumento da rentabilidade’ são os interesses que aparecem na sequência, com 19% e 16%, respectivamente.

Negócios
A pesquisa foi aplicada ao longo de 2017 durante os eventos do Movimento pela Inovação, que leva conteúdo e atendimento a empresários em busca de recursos para tirar projetos inovadores do papel. Participaram empresários de Sorocaba, Marília, Ribeirão Preto, São José dos Campos e da Capital. Indagados sobre o que consideram inovação, 74% dos entrevistados a definem como ‘qualquer tipo de inovação aplicada no negócio’; 7% acreditam que ‘inovação se trata apenas de um produto revolucionário’. Antes de se inscreverem nos eventos, a maioria dos empresários apontou como motivo o interesse em ‘conhecer novas opções de investimento’, já que 86% ‘nunca obtiveram nenhum tipo de recurso voltado à inovação’. Para outros 16%, o motivo da participação foi ‘apresentar um projeto de inovação’ às instituições de fomento presentes nos encontros para descobrir a melhor maneira de viabilizá-lo e tirá-lo do papel.

Investimento
Investir em inovação, especialmente em tempos de crise econômica, seja ela disruptiva ou incremental, é a melhor alternativa encontrada pelos empresários paulistas para driblar os seus efeitos negativos, segundo a conclusão da pesquisa. Quando questionados sobre o grau de inovação presente no modelo de negócios de suas empresas, 70% dos entrevistados afirmam comandar empresas ‘inovadoras ou muito inovadoras’.

Confiança
Pelo segundo ano consecutivo, a pesquisa mostra que, mesmo diante das dificuldades encontradas, os empresários se mantêm confiantes e devem continuar investindo em inovação, segundo avalia o presidente da Desenvolve SP, Milton Luiz de Melo Santos. “Essa postura será determinante para impulsionar a retomada da economia no Estado e no País”, diz ele. Os financiamentos da Desenvolve SP para projetos inovadores já atingiram a cifra de R$ 123,7 milhões em todo o Estado de São Paulo.

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TJSP reconhece o Direito ao Esquecimento https://www.ferraznascimento.com.br/tjsp-reconhece-o-direito-ao-esquecimento/ https://www.ferraznascimento.com.br/tjsp-reconhece-o-direito-ao-esquecimento/#respond Fri, 19 Jan 2018 13:40:56 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1143 Notícia publicada originalmente em: www.telesintese.com.br/tj-sp-reconhece-direito-ao-esquecimento/

A 42ª Vara Cível Central do Tribunal de Justiça de São Paulo reconheceu o direito ao esquecimento de uma mulher. A autora relatou que em 2012 discutiu com policiais e foi filmada. Alegou que o fato gerou repercussão na mídia e até hoje sofre agressões morais em razão do ocorrido. A decisão determina que um site de busca remova dos resultados de pesquisa os links elencados pela autora na petição inicial, sob pena de multa diária de R$ 10 mil.

Para o juiz André Augusto Salvador Bezerra, “tem-se, em torno da pretensão da autora, o trauma dos julgamentos sumários extrajudiciais da rede mundial de computadores, ampliados, em muito, pelo crescimento das redes sociais”. E completou: “Cada vez mais, a vida privada e a imagem de pessoas são julgadas e, como que sofrendo uma penalidade sem qualquer observância do devido processo legal, achincalhadas por comentários e discussões da internet”.

A autora também pedia que uma empresa jornalística que noticiou o fato retirasse a matéria sobre o caso do ar, mas o pedido foi negado. O magistrado afirmou que a tal pretensão “equivaleria a uma verdadeira queima de livro em fogueira, tal como é feito em sistemas autocráticos”.

Por outro lado, a não disponibilização da notícia em site de busca preserva os direitos da autora. “A notícia, inclusive a publicada pela ré, permanecerá. A História não será apagada (…) A privacidade e a imagem da autora poderão ser preservadas, sem grave impacto para a atividade do site de busca ou para o sistema democrático em seu conjunto”, concluiu. Cabe recurso da decisão.

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Vulnerabilidade no WhatsApp permite pleno acesso aos grupos https://www.ferraznascimento.com.br/vulnerabilidade-no-whatsapp-permite-pleno-acesso-aos-grupos/ https://www.ferraznascimento.com.br/vulnerabilidade-no-whatsapp-permite-pleno-acesso-aos-grupos/#respond Thu, 18 Jan 2018 14:17:24 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1140 Notícia postada originalmente em: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/01/11/tecnologia/1515687235_967757.html

Um grupo de pesquisadores colocou à prova a segurança de vários aplicativos de mensagens. Descobriram que é possível acessar os grupos do WhatsApp, suas conversas e números de telefone, sem que os hackers encontrem medidas de segurança. No entanto, esta descoberta tem sua armadilha: para poder entrar nos grupos a partir dessa vulnerabilidade, é necessário ter acesso ao servidor do WhatsApp. Portanto, o Facebook minimiza a importância da descoberta com um argumento sólido, uma vez que, para explorar essa vulnerabilidade, seria necessário acessar seus ultraprotegidos servidores.

A descoberta desta potencial falha no sistema foi anunciada no âmbito do Real World Crypto, um concurso que reúne especialistas de segurança de todo o mundo e que puderam ouvir as explicações da equipe de pesquisadores da Universidade Ruhr de Bochum, que contrastaram a segurança do WhatsApp com os aplicativos Signal e Threema, os máximos expoentes em criptografia do mercado. Os dados não deixaram margem para dúvidas: quem tiver acesso aos servidores do WhatsApp, pode acessar sem problemas um determinado grupo do aplicativo de bate-papo e, a partir daí, tomar conhecimento das conversas e interlocutores. “A confidencialidade do grupo é interrompida no momento em que um membro não convidado consiga acessar todas as mensagens e lê-las”, afirmou Paul Rössler, um dos integrantes da equipe que identificou a vulnerabilidade.

O que está falhando, se o WhatsApp se vangloria justamente de contar com criptografia de ponta-a-ponta? A equipe descobriu que o aplicativo, pertencente ao Facebook, deixou uma brecha pela qual, em teoria, poderia se ter acesso aos grupos, confiando a segurança a seus próprios servidores. Ou seja: para entrar num grupo, o hacker deve ter acesso ao servidor da empresa, algo que parece bastante improvável quando se conhecem as medidas de segurança que as grandes firmas adotam. Visto esse tema, poderia se pensar que o acesso está bem blindado, e isso é exatamente o que sustenta Alex Stamos — chefe de segurança do Facebook — em seu perfil do Twitter, minimizando a notícia e sugerindo que o título da revista que a publicou, a prestigiosa Wired, foi bastante alarmista.

Stamos explica que os grupos do WhatsApp são configurados de uma forma que qualquer novo acesso é notificado aos demais membros. Portanto, qualquer acesso não desejado ao grupo seria rapidamente neutralizado. O aplicativo de mensagens utiliza o protocolo Signal e, a esse respeito, Moxie Marlinspike, um dos seus desenvolvedores, respaldou o WhatsApp. Ele disse, com ironia, que se uma plataforma incorpora segurança aos seus produtos, será um claro alvo para os pesquisadores. “É mais efetivo ser o Telegram: deixe a criptografia fora de tudo… menos do seu marketing”, escreveu, em referência à ausência opcional de criptografia nesse serviço de mensagens.

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Cola-Cola faz sucesso no Japão com versão saudável e laxante https://www.ferraznascimento.com.br/cola-cola-faz-sucesso-no-japao-com-versao-saudavel-e-laxante/ https://www.ferraznascimento.com.br/cola-cola-faz-sucesso-no-japao-com-versao-saudavel-e-laxante/#respond Wed, 17 Jan 2018 17:35:20 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1136 Notícia postada originalmente em: https://super.abril.com.br/comportamento/coca-cola-faz-sucesso-no-japao-com-versao-saudavel-e-laxante/

O Japão é conhecido por criar versões únicas de alimentos e bebidas tradicionais, como chocolates Kit Kat sabor wasabi, bolachas Oreo de chá verde e Pepsi sabor pepino.Agora, chegou a vez da Coca-Cola ser reinventada. A fabricante de bebidas está fazendo sucesso com uma versão “saudável”, a Coca-Cola Plus. O refrigerante contém um ingrediente considerado laxativo, a dextrina indigestível, que é rica em fibras e ajuda na movimentação do sistema digestivo.

De acordo com a companhia, a bebida foi criada para ajudar a suprimir a absorção de gordura e regular o nível de triglicérides no sangue. A bebida não contém calorias e é recomendada para ser ingerida junto com as refeições. De acordo com o site da companhia, o produto é voltado para consumidores com 40 anos ou mais.

Por essas características, a bebida ganhou um selo de Alimentos para Usos Especificado de Saúde do governo japonês. Significa que a bebida contém um ingrediente considerado saudável pelo governo. É o terceiro refrigerante a ganhar essa designação no país.

A bebida foi lançada no ano passado e tem enorme adesão entre a população mais idosa, de acordo com o Wall Street Journal. A companhia precisava de um item para atrair a população mais velha, bastante preocupada com sua saúde.

Apesar do benefício, é melhor ter calma com a bebida. Mais do que uma garrafinha por dia pode ter efeitos adversos, diz o jornal Chicago Tribune.

Este conteúdo foi publicado originalmente em Exame.com

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Uma garrafa contra as garrafas de plástico https://www.ferraznascimento.com.br/uma-garrafa-contra-as-garrafas-de-plastico/ https://www.ferraznascimento.com.br/uma-garrafa-contra-as-garrafas-de-plastico/#respond Tue, 16 Jan 2018 13:37:54 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1133 Notícia postada originalmente em: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/01/02/tecnologia/1514868197_810486.html?rel=str_articulo#1516109612946

Feito em Valência, mas com ambição global. A Closca, que já havia colocado no mercado um capacete dobrável de bicicleta, elogiado pelos gurus do design, criou um segundo produto, uma garrafa de vidro. Algo simples, de uso comum, mas com uma ideia poderosa por trás e um aplicativo para ativar a mudança.

Carlos Ferrando (Sumacarcer, 1977) aprendeu a empreender por conta própria, com intuição e vontade. Pelo caminho encontrou alguns conselheiros que apoiam sua empresa, como Bernardo Hernández e Iñaki Berenguer. “Quando começamos com o capacete tinha pouco mais de 30 anos e um grande sonho. Depois de demonstrar que há espaço para uma visão diferente, queremos ter um impacto mais forte com a garrafa”, explica.

A garrafa vem acompanhada de um app que indica os locais para enchê-la, além dos lugares onde há fontes e a qualidade delas. Os próprios usuários podem adicionar comentários.

A Closca Bottle quer resolver um dos problemas que a indústria das bebidas não quer enfrentar, o do impacto ecológico da embalagem. “Uma garrafa de plástico leva quase 400 anos para se decompor totalmente. Mais de 80% das vendidas não são recicladas. Não é sustentável, mas parece não importar”, alerta.

Sua garrafa é bonita, higiênica e inovadora, mas não teria sentido nem condições de crescimento exponencial se não viesse acompanhada de um app, que, além do mais, é gratuito. Serve para indicar os locais para enchê-la. Informa onde há fontes e a qualidade delas. Além disso, os próprios usuários podem adicionar comentários. “Temos algumas dentro de prefeituras, por exemplo. Também em bancos ou lojas. O que queremos é que sejam usadas para evitar a deterioração causada pelas de plástico”, afirma.

Em um ano foi capaz de pôr no mercado mais de 25.000 capacetes. Cada unidade tinha um custo equivalente a 470 reais. No caso da garrafa: 39 dólares (128 reais). “Com este preço financiamos também o aplicativo, para que continue sendo grátis e possa ser usado com qualquer garrafa, não só a nossa”, ressalva. Também estão abertos a patrocínios. Entre os compromissos de adesão está o serviço de abastecimento de água de Valência.

A garrafa não é equipada com o chip NFC, um sensor que permite abrir-se a aplicativos de terceiros e crescer com mais usos. “Faz sentido porque vemos as bicicletas como um elemento de mudança. Com a garrafa temos a vantagem de não ter de fazer tamanhos, por exemplo, mas continuamos jogando com o design. É de vidro e está rodeada de material biodegradável. Pode ser acoplada a uma mochila, bicicleta ou mala, para que a pessoa a leve consigo”, explica o fundador.

Ferrando tem obsessão por misturar design, inovação e tecnologia. Já está pensando em seu próximo lançamento. Divide-se entre o relógio e os óculos de sol, mas sempre “com uma parte importante de impacto social e ambiental”, diz.

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Total Express aposta em nova modalidade de entregas em São Paulo https://www.ferraznascimento.com.br/total-express-aposta-em-nova-modalidade-de-entregas-em-sao-paulo/ https://www.ferraznascimento.com.br/total-express-aposta-em-nova-modalidade-de-entregas-em-sao-paulo/#respond Mon, 15 Jan 2018 13:48:29 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1130 Notícia postada originalmente em: https://ecommercenews.com.br/noticias/lancamentos/total-express-aposta-em-nova-modalidade-de-entregas-em-sao-paulo/

A Total Express, empresa de logística do Grupo Abril, anunciou a expansão de suas modalidades de entrega. Em parceria com a InPost e a Ipiranga, a empresa começa a entregar as encomendas em lockers. A iniciativa busca fortalecer o posicionamento da Total de facilitar, cada vez mais, a conexão ponta a ponta, mostrando que a companhia está preparada para atender as diferentes necessidades dos varejistas virtuais e consumidores.

Os lockers, também conhecidos como armários eletrônicos, são oferecidos pela InPost e estão instalados em algumas unidades dos postos da rede Ipiranga, próximos a pontos de transportes públicos ou vias de fácil acesso. Todos são automatizados e funcionam 24 horas por dia, 7 dias por semana, para que o consumidor possa buscar sua encomenda no momento mais conveniente. Em menos de 10 segundos, usando somente um QRCode recebido por e-mail ou SMS, ele retira a mercadoria, com sigilo e segurança.

“Fizemos uma pesquisa no ano passado e 29% dos entrevistados sinalizaram que gostariam de ter a opção de retirar a sua encomenda em lockers. É uma modalidade prática, na qual o consumidor final tem a liberdade de escolher quando e onde irá buscar o seu produto”, afirma Bruno Tortorello, diretor geral da Total Express.

O levantamento, feito em parceria com a consultoria Wayra e Abril Big Data, também mostrou que 51% das pessoas ouvidas gostariam de contar com opções de entrega mais sofisticadas, aspirando por novos serviços. “Acredito que a inclusão da modalidade lockers proporciona conveniência para consumidores que hoje têm dificuldade de receber encomendas em casa e também para os e-commerces, principalmente de grandes varejistas, que têm uma alta demanda e uma grande preocupação em facilitar o processo de compra online”, diz Tortorello.

Recém-implantado, o serviço está disponível nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.

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O país que usa o calor da internet para aquecer casas https://www.ferraznascimento.com.br/o-pais-que-usa-o-calor-da-internet-para-aquecer-casas-3/ https://www.ferraznascimento.com.br/o-pais-que-usa-o-calor-da-internet-para-aquecer-casas-3/#respond Fri, 12 Jan 2018 14:18:30 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1127

Notícia postada originalmente em: http://www.bbc.com/portuguese/vert-fut-42398222

“A nuvem” é um lugar real. As fotos que você publica no Instagram, o feliz aniversário que escreve em um perfil do Facebook e os programas de TV a que assiste no Netflix não estão guardados em um conjunto de gotas no céu. Eles ficam armazenados em servidores que estão conectados e organizados em torres dentro de armazéns gigantes.

Poucas pessoas se aventuram nos centros de armazenamentos de dados. Na capital sueca de Estocolmo, a reportagem da BBC entrou nesses labirintos e descobriu que eles não estão apenas hospedando informação. Todo o calor que essas estruturas liberam está ajudando a aquecer casas na cidade, que tem mais de 900 mil habitantes.

Mas como essa estratégia funciona? Ela poderia criar um novo modelo de negócios para a indústria de tecnologia no mundo todo?

No labirinto

Ao caminhar dentro de um centro de dados, é possível perceber algumas coisas: o ar é frio e seco; todas as superfícies são muito limpas; as torres de servidores têm milhares de luzes que piscam sem parar e raramente há outras pessoas por ali. Em todos os lugares, no teto e debaixo das tábuas removíveis do chão, há cabos em todas as direções.

Mas, acima de tudo, o ambiente é muito barulhento. Isso acontece porque os computadores ficam quentes e são necessários muitos ventiladores para mantê-los refrigerados e operantes. Imagine o calor que seu laptop gera e multiplique isso pelas milhares de máquinas em um armazém: computadores conectados e ligados constantemente, fazendo tarefas complicadas, 24 horas por dia, sete dias por semana.

Para resfriar o ambiente, é preciso água fria e ventiladores, que fornecem ar fresco e sugam o ar quente. O calor geralmente é descartado como um resíduo do processo.

Mas calor é energia. E a Suécia decidiu aproveitá-lo.

O projeto

Em Estocolmo, o projeto é chamado de Stockholm Data Parks (Parques de Dados de Estocolmo, em tradução livre) e funciona em parceria com o governo da cidade, a Fortum Värme (agência local de aquecimento e refrigeração) e outras instituições.

Vários importantes centros de dados de Estocolmo participam da iniciativa e o número está crescendo à medida que mais empresas buscam reforçar uma reputação ambientalmente consciente, além de ganhar dinheiro com um novo modelo de negócios. Recentemente, o programa anunciou parcerias com centros de dados administrados por grandes empresas internacionais como a Ericsson (companhia de celulares que também ajuda a transmitir canais de TV da BBC) e a cadeia de roupas H&M.

O esquema de manutenção da temperatura e transporte do calor é simples. A água fria entra nos centros de dados por meio de canos, e é usada para criar o ar frio que evita o superaquecimento dos servidores. Depois, a mesma água, que acabou sendo aquecida no processo, volta para os canos e segue para as dependências da agência Fortum, onde é distribuída para o aquecimento dos moradores.

A Suécia não é o único país a adotar essa ideia. O mesmo está acontecendo em projetos menores em nações como a Finlândia, onde o calor de centros de dados tem sido usado para aquecer residências de uma cidade pequena desde o ano passado. Também existem programas semelhantes nos EUA, Canadá e França.

Mas a decisão da Suécia de aplicar essa prática em todo o país é uma experiência sem precedentes.

O Stockholm Data Parks espera gerar calor suficiente para aquecer 2.500 apartamentos até 2018, mas o objetivo de longo prazo é atender a 10% da demanda de aquecimento da cidade até 2035.

De acordo com os Data Centers By Sweden – que está lançando projetos parecidos ao de Estocolmo em todo território -, apenas 10 MW (megawatt) de energia são necessários para aquecer 20 mil apartamentos modernos. Um típico centro de dados do Facebook, por exemplo, usa 120 MW.

Incentivos financeiros

Um dos principais incentivos para as empresas se juntarem ao programa é financeiro – elas vendem o calor residual. Além disso, a Fortum fornece água gelada para o resfriamento dos armazéns gratuitamente.

Na Interxion, uma empresa cujos centros de dados suportam aplicativos de jogos de celular e outros softwares baseados em nuvem, a análise de custo e benefício foi tão promissora que levou à construção de mais instalações para a captura de calor.

“Não é filantropia”, diz Mats Nilsson Hahne, gerente de desenvolvimento de negócios da Interxion. Muito pelo contrário, diz Peder Bank, diretor administrativo do braço nórdico da empresa: “Estamos tentando transformar (a estratégia) em um negócio secundário”.

Apesar de seus objetivos financeiros, a Interxion está publicamente compartilhando seus planos para o novo modelo comercial com qualquer centro de dados que deseje se estabelecer em Estocolmo. Questionado quanto ao motivo de oferecer essa vantagem competitiva, Bank reforça a típica atitude sueca ante as mudanças climáticas: “Há um propósito mais elevado nisso do que a concorrência. Um objetivo global”, diz ele.

“Se eu puder defender a agenda (ambiental) e fazer meu negócio, devo fazer isso. Se eu for capaz de atrair negócios para a região, devo fazer isso e competir depois. Não vejo uma incompatibilidade. Todos vivemos no mesmo planeta.”

Países verdes

A Suécia há tempos adota ideias pró-energia mais ecológica. De acordo com o gerente de clima da cidade de Estocolmo, Björn Hugosson, isso acontece porque o país tem poucos recursos naturais. “Não temos nenhum recurso fóssil na nossa terra. Não temos poços de petróleo ou minas de carvão”, diz.

Hoje, a Suécia possui 2.057 usinas hidrelétricas, de acordo com o Conselho Mundial da Energia, que representam 40% do consumo de energia. O resto provém principalmente da energia nuclear, que está em processo progressivo de eliminação, e um pouco do carvão, que é importado da Rússia para a única planta do tipo no país. A última alternativa deve ser eliminada nos próximos cinco anos (provavelmente até 2020). O país espera tornar-se 100% livre de combustíveis fósseis até 2040.

A Suécia também tem quase zero desperdício na forma de lixo. Seus cidadãos reciclam mais de 99% do lixo doméstico e apenas 3% acaba em aterros sanitários. O país queima cerca de 70% de seus resíduos para produzir energia e importa lixo de nações vizinhas para ajudar a atender a demanda de energia criada desde o início do programa de incineração.

Dito isso, é importante ressaltar que os suecos não são os maiores usuários de energia ecológica do mundo. Esse título pertence à Islândia, onde 86% de todo o uso de energia vem de recursos renováveis. E embora a Suécia consiga ficar 100% livre de combustíveis fósseis em determinados dias em que as condições meteorológicas estão favoráveis, a vizinha Dinamarca atinge esse objetivo com mais regularidade graças à enorme quantidade de energia produzida em moinhos de vento – tanto que a Dinamarca vende seu excedente.

Expansão do projeto

Com boas ações de sustentabilidade pelo mundo, será que o plano sueco de reutilização de calor da poderia decolar em novos lugares? Talvez, desde que o projeto seja precedido de mudanças. A estratégia funciona na Suécia porque os cidadãos dependem do governo para receber a água quente que usam no aquecimento doméstico.

Chamada de “aquecimento distrital”, essa prática começou em Estocolmo na década de 1950, quando as residências eram em boa parte aquecidas por petróleo. Primeiro, a Fortum Värme começou a fornecer água quente a hospitais. Quando a crise do petróleo explodiu, na década de 1970, o sistema se expandiu para moradias em todo o país.

Atualmente, a Fortum vende calor para cerca de 12 mil edifícios, o que corresponde a 90% de Estocolmo. No início, o calor que a agência distribuía provinha do carvão, mas hoje ele se origina principalmente de biocombustíveis: a polpa de madeira que sobra na produção da indústria florestal e é levada a Estocolmo em navios. E já que os suecos reciclam tudo, eles também reutilizam a água quente que desce pelo ralo do banheiro.

Dessa forma, se outras cidades desejassem seguir o exemplo de Estocolmo, precisariam ter uma infraestrutura de tubulação subterrânea e um modelo comercial de fornecimento de calor.

Isso não é impossível. Muitas cidades já estão fazendo o mesmo, incluindo Nova York, várias no Canadá e quase toda a Islândia.

Mas o consultor em energia ecológica Bo Normark adverte que o programa sueco pode não ser adaptável a todos os lugares. Eventualmente, ele pondera, o país não precisará que mais centros de dados participem da iniciativa.

“As pessoas estão superestimando a necessidade de calor. Teremos um excesso de oferta de calor. Podemos exportar eletricidade. Não podemos exportar calor”, diz Normark. Mas ele acrescenta: “Em Estocolmo, (a medida) está funcionando porque a cidade está crescendo rapidamente. Há um valor monetário no calor”.

Parques de dados

O trabalho dos Stockholm Data Parks se concentra em quatro grandes “parques de dados”. Eles estão ligados à rede de energia limpa e são equipados para que as empresas integrantes se conectem no sistema de reciclagem de calor. O primeiro, já concluído, fica no “vale do silício” de Estocolmo, um bairro chamado Kista, e atualmente possui companhias como a Interxion. Mais dois devem se juntar ao sistema em 2018 e um quarto em 2019.

“Estamos mudando a economia de toda a indústria”, diz Johan Börje, gerente de marketing de refrigeração de centros de dados e recuperação do calor na Fortum Varme.

O governo sueco, reconhecendo o benefício da iniciativa, reduziu recentemente o imposto sobre eletricidade nos centros de dados. A Suécia não quer que os centros tenham uma desculpa para se mudar para outros pontos da Europa.

Por enquanto, o mundo desenvolvido depende desses centros – e a demanda continuará a crescer. Sem eles, smartphones e computadores não funcionariam e nenhuma informação seria transportada pela rede. Isso significa que mais e mais dessas bibliotecas tecnológicas serão construídas em todo o planeta. E a Suécia mostra que elas podem manter o mundo digital em movimento enquanto fornecem energia limpa.

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5 dados pessoais que você deixa em seu celular sem perceber https://www.ferraznascimento.com.br/5-dados-pessoais-que-voce-deixa-em-seu-celular-sem-perceber/ https://www.ferraznascimento.com.br/5-dados-pessoais-que-voce-deixa-em-seu-celular-sem-perceber/#respond Thu, 11 Jan 2018 13:45:38 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1110 Notícia postada originalmente em: http://www.bbc.com/portuguese/geral-42616527

Você já parou para pensar em quantas informações o seu telefone celular tem sobre você?

Também, pudera: ele está ao nosso lado do acordar ao dormir, media nossas comunicações com as pessoas e nos ajuda com as mais variadas consultas e tarefas.

Embora esses aparelhos saibam tanto sobre nós, talvez nós não saibamos tanto sobre eles – e sua capacidade de armazenar nossos dados.

É que, na memória do celular, está não só nossa lista de contatos, mas também registros dos lugares que frequentamos, as músicas que escutamos, os emails e as mensagens que recebemos, o horário em que acordamos… e muito mais.

Esses são os “metadados”, os “dados sobre os dados” que extraem discretamente detalhes sobre nossas comunicações, padrões de comportamento e rotinas diárias.

Confira a seguir algumas das coisas que seu smartphone “sabe” sobre você – e que você mesmo “contou”, provavelmente sem perceber.

1. A velocidade que você caminha

Os dados de localização do seu celular provavelmente contam uma história detalhada sobre você.

A maioria dos smartphones tem a navegação por GPS ativada, graças a aplicativos como o Google Maps – que costuma nos responder como chegar a um determinado lugar ou qual é o hospital mais próximo.

No entanto, os serviços de geolocalização também permitem que seu dispositivo conheça a velocidade com que você se move, seja de carro ou caminhando… entre outras coisas.

2. Onde você vive, trabalha e se diverte

O uso de serviços de geolocalização deixa metadados que “entregam” a localização da sua casa.

E não só isso: eles também podem identificar seu local de trabalho, a cafeteria mais frequentada ou um centro de saúde de referência.

“O seu histórico de localização é acessível para quem tiver ou puder ter acesso ao seu telefone”, explica a organização Tactical Technology Collective, dedicada ao controle dos “rastros digitais”.

“A Apple usa um algoritmo ou uma fórmula que deduz que a localização do seu telefone à noite normalmente é a sua ‘casa’, e se permanecer em outro lugar o dia todo, deve ser seu local de trabalho.”

Esses traços são úteis para as empresas.

“A menos que você já tenha desativado serviços de localização ou locais frequentes, seu telefone provavelmente está registrando sua localização no dispositivo”, diz o site da Tactical Technology Collective.

Você quer verificar isso sozinho? Siga estas etapas em seu telefone celular: “Configurações” -> “Privacidade” -> “Serviços de localização”. Se tiver um iPhone que funcione com o sistema iOS 7 ou uma versão mais recente, você pode até checar os locais mapeados selecionando “Localizações frequentes dos serviços do sistema”.

3. Seu preparo físico

Se você tem um aplicativo que auxilia na execução de exercícios físicos, na prática você está entregando para o celular alguns indicadores sobre sua saúde.

O mesmo acontece com ferramentas que monitoram quantas horas você dorme, ciclo menstrual ou frequência cardíaca.

“Provavelmente há mais informações sobre você no seu telefone do que na sua casa”, disse o diretor executivo da Apple, Tim Cook, à rede americana ABC News em 2016.

“Nossos smartphones estão cheios de nossas conversas íntimas, nossos dados financeiros, nossos indicadores de saúde. Eles também estão munidos, em muitos casos, da localização de nossos filhos”, acrescentou.

4. Quantos táxis você pega e o quanto deixa de dinheiro

Ao usar apps de transporte privado, como Uber, Cabify e 99, você deixa no seu celular um registro da frequência com qual usa esse tipo de serviço.

Mas os metadados muitas vezes vêm de fontes externas.

Em 2014, uma base de dados da Comissão de Limousines e Taxis de Nova York foi revelada, exibindo cada viagem realizada em 2013.

Esses dados, de acordo com a consultoria Neustar Research, continham informações sobre a origem e o destino de cada viagem e a quantia paga.

E esse é apenas um exemplo.

5. A que horas se levanta e se deita

Usar o celular como despertador é um costume muito comum dos nosso tempos.

Assim, os telefones também são capazes de registrar nossos horários de sono e monitorá-los. O iOS 10, penúltima versão do sistema operacional lançada pela Apple, é capaz de detectar, por meio do despertador, a que horas você dorme, se acorda durante a noite e quando finalmente desperta.

Esses dados podem ser usados para mapear hábitos ou para fins médicos. Mas eles podem também ser usados para fins mais estratégicos, como a venda de publicidade enquanto estamos acordados à noite – quando somos mais vulneráveis às ofertas de algumas empresas.

Embora, em última instância, seja você quem decida a quantidade de informação que compartilha com o celular.

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Novas regras para app de transporte em SP entram em vigor https://www.ferraznascimento.com.br/novas-regras-para-app-de-transporte-em-sp-entram-em-vigor/ https://www.ferraznascimento.com.br/novas-regras-para-app-de-transporte-em-sp-entram-em-vigor/#respond Wed, 10 Jan 2018 14:04:38 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1105 Notícia postada originalmente em: http://www.migalhas.com.br/Quentes/17,MI272176,31047-Novas+regras+para+app+de+transporte+em+SP+entram+em+vigor

Motoristas de aplicativos da cidade de São Paulo deverão ficar atentos. Começam a valer hoje, 10, as novas regras para transporte de passageiros por meio de app no município, regulamentadas pela resolução 16/17 do Comitê Municipal Viário (CMUV).

Estão sujeitos às novas normas todos os aplicativos que operam com tarifas diferenciadas em relação aos táxis na capital paulista, como Cabify, Lady Driver, Easy Taxi, 99 e Uber.

A norma foi publicada em julho de 2017 e os condutores tiveram seis meses para adequação. De acordo com a prefeitura, as fiscalizações nos primeiros 15 dias terão caráter educativo, sem aplicação de multa. Penalidades valerão a partir do dia 25 de janeiro.

A resolução estabelece que motoristas obtenham o Cadastro Municipal de Condutores (Conduapp) e o Certificado de Segurança do Veículo de Aplicativo (CSVAPP), além da contratação de seguro que cubra acidentes no valor de R$ 50 mil por passageiro. O carro utilizado deve ser emplacado em São Paulo e ter, no máximo, cinco anos de fabricação.

Os condutores também terão que passar por um curso de qualificação e direção defensiva e o carro deverá ter uma identificação da empresa afixada de forma visível ao passageiro.

Aqueles flagrados em descumprimento às novas regras poderão ter o veículo apreendido pelo Departamento de Transportes Públicos. As empresas, por sua vez, estão sujeitas a multas, suspensão e até mesmo descredenciamento permanente do serviço.

Segundo o secretário municipal de Transportes e Mobilidade, o processo não tem burocracia nenhuma e os motoristas podem realizar o cadastro diretamente com o aplicativo com que trabalha e a empresa encaminha a documentação à prefeitura. O objetivo das alterações, segundo a prefeitura, é aumentar a segurança dos clientes e motoristas.

Veja quais são as principais determinações:

  • Apresentação de documentos básicos, como a CNH;
  • Comprovação da realização de curso de treinamento de condutores de 16 horas, com aulas sobre gentiliza, diversidade sexual, primeiros socorros e mecânica, entre outros temas;
  • Compromisso de que exercerá a atividade somente por meio dos aplicativos credenciados;
  • Proibição do uso de camiseta esportiva e regata, calça esportiva ou de moletom, chinelos ou até mesmo jaquetas de times, associações e clubes;
  • Comprovação da contratação de seguro que cubra acidentes de passageiros e o seguro obrigatório;
  • Licenciamento obrigatório na capital paulista;
  • Realização de inspeção anual
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Como não extrapolar o orçamento https://www.ferraznascimento.com.br/como-nao-extrapolar-o-orcamento/ https://www.ferraznascimento.com.br/como-nao-extrapolar-o-orcamento/#respond Tue, 09 Jan 2018 11:56:05 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1102 Notícia postada originalmente em: https://jornaldoempreendedor.com.br/destaques/financas-para-empreendedores/como-nao-extrapolar-o-orcamento/

Gastar, em qualquer empresa, é um mal inevitável. Até aí, tudo bem. O problema é quando começamos a gastar mais do que faturamos. Aí, sim, começam os problemas financeiros. Mas é possível evitá-los?

Controlar de forma ponderada e exata as finanças é fundamental para o sucesso de qualquer empresa. Como explicou Edison Kalaf, professor da Business School São Paulo (BSP) para artigo publicado na Exame, “o descontrole financeiro é um dos principais fatores de quebra das pequenas empresas”.

É claro que, antes de tudo, você tem que se preocupar em ter um faturamento razoável. Se não houver faturamento na empresa, você terá um problema muito maior do que uma simples displicência financeira, ou incompatibilidade de gastos. Depois que esta etapa for resolvida, no entanto, você deve estabelecer como meta duas prioridades fundamentais:

  1. Jamais misturar suas contas pessoais com as contas da empresa (se você precisar “pegar emprestado” de sua empresa, lembre-se de pagar depois).
  2. Ser meticulosamente consciencioso no controle do fluxo de caixa. Tenha certeza de que as despesas sejam sempre menores que o faturamento.

Evidentemente, existem outros passos a serem seguidos. Mas, antes de tudo, você deve começar pelo básico, estabelecido nas duas regras listadas acima. No entanto, por mais simples que pareçam, você verá que segui-las de forma categórica e disciplinada, ao menos em determinados meses, será um desafio constante.

Se necessário, utilize planilhas para registrar tudo que a empresa ganha, e tudo o que ela gasta. O excel costuma ser uma ótima ferramenta virtual para essa tarefa. Outra questão fundamental é calcular quanto você paga por mês de impostos e tributações, além de despesas com contabilidade, entre outros custos fixos. Outro ponto interessante é calcular o quanto você precisa faturar todo mês para vencer as despesas, e fazer sobrar algum dinheiro (normalmente o dobro, mas nem sempre é viável).

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Com o tempo, gerenciar as finanças da empresa se tornará uma tarefa mais simples e corriqueira, que tem na prática todos os seus segredos. E nunca pare de reduzir gastos, aonde for possível reduzi-los.

Quando o fluxo de caixa é controlado de forma sistemática, com todos os rigores da matemática financeira, e as despesas são equilibradas com um faturamento maior – mesmo que seja apenas por uma pequena margem – você atingirá uma etapa onde equilibrar as contas se tornará um pouco mais fácil. Não obstante, o malabarismo exigido nem sempre será uma equação simples de seguir. Alguns meses serão mais fáceis que outros. No entanto, é com a prática da experiência que você irá se aprimorando.


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8 passos para ficar focado e atingir seus objetivos rapidamente https://www.ferraznascimento.com.br/8-passos-para-ficar-focado-e-atingir-seus-objetivos-rapidamente/ https://www.ferraznascimento.com.br/8-passos-para-ficar-focado-e-atingir-seus-objetivos-rapidamente/#respond Mon, 08 Jan 2018 14:05:04 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1099 Notícia postada originalmente em: https://conteudo.startse.com.br/empreendedores/taina/8-passos-para-ficar-focado-e-atingir-seus-objetivos-mais-rapidamente/

Mesmo quando estamos focados em um projeto, nos deparamos com distrações em todos os lugares. Redes sociais, dúvidas, outras tarefas e até a procrastinação podem ser protagonistas na nossa falta de concentração, diminuindo a produtividade. Reunimos 8 dicas para focar no trabalho e fazê-lo render mais em qualquer área, mas, se seu objetivo for criar uma startup, veja o nosso e-book gratuito de passo-a-passo que pode te ajudar fortemente.

1. Não seja multitarefa. Priorize

Muitas vezes nos perdemos ao tentar realizar muitas tarefas ao mesmo tempo. Dê um passo para traz e faça uma tarefa de cada vez. E, ao fazer uma tarefa de cada vez, escolha primeiro as tarefas mais difíceis e desafiadoras, para mover seu cérebro em uma direção mais criativa. Depois, quando já estiver mais cansado, faça tarefas mais simples como checar e-mails.

2. Organize seu dia

Separe um tempo determinado do seu dia para gastar no projeto específico. Para lembrar, vale desde colorir a data e hora no calendário ou colocar um timer para ter certeza que realizou a tarefa.

3. Faça o seu sangue correr

É difícil (e cansativo) focar em algo quando estamos olhando uma tela o dia inteiro. Experimente desligar seu computador e telefone e caminhe por 20 minutos. O movimento, ar fresco e novos cenários irão clarear sua mente. E, é claro, não esqueça de beber bastante água e descansar o necessário para manter o seu corpo saudável.

4. Deixe a tecnologia te ajudar

Que a tecnologia surgiu para facilitar as nossas vidas, já sabemos e experimentamos todos os dias. Mas, por vezes, a infinidade de coisas que podemos fazer na internet, por exemplo, pode nos atrapalhar, desviando o foco. Para isso, use plataformas como Cold Turkey, Freedom e Self Control para bloquear a internet, evitando o tempo ocioso rolando o feed nas redes sociais enquanto deveria estar cumprindo deadlines. O software RescueTime também é uma boa ideia para avaliar como você está passando seu dia, ajudando a entender porque algumas tarefas estão demorando mais do que poderiam.

5. Medite

Com informações presentes e surgindo de todos os lugares – por meio do computador, celular, rádio… -, é importante separar um tempo para aquietar nossas mentes. Se você não tiver tempo para realizar uma aula de yoga ou meditação, aplicativos e plataformas como o Meditation Made Simple e Calm podem te ajudar.

6. Troque a música

A música é uma aliada de muitos na hora do trabalho, ajudando a isolar barulhos externos ou até mesmo ruído de construções. Mas, se você ouve música enquanto trabalha, é necessário observar se ela não está te distraindo ainda mais. Músicas novas ou com letra podem te desconcentrar, então prefira música clássica ou eletrônica ou uma playlist já familiar.

7. Reveja sua comunicação

Recorremos ao e-mail pela sua agilidade e facilidade, mas em muitos casos acabamos perdendo muito tempo zerando a caixa de entrada. Por isso, antes de mandar um e-mail, pergunte a si mesmo ou a seus colegas se a conversa não seria mais efetiva pessoalmente ou por telefone. As vezes, tirar 5 minutos para conversar com alguém pessoalmente pode te fazer economizar mais tempo e energia do que um e-mail, resolvendo qualquer problema mais rapidamente.

8. Encontre um ambiente com o “ruído certo”

David Burkus, um professor associado de liderança e inovação na Oral Roberts University, afirmou que “um nível de ruído no fundo pode beneficiar nossa habilidade de fazer tarefas criativas, quando não somos puxados para a conversa”. Para ele, ao invés do silêncio total, o ambiente de trabalho ideal possui um pouco de ruído de fundo. “É por isso que você consegue focar muito bem em uma cafeteria barulhenta, mas quase nada em um escritório muito sonoro”.

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Identificado grave problema de segurança nos processadores Intel https://www.ferraznascimento.com.br/identificado-grave-problema-de-seguranca-nos-processadores-intel/ https://www.ferraznascimento.com.br/identificado-grave-problema-de-seguranca-nos-processadores-intel/#respond Fri, 05 Jan 2018 14:05:12 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1095 Notícia postada originalmente em: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/01/03/tecnologia/1514995740_506369.html

Uma grave falha de projeto nos processadores Intel fabricados na última década afeta a segurança dos computadores que eles comandam, de acordo com The Register. De acordo com esse meio de comunicação, o erro permitiria que hackers ou qualquer outro programa tenham acesso ao kernel, o conhecido coração do sistema onde são armazenados dados confidenciais do usuário, como senhas e coordenadas de acesso a contas. É um problema de grande impacto entre os usuários, pela forte presença do fabricante no mercado. A solução obriga a colocar um remendo, um patch, no computador, o que pode deixá-los mais lentos.

A solução à falha detectada obriga a colocar um patch nos computadores

A Intel reconheceu a existência desse bug através de um comunicado à imprensa, minimizando seu impacto nos computadores e sugerindo que não seria o único fabricante afetado no mercado. O fabricante foi contundente ao classificar como “imprecisas” as alegações feitas e explicou que está trabalhando com outras marcas no mercado para fornecer uma solução global ao exploit. A empresa já começou a trabalhar, diz, com as plataformas para distribuir patches que solucionariam o problema e, ao contrário do que tinha inicialmente sugerido, esta solução não vai deixar os sistemas mais lentos, assegura.

Tudo indica que o remédio para esta falha poderá não ser uma mera atualização do firmware da CPU (como é habitual nesses casos), mas que o usuário de um chip com essas características poderia ser condenado a comprar um computador com outro tipo de processador ou confiar nas plataformas que já estão trabalhando em uma reformulação de seus sistemas operacionais para corrigir o incidente.

A Microsoft e a Apple estão trabalhando de forma urgente na reprogramação de seus sistemas

Esse bug afeta indiscriminadamente todas as plataformas e, de acordo com The Register, tanto a Microsoft quanto a Apple estão trabalhando de forma urgente na reprogramação de seus sistemas para isolar o kernel de qualquer acesso indesejado. A empresa de Redmond tem a previsão de publicar esse patch na terça-feira da próxima semana, de acordo com este meio, enquanto que a empresa de Tim Cook ainda não apresentou uma data. Embora a Intel negue, The Register assegura que a solução vai exigir uma diminuição significativa do desempenho dos computadores, podendo chegar a 30% a redução na velocidade do processador. Essa queda será perceptível para os usuários com computadores com processadores sem grande poder (deve ser lembrado que o erro de projeto existe há mais de uma década).

Como é possível que tal problema de segurança tenha sido descoberto só agora? Esta pergunta já circula pela rede junto com a incredulidade dos usuários. Fernando Suárez, vice-presidente do Conselho Geral de Faculdades de Engenharia em Ciência da Computação, admite que “é um problema sério”. “Há milhões de computadores afetados, é uma vulnerabilidade pública e, portanto, conhecida por potenciais invasores”, diz. O informático recomenda “prudência e calma porque os patches ou atualizações que os diferentes fabricantes vão distribuir resolverão o problema”.

Enquanto isso, a AMD, principal rival da Intel e que já confirmou que seus chips não possuem esse erro, viu suas ações subirem na Bolsa de Valores por causa do possível aumento nas vendas de seus processadores, pelo menos enquanto a Intel não der uma resposta para o incidente.

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Santander, Mastercard e Dafiti testam soluções de pagamentos online com reconhecimento facial https://www.ferraznascimento.com.br/santander-mastercard-e-dafiti-testam-solucoes-de-pagamentos-online-com-reconhecimento-facial/ https://www.ferraznascimento.com.br/santander-mastercard-e-dafiti-testam-solucoes-de-pagamentos-online-com-reconhecimento-facial/#respond Thu, 04 Jan 2018 15:26:04 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1092 Notícia postada originalmente em: https://startupi.com.br/2017/12/santander-mastercard-e-dafiti-testam-solucao-de-pagamentos-online-com-reconhecimento-facial/

O Santander, a Mastercard e a Dafiti iniciam os testes do Identity Check Mobile, solução que autentica pagamentos online com o uso da biometria – seja impressão digital ou reconhecimento facial. O objetivo é verificar, de forma simples e segura, a identidade do portador do cartão, sem a necessidade de digitar a senha.

Neste primeiro momento, aproximadamente 120 mil clientes serão convidados a testar a tecnologia. Mas a expectativa é que a solução esteja disponível direto no aplicativo Way, do Santander, para todos os consumidores já no primeiro semestre de 2018.

Durante o piloto, os clientes irão baixar um app chamado ID Check para Santander e cadastrar seus dados biométricos – com o scanner de impressão digital ou com uma selfie em seu smartphone. Na sequência, farão suas compras normalmente no site da Dafiti com um cartão de crédito ou débito do Santander. Na etapa final, uma notificação será enviada no celular do consumidor para autenticação do pagamento via biometria.

Em geral, os métodos de verificação de identidade atuais em uso levam os compradores para fora do site, e exigem que os compradores insiram uma senha para concluir a compra. O Identity Check Mobile elimina este processo, o que agiliza a experiência da compra digital e aumenta a segurança.

“A autenticação de transações online com o uso de biometria é um passo que nos mantém à frente no processo de transformação digital no mercado de meios de pagamentos”, afirma Rodrigo Cury, superintende executivo de Cartões do Santander.

A tecnologia Identity Check Mobile, lançada pela Mastercard no Brasil em novembro do ano passado, já havia sido implementada em outros 14 países (Estados Unidos, Canadá, Áustria, Bélgica, República Tcheca, Dinamarca, Finlândia, Alemanha, Hungria, Holanda, Noruega, Espanha, Suécia e Reino Unido).

“A Mastercard trabalha para que a experiência de pagamento das pessoas seja a mais simples, segura e inteligentes em qualquer lugar e ponto de venda. Por meio do Identity Check Mobile, a autenticação das compras online é realizada com base nas características físicas e não com informações que ele pode esquecer ou até mesmo perder como senhas e códigos”, explica João Pedro Paro Neto, presidente da Mastercard Brasil e Cone Sul.

“A Dafiti ter sido escolhida para integrar este projeto reforça seu caráter smartfashion, que une moda, tecnologia e inovação, pelo qual prezamos desde o início de sua história. Cada vez mais queremos que nossos clientes tenham acesso à recursos que facilitem sua experiência de compra no e-commerce, trazendo ainda mais comodidade e primando sempre pela segurança do processo”, destaca Phillipp Povel, CEO Dafiti Group e cofundador Dafiti.

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99 é comprada pela chinesa Didi e se torna 1º unicórnio brasileiro https://www.ferraznascimento.com.br/99-e-comprada-pela-chinesa-didi-e-se-torna-1o-unicornio-brasileiro/ https://www.ferraznascimento.com.br/99-e-comprada-pela-chinesa-didi-e-se-torna-1o-unicornio-brasileiro/#respond Wed, 03 Jan 2018 15:33:39 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1087 Notícia postada originalmente em: https://conteudo.startse.com.br/startups/felipe/99-e-comprada-pela-chinesa-didi-e-se-torna-1o-unicornio-brasileiro-2018/

Nasceu o primeiro unicórnio do Brasil! Trata-se da 99, antiga 99Táxis, que foi adquirida pela chinesa Didi Chuxing em uma operação que a avaliou em US$ 1 bilhão. A aquisição foi no valor de R$ 960 milhões – já que o Didi já era acionista e não comprou 100% da empresa -, de acordo com Lauro Jardim, colunista do O Globo.

A Didi já era grande investidora da 99, o que facilitou a aquisição. A empresa chinesa é o principal rival global do Uber, tendo inclusive afugentado a gigante da China em 2017. Ela preparou uma grande “coalizão anti-Uber”, da qual a 99 fazia parte – recebendo grandes investimentos da Didi enquanto isso.

Ambas as empresas estão buscando revolucionar a forma como o transporte é realizado no mundo – algo que deverá mudar completamente a economia e nos levar de cara para a Nova Economia. Para entender as mudanças que o mundo está passando no momento, preparamos o evento 2018 – A Revolução da Nova Economia. Conheça a programação e não deixe de ir.

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10 franquias que permitem o test drive antes de fechar negócio https://www.ferraznascimento.com.br/10-franquias-que-permitem-o-test-drive-antes-de-fechar-negocio/ https://www.ferraznascimento.com.br/10-franquias-que-permitem-o-test-drive-antes-de-fechar-negocio/#respond Fri, 22 Dec 2017 13:43:15 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1083 Notícia postada originalmente em: https://exame.abril.com.br/pme/10-franquias-que-permitem-o-test-drive-antes-de-fechar-negocio/

São Paulo – Em tempos de recessão econômica e pouco capital guardado para investir em um negócio próprio, os empreendedores estão cautelosos na hora de fechar contratos. Percebendo o movimento, muitas franqueadoras oferecem uma nova garantia a seus futuros franqueados: o “test-drive” da franquia.

Por meio desse serviço, o futuro franqueado pode vivenciar um período como dono da unidade antes de assinar os papéis necessários. O empreendedor vivencia o dia a dia da operação da franquia e conhece os desafios do negócio – mesmo que seja por um curto período de tempo. Tal modelo foi inspirado no conhecido test-drive de automóveis nas concessionárias.

Dez franqueadoras explicaram ao site EXAME como funcionam seus períodos de testes, além de informações como investimento inicial e prazo de retorno do valor aportado para cada unidade franqueada. Todos os test-drives são gratuitos, mas o candidato deve bancar custos como deslocamento e alimentação.

Confira, a seguir, franquias que permitem o test-drive antes de fechar negócio:

1 – Atitude Point

Atitude Point

(Atitude Point/Divulgação)

Fundada em 2011, a Atitude Point é uma rede de franquias do ramo ótico. Atualmente, a rede possui 41 quiosques em operação.

O test-drive da marca dura de um a três dias. O candidato passa por diversos treinamentos na franqueadora e em pontos de vendas indicados pela equipe. Ele aprenderá sobre produtos da rede, sistemas de gestão, negociação com shoppings, controle financeiro e aproximação com os clientes no ponto de venda, por exemplo.

Investimento: 90 mil reais
Prazo de retorno: 18 meses

2 – Dídio Pizza

Dídio Pizza

(Marcio Hideki Kato/Dídio Pizza/Divulgação)

Na rede de pizzarias Dídio Pizza, que possui 26 lojas em operação atualmente, o test-drive dura um dia.

O empreendedor comanda uma pizzaria franqueada e conhece processos como caixa, limpeza, contagem de estoque, preparação de produtos e prospecção de clientes. Quem o ensina, da abertura da loja até seu fechamento, é o franqueado dono da unidade em que o teste é realizado.

Investimento inicial: 310 mil reais
Prazo de retorno: 27 meses

3 – Hospital do iPhone

Hospital do iPhone

(Hospital do iPhone/Divulgação)

A marca Hospital do iPhone, de assistência técnica a celulares da marca Apple, foi criada em 2014 e começou a franquear neste ano. O negócio possui duas unidades próprias e sete franqueadas.

O test-drive da franquia dura uma jornada comercial. O franqueado vive um dia de loja, observando a abordagem ao cliente, identificando os processos mais realizados e analisando o fluxo da unidade. Ao mesmo tempo, a franqueadora analisa o perfil do candidato.

Investimento inicial: 110 mil reais
Prazo de retorno: 9 meses

4 – Instituto Gastronômica das Américas

IGA, Escola de Gastronomia e Culinária

(IGA/Divulgação)

Na rede internacional de escolas de gastronomia e culinária, presente em sete países e com mais de 100 unidades em operação, o test-drive dura um dia.

O candidato a uma nova franquia passa um dia na operação, conversando com alunos, fornecedores e funcionários. O Instituto Gastronômico das Américas chegou ao país em 2008 e tem 33 unidades em território brasileiro.

Investimento inicial: 300 mil reais
Prazo de retorno: 18 a 30 meses

5 – Maria Brasileira

Maria Brasileira

(Maria Brasileira/Divulgação)

A Maria Brasileira, rede de franquias de cuidados e limpeza, foi fundada em 2012 e possui 177 unidades franqueadas em operação.

No test-drive dura um dia, mas podem ser agendados novos períodos se o candidato assim o quiser. O futuro franqueado presencia a rotina operacional de um franqueado da Maria Brasileira: chega no horário de abertura, checa a presença dos funcionários, faz pesquisas de satisfação do dia anterior e tenta agendar novos atendimentos.

Investimento inicial: 50 mil reais
Prazo de retorno: 12 a 18 meses

6 – Mordidela

Mordidela

(Mordidela/Divulgação)

A Mordidela, rede de alimentação especializada em aperitivos, foi fundada no ano passado e possui 132 unidades em funcionamento.

O test-drive da Mordidela dura aproximadamente dois dias. No primeiro dia, o interessado em investir na franquia aprende sobre o modelo de negócio. No segundo, o franqueado da unidade apresentará a rotina da loja, envolvendo sistemas de gestão, atendimento, controle da cozinha e comprovação da saída dos produtos e da movimentação dos clientes.

Investimento inicial: 64,5 mil reais
Prazo de retorno: 12 meses

7 – Ótris

Ótris

(Ótris/Divulgação)

A Ótris, rede de franquias de recuperação de créditos voltada para pequenas e médias empresas, foi fundada no ano de 2010 e entrou para o franchising neste ano. A empresa possui cinco unidades franqueadas.

O interessado na franquia é convidado a passar um dia na franqueadora e lá ele recebe um treinamento com duração de seis horas sobre o negócio oferecido pela Ótris. Nesse test-drive, o candidato também conhece a operação, caminha pelos corredores da sede, assiste pessoalmente a algumas negociações e tira dúvidas.

Nanofranquia
Investimento inicial: 8 mil reais
Prazo de retorno: 6 a 8 meses

8 – Super Estágios

Super Estágios

(Super Estágios/Divulgação)

A Super Estágios, franquias especializada nessa forma de vínculo empregatício, nasceu em 2009 e possui 14 unidades em operação ou com contrato já fechado.

O test-drive da Super Estágio possui dois dias de duração. Nele, o candidato vive uma amostra do dia a dia da unidade franqueada e conhece a operação do negócio de perto: contratação de estagiários, contato com empresas e métodos de prospecção, por exemplo.

Investimento inicial: 170 mil reais
Prazo de retorno: 19 meses

9 – Tributarie

Tributarie

(Tributarie/Divulgação)

A Tributarie é uma rede de franquias que presta serviços nas áreas tributária, financeira e de gestão fiscal. O negócio, criado em 2003, possui 42 unidades em operação e permite o trabalho home office.

O test-drive é feito em um modelo de “gerente de contas”: o futuro franqueado recebe o mesmo treinamento de vendas do franqueado, que pode ser presencial ou virtual, mas não possui vínculo com a franquia. Em troca da isenção de custos de treinamento, ele tem direito a apenas 20% sobre o valor total dos contratos fechados. É possível trabalhar de casa. Depois dessa experiência, o empreendedor pode decidir investir em uma franquia ou não.

Padrão
Investimento inicial: 40 mil reais
Prazo de retorno: 5 meses

10 – Vazoli

Vazoli

(Vazoli/Divulgação)

A Vazoli atua no segmento de serviços financeiros, créditos e financiamentos desde 2011 e possui 95 unidades em operação.

Na rede, o test-drive dura um dia. O candidato conhece todo o suporte da franqueadora e também a operação de uma unidade própria, adquirindo noções dos sistemas de gestão e da operação da franquia.

Investimento inicial: 60 mil reais
Prazo de retorno: 8 a 15 meses

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Câmara aprova parcelamento para micro e pequenas empresas https://www.ferraznascimento.com.br/camara-aprova-parcelamento-para-micro-e-pequenas-empresas/ https://www.ferraznascimento.com.br/camara-aprova-parcelamento-para-micro-e-pequenas-empresas/#respond Thu, 21 Dec 2017 16:08:04 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1080 Notícia postada originalmente em: https://exame.abril.com.br/pme/camara-aprova-parcelamento-para-micro-e-pequenas-empresas/

A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei 171/15, que cria um programa de parcelamento tributário (Refis) para as empresas de micro e pequeno porte.

Defendida pelo presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, que percorreu o Congresso Nacional nas últimas semanas, a proposta foi aprovada por 332 votos a 1 e segue para apreciação do Senado Federal. Após a sanção, já prometida pelo presidente Michel Temer, os pequenos negócios serão beneficiados pelas mesmas regras do Refis concedido às grandes empresas.

“O Congresso começa a corrigir uma injustiça que estava sendo cometida com as micro e pequenas empresas, que têm direito a um tratamento diferenciado garantido por lei. São elas que seguram os empregos do país. É uma vitória em favor da nossa economia”, comemorou o presidente do Sebrae.

Para aderirem ao Refis, as MPE terão de pagar entrada de 5% do valor da dívida, que poderá ser dividida em até cinco parcelas consecutivas. O saldo restante após a entrada poderá ser pago à vista, com desconto de 90% em juros e 70% em multa; parcelado em 145 meses, com abatimentos de 80% e 50%, respectivamente; e em 175 meses, de 50% e 25%. O prazo de adesão será de 90 dias, contados após a promulgação da lei.

Aprovado na forma do substitutivo do deputado Otavio Leite (PSDB-RJ), o projeto garante o parcelamento de débitos com o regime especial de tributação vencidos até a competência de novembro de 2017, aplicando-se inclusive para aqueles parcelados inicialmente pela Lei Complementar 123/06 e pela Lei Complementar 155/16, que reformulou regras do regime e permitiu parcelamento em 120 meses.

O valor mínimo das prestações será de R$ 300, exceto para os Microempreendedores Individuais (MEI), que terão a parcela mínima definida pelo Conselho Gestor do Simples Nacional.

Em reunião com Afif e lideranças empresariais na semana passada, o presidente Temer garantiu que vai sancionar o Refis para as MPE. No Senado, o projeto já tem o apoio do Senador Romero Jucá (PMDB/RR).

“Estou me empenhando para conduzir esse processo rapidamente aqui, de preferência ainda este ano”, afirmou o senador durante encontro recente com o presidente do Sebrae.

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Qual é o elemento fundamental para a eficiência? https://www.ferraznascimento.com.br/qual-e-o-elemento-fundamental-para-eficiencia/ https://www.ferraznascimento.com.br/qual-e-o-elemento-fundamental-para-eficiencia/#respond Wed, 20 Dec 2017 16:11:11 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1077 Notícia postada originalmente em: https://jornaldoempreendedor.com.br/destaques/inspiracao/qual-e-o-elemento-fundamental-para-a-eficiencia/

Por mais óbvio que possa parecer, muitos esquecem que a concentração é o elemento que nos permite fazer um excelente trabalho. Ela é a responsável por fazer a nossa capacidade analítica atingir rápidos resultados cognitivos, e assim podemos executar meticulosamente, mas com eficiência e objetividade, toda a sorte de tarefas que nos são delegadas.

No livro Kafka para sobrecarregados, Allan Percy dá uma dica excelente de como manter a concentração, e fazê-la trabalhar a nosso favor. Na página 84, intitulada “O mal é aquilo que nos distrai”, ele escreve:

Berto Pena, especialista em produtividade e em gestão de pessoas, mostra em seu site que as distrações digitais – e-mails, redes sociais, SMS, etc. – podem ser as principais responsáveis por nossa insatisfação no trabalho e nosso baixo rendimento.

Para nos protegermos da enxurrada de estímulos que nos esgotam e nos tornam ineficientes, ele recomenda que criemos um bloqueio mental que impeça a entrada dessas distrações:

  • Feche o programa de e-mail e qualquer notificador de novas mensagens.
  • Nada de mensagens instantâneas, chats nem tweets. Você necessita de tempo real para trabalhar.
  • Feche todos os aplicativos que não tenham a ver com o que você vai fazer agora.
  • Se precisar buscar informações na internet, faça-o antes de começar a tarefa.
  • Se o seu aplicativo permite, trabalhe com a tela cheia.
  • Ponha o celular no modo silencioso, e com o visor virado para baixo.

Com essas medidas simples, conseguimos reduzir a ansiedade e passamos a concentrar de maneira mais eficaz nossa energia mental.

Para algumas pessoas, a concentração é uma qualidade que vem mais fácil, e para outras, pode ser mais difícil. Se este for o seu caso, não se desespere. Você pode elaborar uma rotina mais disciplinada que o afaste das distrações virtuais, permitindo a você que se concentre com mais profundidade nas tarefas a serem desenvolvidas.

Evidentemente, o esforço para atingir um resultado desejável pode ser relativamente intenso, mas o resultado final fará você perceber que vale a pena o sacrifício.

Aumentar a produtividade é bom não apenas para a autoestima, mas para os rendimentos financeiros, para a satisfação dos clientes, e para os resultados finais da empresa no encerramento do mês.

Lembre-se de que todo grande resultado começa com a resoluta determinação de um pequeno esforço.

Comece hoje mesmo, e no final do mês, estará produzindo duas vezes mais que o normal.

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Empresa japonesa quer pagar parte dos salários em Bitcoin https://www.ferraznascimento.com.br/empresa-japonesa-quer-pagar-parte-dos-salarios-em-bitcoin/ https://www.ferraznascimento.com.br/empresa-japonesa-quer-pagar-parte-dos-salarios-em-bitcoin/#respond Tue, 19 Dec 2017 16:01:32 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1073 Notícia postada originalmente em: https://exame.abril.com.br/pme/empresa-japonesa-quer-pagar-parte-dos-salarios-em-bitcoin/

Toda esta história tem origem com um nome japonês, ainda nos idos de 2008.

Sob o pseudônimo de Satoshi Nakamoto, um usuário de internet até hoje não identificado (mesmo após várias tentativas, como esta e esta outra) deu início à maior bolha econômica da atualidade.

O Bitcoin é um tipo de dinheiro, assim como o real, dólar, ou euro. A grande diferença é que a moeda não existe em sua forma física, só na virtual, o que exclui a necessidade de que ela seja administrada por um governo — e faz com que seu valor dependa dos próprios compradores e vendedores, que guardam a grana em computadores do mundo todo.

Dá para dizer que a criptomoeda nunca esteve tão na moda. Só em 2017, seu valor aumentou 1500%: foi de menos de US$ 1 mil em janeiro a US$ 17 mil na última semana. Isso quer dizer que, para participar da brincadeira e comprar seu primeiro Bitcoin, um investidor tem de desembolsar atualmente a bagatela de R$ 63 mil — e contando.

Esse alto valor faz com que, normalmente, o dinheiro virtual seja comprado e vendido em frações. Investir em 0,001 Bitcoin que seja, porém, já dá acesso a um mundo todo novo. Com a moeda digital, transações anônimas e privadas, livres de quaisquer taxas bancárias, ficam ao alcance de um clique.

A oportunidade motivou muita gente a se jogar de cabeça no negócio. O problema é que, como toda novidade, o ato de comprar e vender um bem que sequer existe pode ser um tanto nebuloso.

Pensando em simplificar as coisas para seus funcionários, uma companhia do setor de TI do Japão resolveu eliminar esse meio de campo. A partir de fevereiro do ano que vem, seus 4 mil trabalhadores poderão optar em receber parte do salário na forma de criptomoeda.

“Esperamos melhorar nossa compreensão em relação à moeda virtual usando-a”, declarou Harumi Ishii, porta voz da GMO Internet, à AFP. A ideia da empresa é que, já em janeiro, consiga começar o processo conhecido como mineração, em que a aprovação de transações de terceiros recompensa com uma pequena fração da moeda.

A companhia garante que a mudança para a grana digital será facultativa. Funcionários que preferirem o pagamento à moda antiga poderão continuar recebendo em cash, como sempre foi.

Substituir totalmente o salário por Bitcoin, também, não será uma prática incentivada. Segundo a GMO Internet, o teto estabelecido para cada colaborador é de 100 mil ienes (algo na casa de R$ 2,9 mil), ou 0,046 Bitcoin por mês.

Caso uma função remunere acima disso, o restante virá em forma de dinheiro comum mesmo. Ou seja: a maioria dos funcionários não deve virar um barão das criptomoedas com a grana da firma. Mas, quem sabe, a renda cresça um pouquinho mais que do que faria na poupança — pelo menos enquanto a moda durar.

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4 cursos de finanças da Endeavor para empreendedores. https://www.ferraznascimento.com.br/4-cursos-de-financas-da-endeavor-para-empreendedores/ https://www.ferraznascimento.com.br/4-cursos-de-financas-da-endeavor-para-empreendedores/#respond Mon, 18 Dec 2017 15:06:19 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1070 Notícia postada originalmente em: http://revistapegn.globo.com/Administracao-de-empresas/noticia/2017/12/4-cursos-de-financas-da-endeavor-para-empreendedores.html

O bom funcionamento das finanças é imprescindível para o sucesso de um negócio. Não importa a qualidade do seu produto e da equipe, a empresa vai quebrar se as contas não baterem.

Se você deseja aprimorar seus conhecimentos em finanças – ou está começando a empreender agora e não sabe muito sobre o assunto – uma boa dica é acessar os cursos de gestão financeira da Endeavor Brasil.

Listamos abaixo quatro deles. Todos podem ser feitos pela internet e são gratuitos. Confira:

1. Estratégia Financeira para o Crescimento – download aqui

2. Finanças para Empreendedores – download aqui

3. Finanças Básicas para Empreendedores – download aqui

4. Financiando seu sonho: a melhor forma de buscar recursos para seu negócio – download aqui

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Administradora abandona carreira financeira e empreende com yoga em ambiente corporativo https://www.ferraznascimento.com.br/administradora-abandona-carreira-financeira-e-empreende-com-yoga-em-ambiente-corporativo/ https://www.ferraznascimento.com.br/administradora-abandona-carreira-financeira-e-empreende-com-yoga-em-ambiente-corporativo/#respond Fri, 15 Dec 2017 14:15:43 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1067 Notícia postada originalmente em: http://revistapegn.globo.com/Mulheres-empreendedoras/noticia/2017/12/administradora-abandona-carreira-financeira-e-empreende-com-yoga-em-ambiente-corporativo.html

ista de fora, a vida profissional da francesa Armelle Champetier, 32, parecia estar muito bem encaminhada – e de fato estava. Formada em administração em seu país natal, Armelle veio para São Paulo, em 2010, para iniciar sua carreira na área financeira de uma grande multinacional. Seu desempenho e dedicação lhe renderam promoções, novas oportunidades e um bom salário.

“Nesses anos, eu viajei muito e trabalhei muito, claro, ganhava bem, mas passei a pensar se esse era o tipo de vida que eu queria ter. Foi quando senti que aquilo tudo não combinava mais comigo”, diz a francesa, que foi buscar um coaching de carreira para tentar se conhecer melhor. “E foi quando percebi que eu combinava e me mantinha viva, física e mentalmente, por conta de atividades físicas e esportes”, completa.

Ainda sem não saber muito o que poderia fazer com essa informação, no final de 2016, Armelle decidiu abandonar a carreira financeira e pediu demissão. Porém, essa incerteza durou pouco tempo, pois, graças às redes sociais, no início do ano seguinte, as notificações de uma colega com quem havia estudado, a também francesa Anne-Charlotte Vuccino, apareceram em sua timeline.

“Eu e a Anne-Charlotte estudamos administração juntas e, assim como eu, ela tinha construído uma carreira tradicional, mas como consultora. Só que as coisas mudaram quando ela sofreu um acidente e quase ficou sem o movimento das pernas, e aí ela ingressou no mundo da yoga como prática e terapia. Aos poucos, ela começou a levar isso para o escritório e criou, em 2015, a Yogist, uma empresa de yoga corporativo”, afirma Armelle.

Mesmo de longe, a trajetória da antiga colega de curso inspirou Armelle. Além disso, por experiência própria, ela sabia da importância de criar intervalos para se relaxar durante a correria do dia a dia. Essas foram as duas razões que a motivaram a lidar para Anne-Charlotte e propor a vinda da empresa para o Brasil. A resposta positiva veio em poucos minutos de conversa.

Nos meses seguintes, Armelle – que praticava yoga como hobby – passou um período na Índia para se especializar na técnica e depois seguiu para a França para fazer integração com a equipe e conhecer o método Yogist. Finalmente, em agosto de 2017, as atividades da empresa se iniciaram no Brasil, em São Paulo.

Yogist (Foto: Divulgação)

“Nosso propósito é tornar o yoga acessível a todo mundo, até para pessoas que nunca entrariam em um estúdio de yoga. Porém, nossa prática é diferente de uma ginástica laboral, nós propomos momentos de desconexão, respiração, concentração e gestão do estresse e nossos exercícios são adaptados ao ambiente corporativo: sem material, sem troca de roupa e sem transpiração”, diz a francesa.

As aulas da Yogist têm uma hora de duração e são dividida em dez etapas, promovendo exercícios de respiração e movimento dos punhos, pescoço, parte de cima das costas, ombros, mãos, pernas, abdômen, lombar e quadril. Há também uma parte da aula voltada para técnicas de equilíbrio e de concentração. Ao final, a Yogist propõe um relaxamento final e meditação guiada.  “Os exercícios são simples e diferentes em cada aula. Além da nossa aula tradicional, também realizamos aulas especiais para eventos e palestras”, afirma a diretora da Yogist Brasil.

Atualmente, Armelle é a única professora da unidade brasileira, mas a francesa já está treinando professores para ofertaram o curso. “Todos eles também têm a mesma trajetória de já ter atuado em ambiente corporativo, pois nós evitamos quaisquer diálogos esotéricos, como chacras ou mantras. Nosso diálogo é voltado para o meio empresarial”, diz Armelle.
Atualmente, a Yogist está oferecendo suas aulas – que podem ser adquiridas por pacotes de, no mínimo, 3 meses – para cinco empresas da capital paulista. O valor do serviço varia conforme o número de funcionários participantes e a frequência de aulas, sendo que um participante, custa, em média R$ 30.

A Yogist Brasil já está pensando em expandir sua atuação. Segundo Armelle, um dos planos para o próximo ano é criar parcerias com espaços de coworking para oferecer o serviço. No futuro, a equipe também pensa em levar a rede para outras capitais, como o Rio de Janeiro.

“Nosso serviço é completamente escalável, porque em todos os países há funcionários que sofrem de estresse e de burnout. Mas os mercados são diferentes e exigem estratégias diferentes, estão vamos estudar. Enquanto isso, a Yogist Brasil está fazendo muito sentido em São Paulo, porque as pessoas daqui têm horários de trabalho muito extensos e lidam com um trânsito e uma rotina estressante”, afirma Armelle.

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Liderança: colocando a empresa no caminho certo https://www.ferraznascimento.com.br/lideranca-colocando-a-empresa-no-caminho-certo/ https://www.ferraznascimento.com.br/lideranca-colocando-a-empresa-no-caminho-certo/#respond Thu, 14 Dec 2017 16:49:39 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1062 Notícia postada originalmente em: http://revistapegn.globo.com/Publicidade/Petrobras/noticia/2017/12/lideranca-colocando-empresa-no-caminho-certo.html

Para um bom funcionamento, qualquer que seja o negócio, assim como as metas, os valores precisam ser amplamente definidos e também difundidos em todos os níveis de poder e de decisão. O processo, chamado Governança Corporativa, faz parte da estruturação de um sistema de Compliance e dissemina as boas práticas da empresa, definindo de forma clara códigos de conduta e ética, fundamentais como ferramentas de ação em momentos críticos.

A adoção dessas ferramentas é essencial para que as decisões em todos as esferas de uma empresa sigam os critérios pré-estabelecidos. Princípios e práticas devem garantir que os colaboradores cumpram as regras externas e internas e que tenham um comportamento ético.

Mas de nada adianta as empresas adotarem um detalhado Código de Conduta ou investirem na criação de uma área de Compliance se não for trabalhada a disseminação contínua de sua cultura em todos os setores e níveis hierárquicos. Comunicar, de uma forma constante, é primordial para o sucesso do programa.

“Não é efetivo fazer apenas um treinamento anual de quatro horas com os funcionários. É preciso diluir esse conteúdo, realizar reforços contínuos”, recomenda Fábio Prado Moreno, mestre em Direito Penal, com curso de extensão universitária em Compliance pela Universidade de Berkeley (EUA). Segundo o advogado, a realização de treinamentos ou conversas semanais é a maneira ideal de disseminar a cultura da empresa. “Assim, os funcionários vão se lembrar do assunto o tempo todo”, assegura ele, que, desde 2012, implanta a área de Compliance em companhias, realizando treinamento e capacitação.

A implementação de um setor de Compliance, com normas e medidas definidas, pode ocorrer em dois ou três meses. Mas a disseminação e incorporação por todos de novas regras e procedimentos é mais demorada. Decisões antes tomadas individualmente passam a ser compartilhadas, comitês técnicos são criados, regras de relacionamento com o time, pares, fornecedores e parceiros passam a obedecer outras premissas.

Leva tempo para todos se adaptarem. Mas há uma premissa básica que garante a assimilação do Código de Ética: o efeito cascata, ou seja, a incorporação das normas pela liderança, que acaba por inspirar sua equipe. “Sem o apoio da liderança, não existe um programa de Compliance”, alerta Moreno. “É importante que todos os líderes, a começar pelo CEO, mostrem que agem como o código determina”. Ou seja, o presidente da empresa deve ser o primeiro a respeitar as regras, inclusive aquelas que atendem os limites estabelecidos para recebimento e oferta de presentes. Ou as que estipulam valores máximos a serem gastos em almoço com clientes e fornecedores. Nessa hora, o papel da Comunicação é fundamental. São os veículos internos, específicos ou não da área de Compliance, que irão mostrar para todos os funcionários o cumprimento das regras.

Novas tecnologias
Comunicar e treinar são ações fundamentais para evitar situações de risco e adaptar o mundo corporativo à nova realidade das empresas. Ao perceber a necessidade cada vez maior das empresas treinarem seus funcionários de forma rápida e efetiva, Moreno uniu-se ao engenheiro André Cepukas e ambos desenvolveram o IComply, aplicativo que veicula documentos, comunicados, treinamentos e questionários a colaboradores, terceiros e demais parceiros.

Por meio do celular, todos acessam o conteúdo de acordo com a periodicidade e os horários definidos pela empresa. A novidade surgiu no mercado em outubro e há quem já pense em incluir o envolvimento dos funcionários no programa na hora de avaliar até mesmo a possibilidade de uma promoção. “Um cliente já avisou que futuras promoções e bônus serão considerados analisando o desempenho dos colaboradores no treinamento”, conta Moreno. O comprometimento com os princípios e as medidas definidas no código de conduta somam pontos favoráveis na hora de subir na empresa.

Três ferramentas simples para liderança corporativa:
Decisões compartilhadas
Criação de comitês técnicos
Regras de relacionamento internas e externas

O que é Governança Corporativa
O conceito de Governança Corporativa surgiu nos anos 1980, nos Estados Unidos, e chegou ao Brasil em meados do ano 2000 com a ideia de discutir, melhorar e tornar coletiva as boas práticas de cada empresa. O conceito é baseado nas práticas da transparência, prestação de contas, equidade e responsabilidade.

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Por que atualizar computador é mais importante até que antivírus para evitar ciberataques https://www.ferraznascimento.com.br/por-que-atualizar-computador-e-mais-importante-ate-que-antivirus-para-evitar-ciberataques/ https://www.ferraznascimento.com.br/por-que-atualizar-computador-e-mais-importante-ate-que-antivirus-para-evitar-ciberataques/#respond Wed, 13 Dec 2017 15:35:59 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1059 Notícia postada originalmente em: http://www.bbc.com/portuguese/geral-42318064

Informações de 143 milhões de americanos vazaram em um dos maiores ciberataques dos últimos tempos em meados deste ano, quando hackers invadiram o sistema da empresa de gestão de crédito Equifax. O método foi menos cinematográfico do que o crime em si: eles descobriram um acesso aos dados por meio de um software que estava desatualizado havia dois meses.

Aplicativos, softwares e sistemas operacionais ganham atualizações não apenas para melhorar sua aparência e a experiência dos usuários, mas principalmente para corrigir falhas de segurança.

A exploração de vulnerabilidades é uma das principais portas de entradas para hackers, que na última década transformaram o cibercrime “de uma brincadeira em um negócio lucrativo”, define Douglas Santos, que trabalha no Laboratório de Ameaças do Canadá da Fortinet, multinacional de segurança de rede.

Mesmo com o aumento expressivo do volume de ataques – e do valor das perdas -, ainda é grande o número de empresas e de usuários de computadores pessoais que são atacados por causa de descuidos como o da Equifax.

As violações de dados custarão às empresas americanas US$ 4,1 milhões (R$ 13,5 milhões) neste ano, de acordo com o estudo “Cost of Data Breach 2017”, feito pela IBM em parceria com o Instituto Ponemon.

No Brasil, país cada vez mais visado pelos criminosos, as perdas quase dobraram desde 2013, de R$ 2,6 milhões para R$ 4,7 milhões projetados para este ano. O levantamento contou com a participação de 166 organizações de 12 diferentes segmentos.

As vulnerabilidades são um tema tão importante no mundo da tecnologia da informação que a IBM tem especialistas dedicados a vasculhar programas e sistemas operacionais em busca delas para notificar os desenvolvedores, diz João Rocha, líder de segurança da companhia no Brasil.

E o período de maior risco de ataques, ele ressalta, é justamente aquele entre o lançamento de uma atualização e momento em que ela é finalmente instalada na máquina. Nesse intervalo, os hackers sabem que há uma fragilidade e tentam explorá-la nas máquinas que ainda estão desprotegidas.

“É difícil se proteger de uma vulnerabilidade ‘zero-day’ (completamente desconhecida), mas a maioria dos ataques não é desse tipo”, ele destaca.

Prevenção a 85% das ameaças

As atualizações de sistemas operacionais e de softwares ocupam o topo da lista de recomendações do analista sênior de segurança da Kaspersky Lab Fabio Assolini.

Combinadas à prática do “whitelisting” – uma “lista branca” que autoriza o download apenas de programas reconhecidamente confiáveis -, elas evitariam 85% das ameaças a computadores, ele ressalta.

O trio faz parte de uma lista de 30 estratégias reunidas pela Australian Signals Directorate (ADS), agência de inteligência do governo australiano responsável por segurança da informação, e adotadas hoje no mundo inteiro.

“O antivírus ocupa apenas a 22ª posição”, acrescenta o especialista da Kaspersky, referindo-se à modalidade que muita gente acredita ser a medida de segurança mais importante.

O descuido de manter as máquinas desatualizadas acontece em empresas de todos os tamanhos em todos os países, diz Santos, da Fortinet. E está por trás da grande maioria dos ataques que ele observa entre os dois mil clientes corporativos que atende no Brasil – de companhias na área de saúde e no setor de serviços a hotéis.

A falha nem sempre é desleixo, ressalva Assolini, da Kaspersky. “Para nós parece simples manter o sistema atualizado, mas isso é mais difícil quando você tem uma rede com centenas de computadores e nem todos usam o mesmo sistema operacional, por exemplo.”

No caso específico do Brasil, ele emenda, o fato de muitas empresas usarem softwares piratas – inclusive grandes companhias – e sistemas operacionais que não mais suportados, como o Windows XP, também facilita os ataques.

O risco dos malwares

Os principais agentes de ameaças e ataques são os softwares maliciosos – chamados de malware -, que se escondem em sites, emails, mensagens de texto, de WhatsApp e que se infiltram no computador para roubar informações ou executar funções sem o consentimento do usuário.

São malwares os vírus, trojans, worms, spywares.

Uma das estratégias mais comuns de propagação são os golpes de “phishing”, os e-mails infectados que se escondem em mensagens cada vez mais sofisticadas. O Brasil é campeão dessas fraudes.

Um exemplo recente entre os clientes da Kaspersky, conta Assolini, envolveu o departamento financeiro de uma média empresa. Um email com anexo intitulado “planilha de aumento salarial” liberava a instalação de um trojan que mudava o código de barras dos boletos bancários gerados pela companhia e fazia com que os pagamentos fossem direcionados para as contas de hackers.

“Quem não clicaria em um email que promete revelar aumento de salário?”, comenta Assolini.

Direito de imagem Getty Images
Image caption Maior ciberataque registrado, o WannaCry sequestrava dados e os liberava somente depois de pagamento

O termo malware ganhou ainda mais popularidade em maio deste ano, quando redes de empresas e órgãos públicos de diversos países foram invadidos pelo WannaCry, que sequestrava informações de computadores e só as liberava mediante o pagamento de resgate em bitcoins.

O pior ciberataque de que se tem notícia infectou mais de mil computadores do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e deixou a rede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo fora do ar por mais de 24 horas.

Novos cargos na TI

“A era de segurança digital no Brasil começou depois do WannaCry”, diz Bruno Prado, fundador da UPX Technologies, empresa de tecnologia.

Para ele, o ataque chamou atenção das empresas brasileiras, cada vez mais alvo tanto de hackers locais quanto de estrangeiros, para segurança digital.

Desde então, ele exemplifica, é cada vez maior o número de companhias que procuram softwares de monitoramento para acompanhar as atividades dos funcionários e prevenir comportamentos de risco.

Em paralelo, os departamentos de TI estão ganhando uma nova posição, diz Prado – o Chief Information Security Officer (CISO), que trabalha ao lado do Chief Security Officer (CSO) e se reporta diretamente ao presidente da companhia.

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Congresso debate a regulamentação do bitcoin https://www.ferraznascimento.com.br/congresso-debate-a-regulamentacao-do-bitcoin/ https://www.ferraznascimento.com.br/congresso-debate-a-regulamentacao-do-bitcoin/#respond Tue, 12 Dec 2017 14:58:14 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1053 Notícia postada originalmente em: https://exame.abril.com.br/mercados/congresso-debate-a-regulamentacao-do-bitcoin/?bt_ee=hKSj7sdJHcuLEykFuwjHvKVfJSoAq90+uOeLl+oUwlwXvuXTMJl1OFIctn1c/Kfo&bt_ts=1513071378392

A comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a regulamentação de moedas virtuais, como o Bitcoin, e de programas de milhagens se reúne hoje debater alguns temas que circundam o assunto.

Os convidados são Adriana Pires, assessora para Relações Institucionais da Caixa Econômica Federal, Julio Cesar Hass, sócio Administrador da Jetpag Cobranças, e Paulo Rogério Caffarelli, presidente do Banco do Brasil.

O bitcoin valorizou 1600% em 2017, chegando a mais de 18.000 dólares. A ideia do governo é que a regulamentação da moeda virtual seja feita pelo Banco Central.

Em novembro, a instituição alertou, por meio de um comunicado, que “as criptomoedas não são emitidas nem garantidas por qualquer autoridade monetária, por isso não têm garantia de conversão para moedas soberanas, e tampouco são lastreadas em ativo real de qualquer espécie, ficando todo o risco com os detentores. Seu valor decorre exclusivamente da confiança conferida pelos indivíduos ao seu emissor.”

O autor do projeto de regulamentação, deputado Aureo (SD-RJ), tem dito em entrevistas que a intenção da proposta não é prejudicar o desenvolvimento das criptomoedas, ou criar algum tipo de taxação, mas formatar um ambiente seguro para que elas existam.

Como não é possível dar uma segurança para quem compra, as pessoas teriam que ter acesso a informação sobre possíveis perdas, além de um controle sobre as corretoras e como elas agem.

A proposta de regulamentação também engloba programas de milhagem, que, na visão do deputado Aureo, podem estar emitindo mais milhas do que as empresas tenham capacidade de arcar.

Uma preocupação quanto às moedas é a forma como facilitam a atividades ilícitas. Em uma audiência em 2015, o presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Antonio Gustavo Rodrigues, afirmou que regulamentar criaria “a sensação de que a moeda é segura, o que não é; além de proteger uma atividade que é escondida”.

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, já alertou algumas vezes para o risco de formação de bolha e de pirâmide na valorização do bitcoin.

Enquanto isso, nos Estados Unidos o bitcoin ganhou um novo ar de formalidade ontem, quando começou a ter seus contratos futuros vendidos nos Estados Unidos, na Chicago Board Options Exchange, que negocia de grãos a metais há 40 anos.

O risco do Brasil é pesar a mão nos controles do bitcoin, e desestimular a inovação com blockchain, tecnologia que está por trás das moedas virtuais, mas também é uma promissora linha de inovação para a indústria financeira global.

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As 4 fases da inovação https://www.ferraznascimento.com.br/as-4-fases-da-inovacao/ https://www.ferraznascimento.com.br/as-4-fases-da-inovacao/#respond Mon, 11 Dec 2017 17:09:54 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1050 Notícia postada originalmente em: https://jornaldoempreendedor.com.br/destaques/tecnologia-e-inovacao/as-4-fases-da-inovacao/

Você quer que a sua empresa seja a responsável pela próxima grande coisa do seu mercado? Aqui está uma pequena receita

Quer ser a próxima grande empresa do seu mercado? O especialista em tecnologia Larry Downes diz que conseguir isso está mais fácil e, ao mesmo tempo mais difícil.

E se você quer saber como fazer isso, Downes pediu para observar mais longe do que a sua indústria de tecnologia, que está passando por mudanças e rupturas da noite para o dia.

Downes, co-autor do livro “BigBang Disruption: Strategy in the Age of Devastating Innovation” afirma que a notícia é muito boa para os inovadores e assustadora para as empresas que estão lutando para se manter.

Nos mercados de jogos e computadores, por exemplo, a mudança está acontecendo diariamente. Para as indústrias mais estáveis e reguladas, a mudança demora um pouco mais. Assim, quando a mudança vem, ela vai ser muito mais dramática, e até mesmo as pessoas em mercados estáveis precisam se preocupar, afirma Downes.

Ele cita o Twitter como um importante desregulador, e um exemplo de como uma ideia nova pode explodir em cena e, rapidamente ser adotados por usuários em todo o mundo.

Os empreendedores e os profissionais inovadores de hoje devem aprender a pensar e produzir de uma maneira nova.

Então, como uma empresa inovadora pode se debruçar sobre a construção de algo que vai perturbar o mercado? Aqui estão 4 estágios importantes que podem ajudar a inovação acontecer na sua empresa.

Fase #1: singularidade

Essa etapa é sobre criar experiências no mercado mais cedo. O novo modelo de inovação é baseado em uma série de experimentos, como componentes “fora da ciaxa”.

Hoje não se trata mais sobre criar tecnologia melhor e mais barata. Estamos vendo empresas e profissionais inovadores juntando coisas e lançando juntas, usando o crowdfunding para trabalhar com clientes reais.

Esta é uma maneira de baixo custo e baixo risco para construir uma marca.

Fase #2: o big bang

Esta é a fase do sucesso catastrófico, quando começa a colocar a sua inovação para rodar.

Como o Twitter, quando todo mundo gostou e o mercado adotou, quando o consumidor sabe sobre a sua inovação, você pode ir do zero a milhões de clientes.

É dessa maneira que as empresas crescem rapidamente.

As 4 fases para a inovação acontecer.

As 4 fases para a inovação acontecer.

Fase #3: o big crunch

Esta é a fase quando o mercado se torna saturado e significa que a sua marca pode desmoronar rapidamente.

Você tem o seu sucesso inicial, e acha que isso vai durar para sempre. Você pode atingir a sua saturação rapidamente, e precisa sair dela o mais rápido possível.

Acompanhe as tendências e perceba quando a maré estiver mudando para que você possa fazer as mudanças no momento certo, evitando que sua empresa se torne um dinossauro no mercado.

Fase #4: entropia

O Serviço Postal dos EUA é um grande exemplo de uma empresa que não vai mudar a tempo.

Você fica preso vendendo os mesmos produtos a um pequeno grupo de clientes. Essas empresas estão presas porque são forçadas a continuar oferecendo produtos que ninguém quer.

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Este artigo foi adaptado do original, “How to Become the Next Big Thing in Innovtion”, do Fox Business.

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Encontrando ideias https://www.ferraznascimento.com.br/encontrando-ideias/ https://www.ferraznascimento.com.br/encontrando-ideias/#respond Fri, 08 Dec 2017 13:37:50 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1046 Notícia postada originalmente em: https://jornaldoempreendedor.com.br/destaques/tecnologia-e-inovacao/encontrando-ideias

Não seria bom se as idéias viessem bem embaladas e totalmente formadas, dançando até nós e proclamando “Aqui estou, uma idéia brilhante pronta para mudar o mundo!” Isso faria isso tudo mais fácil! Mas não, eles não vêm – você tem que sair e encontrá-las.

Eles dizem que “a necessidade é a mãe da invenção”. Então, onde você pode encontrar a necessidade?

Para encontrar idéias, encontre problemas. Para encontrar problemas, fale com as pessoas.

Para encontrar idéias, encontre problemas. Para encontrar problemas, fale com as pessoas.

Nos próximos meses, vou comparecer a festas de férias e encontros familiares. Eu vou me misturar com conhecidos e familiares fora da minha rotina diária. Este é um horário nobre para descobrir alguma necessidade.

Ao conhecer pessoas de diferentes empresas ou indústrias completamente diferentes, uma das minhas perguntas favoritas a fazer é “Quais são as partes mais difíceis do seu trabalho?” As pessoas apreciam a oportunidade de compartilhar seus desafios e aproveitar a pequena dose de empatia.

Mas, mais interessante, descobre uma grande quantidade de tópicos interessantes que vão além das guloseimas típicas do cocktail.

“Passo algumas horas por dia fazendo papelada”, disse um médico amigo.

“Não tenho ideia se fazer tour de livros leva a mais vendas”, disse um amigo do autor.

“Meus pulsos sempre doem. Eu faço pausas a cada hora para fazer alongamentos, mas ainda posso acabar precisando de cirurgia para o meu RSI “, disse um amigo do engenheiro.

“Eu envio uma centena de mensagens por mês para potenciais candidatos e tenho a sorte se ouvir resposta de um punhado”, disse um recrutador.

“Estou preocupado com a falta da infância da minha filha”, disse um consultor em um projeto de cross-country.

Ocasionalmente, isso indica uma conversa sobre “Isso é como deve ser?”. Embora muitos desses problemas não sejam solucionados por novos produtos em breve, deixo essas conversas com uma maior apreciação pelas lutas que todos enfrentam.

Tanto quanto os supercomputadores em nossos bolsos transformaram como vivemos, trabalhamos e jogamos, ainda há um longo caminho a percorrer.

Espere mais do mundo. Oportunidades estão ao seu redor.

Espere mais do mundo. As oportunidades estão ao seu redor.

Nos corredores de algum lugar, talvez alguns anos atrás, talvez ainda hoje, você pode imaginar essas conversas acontecendo …

“Lembrar senhas é difícil. Mas não é seguro usar a mesma senha para todas as minhas contas. ” Há uma oportunidade.

“É estranho e irritante digitar minhas informações de cartão de crédito no meu celular.” Há uma oportunidade.

“Já estou atrasado para o trabalho, não tenho tempo para esperar na fila para o café”. Há uma oportunidade.

Os produtos tem sucesso ao solucionar problemas reais enfrentados por pessoas reais.

Os produtos tem sucesso ao solucionar problemas reais enfrentados por pessoas reais. Se eles causam grandes mudanças que perturbam os mercados, ou apenas fornecem pequenas conveniências, eles precisam ser necessários.

Quanto mais atenção você presta aos momentos de dificuldade em sua própria vida e nas vidas das pessoas que conhece, mais conscientes você será das oportunidades que nos rodeiam.

Algumas perguntas para se perguntar ao descobrir um ponto de dor:

  • Quão doloroso é esse problema? Isso acontece apenas ocasionalmente, ou está acontecendo muitas vezes por dia? Isso é apenas um aborrecimento menor ou uma fonte profunda de frustração?
  • Quantas pessoas estão enfrentando esse problema? Essa é uma situação única enfrentada por um nicho, ou algo do qual uma grande indústria sofre? Isso é apenas um problema em alguns lugares, ou acontecendo em todo o mundo?
  • Quanto sua solução reduzirá a dor? As pessoas vão clamar por isso? Será que eles motivam o suficiente para construir um hábito de se usar a nova solução?
  • Quão viável é a sua solução? É tecnicamente possível de ser implementado? A sua solução aumentaria o valor imediato, ou uma mudança total do ecossistema – como a criação de um mercado de dois lados – deve acontecer? Você pode perseguir isso de forma incremental, em uma área menor, como uma cidade específica ou uma vertical estreita?

Uma vez que você encontrou essa idéia, tente fazer a faísca manter-se viva. As idéias não emergem completamente formadas, e precisarão de sua força de vontade para transformar a faísca numa chama.

Julie Zhuo no Medium

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7 empresas (gigantes) que morreram nos últimos anos por não inovar https://www.ferraznascimento.com.br/7-empresas-gigantes-que-morreram-nos-ultimos-anos-por-nao-inovar/ https://www.ferraznascimento.com.br/7-empresas-gigantes-que-morreram-nos-ultimos-anos-por-nao-inovar/#respond Thu, 07 Dec 2017 13:59:37 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1043 Notícia postada originalmente em: https://conteudo.startse.com.br/corporate/felipe/7-empresas-gigantes-que-morreram-nos-ultimos-anos-por-nao-inovar/

Inovação é o que mantém as empresas vivas. Não há como negar mais isso. Se a sua empresa não inova, muito provavelmente outra companhia virá e tomará seu lugar. E o pior: isso também afeta empresas que já foram grandes inovadoras em seus dias.

Para continuar inovando, empresas podem tomar dois caminhos: conversar com startups ou criar programas de R&D (pesquisa e desenvolvimento) dentro de suas casas. Aqui preferimos a primeira opção, sai mais barato e efetivo para grandes empresas.

Exploramos tudo com muito detalhe no grande evento Corporate Startup Innovation, onde mostramos como empresas a lidarem com inovação no mundo de startups. O evento foi desenhado para empresas se relacionarem de forma positiva com o mundo de startups, com fortes benefícios para ambos os lados.

Conheça 7 empresas gigantes que faliram nos últimos anos:

Blockbuster

Esse é um dos casos mais famosos das últimas décadas. Quem não tem memórias de ir até uma “locadora” para alugar alguns filmes? Bom. Essa era já morreu e levou a maior franquia desse segmento junto com ela. A Blockbuster era uma companhia gigante e com uma grande clientela fiel. E mesmo assim, morreu em pouquíssimos anos, quase de maneira surreal.

As pessoas deixaram de alugar DVDs para assistir através de serviço de streaming em demanda, como Netflix e o Net Now. Para piorar: a companhia pode comprar a Netflix em 2000 e não comprou. Tudo bem, na época a Netflix era só um serviço de DELIVERY de DVD. A empresa faliu em 2013, depois de patinar por anos. É ainda mais doloroso saber que ela teve a faca e o queijo na mão, mas tomou as decisões erradas.

Kodak

Outra história famosíssima de marca super popular, reconhecida, praticamente sinônimo de seu setor e que faliu por falta de inovação. Na década de 1970, a Kodak chegou a ser dona de 80% da venda das câmeras e de 90% de filmes fotográficos. E na mesma década, ela mesmo inventou o que ia falir a empresa: a câmera digital. E surpreendentemente, ela ainda foi quase líder neste mercado.

Só que, prevendo que câmera digital iria prejudicar a venda de filmes, eles engavetaram a tecnologia. Duas décadas depois, as câmeras digitais apareceram com força e quebraram a Kodak. Ela até tentou sobreviver, lançou câmeras digitais, mas seu nome não era mais sinônimo de fotografia. Faliu em 2012 e acabou com uma marca famosíssima, que, embora esteja de volta nos dias de hoje, não é mais a mesma.

Yahoo!

Em 2005 o Yahoo! era o maior portal de internet do mundo e chegou a valer US$ 125 bilhões. Pouco mais de 10 anos depois, a companhia acaba de ser vendida por um preço modestíssimo para a Verizon, apenas por US$ 4,8 bilhões. Uma fração dos US$ 44,6 bilhões oferecidos pela Microsoft em 2008, quando a empresa já estava em crise. Tudo isso para sacramentar a morte da empresa como companhia independente.

O que deu errado? O posicionamento da companhia e a falta de inovação. Ela poderia ser o maior portal de pesquisa da internet, mas decidiram ser um portal de mídia. Foi por isso que não compraram o Google e não conseguiram comprar o Facebook. Aliás, a primeira oportunidade de comprar o Google foi por US$ 1 milhão, quando a atual empresa mais valiosa do mundo era só uma startup.

Xerox

Se as outras histórias são mais famosas, essa é a mais espetacular na minha opinião. Ela não faliu (eu menti para você no título da matéria, desculpa!), mas vale muito menos do que duas décadas atrás, mesmo sendo uma das companhias que ajudaram a criar várias tecnologias que usamos atualmente – com um dos times mais inovadores de toda a história. E seu nome, que é sinônimo no Brasil de cópia, hoje é muito menos relevante.

O PARC (Palo Alto Research Center) da Xerox tinha objetivo de criar novas tecnologias inovadoras. E conseguiram: computadores, impressão à laser, Ethernet, peer-to-peer, desktop, interfaces gráficas, mouse e muito mais. Steve Jobs só criou a interface gráfica de seus computadores após uma visita ao centro da Xerox, no coração do Vale do Silício. E ele não foi o único a “copiar” uma tecnologia deles com o intuito de lucrar. Muitos outros o fizeram e ganharam bastante dinheiro com as tecnologias desenvolvidas pela Xerox.

Contudo, um player do mercado pouco aproveitou das tecnologias desenvolvidas pela companhia: a própria Xerox. Isso é uma prova de que não adianta ter um time de inovação dentro da sua empresa criando coisas sensacionais. Inovação também é gestão. Não adianta ter os melhores inovadores na companhia se seus gerentes não conseguem implementar essas inovações para o mercado – uma regra de ouro para Larry Page.

MySpace

A primeira grande rede social dos Estados Unidos, que teve o mesmo destino do Orkut. O MySpace começou a ganhar fôlego e tração baseada na ideia de que as pessoas queriam se conectar com outras ao redor do mundo, dividir fotos e outras mídias. Parecia bacana, mas a plataforma estagnou.

Pouco tempo depois, o Facebook surgiu do nada e tomou o espaço do MySpace facilmente, criando inúmeras novas funcionalidades. O Facebook se tornou muito popular em pouco tempo e roubou todo o espaço que o MySpace tinha. Foi vendido para um grupo gigante e depois sumiu. Seu irmão mais novo vale mais de US$ 400 bilhões e é uma das empresas mais promissoras do mundo.

Atari

Outra empresa do Vale do Silício que foi engolida pelos competidores por produzir produtos de qualidade questionáveis (alguém se lembra do jogo do ET?). Não bastou criar um mercado gigante de videogames praticamente sozinha, inovando com o Pong ou com o Atari 2600.

A companhia superaqueceu o mercado de videogames no início da década de 1980 e chegou a ter que enterrar milhares de fitas não vendidas e assumir o prejuízo. Quando o mercado se recuperou, outras empresas mais inovadoras haviam tomado a liderança, como a Nintendo. A Atari até tentou entrar novamente no mercado, mas nunca mais teve sucesso. Faliu, ressuscitou, faliu de novo e atual fase da empresa foi vendida em 2008 apenas para manter a valiosa marca viva.

Blackberry

Mais uma grande empresa que faliu recentemente e que você vai lembrar do que ocorreu. A real inventora do smartphone foi a RIM no começo dos anos 2000. A companhia chegou a ter mais de 50% do mercado de celulares nos Estados Unidos, em 2007. Contudo, naquele mesmo ano, começou a sua derrocada.

O primeiro iPhone foi lançado no dia 29 de junho de 2007. A Blackberry ignorou as tecnologias que o iPhone estava trazendo, como o touch-screen e julgou que a empresa nunca seria capaz de se tornar o standard corporativo por não conseguir lidar com a segurança a nível de e-mail empresarial.

Mas a Apple dominou o mercado de consumidores pessoas-físicas e promoveu o BYOD (Bring Your Own Device, traga seu próprio aparelho) dentro das empresas. Com isso, o mercado foi redefinido e a Blackberry perdeu quase todo seu marketshare. A empresa faliu (o que foi muito bom para o ecossistema de startups de Toronto) e atualmente tenta se redefinir lentamente, com aparelhos que usam o sistema operacional Android.

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10 lições incríveis do bambu por Garr Reynolds https://www.ferraznascimento.com.br/10-licoes-incriveis-do-bambu-por-garr-reynolds/ https://www.ferraznascimento.com.br/10-licoes-incriveis-do-bambu-por-garr-reynolds/#respond Wed, 06 Dec 2017 16:30:47 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1040 Notícia postada originalmente em: https://jornaldoempreendedor.com.br/destaques/inspiracao/10-licoes-incriveis-do-bambu-por-garr-reynolds/

O bambu tem qualidades valiosas e sensacionais. Ele nos lembra da nossa própria capacidade de enfrentar as dificuldades cabendo a nós colocar essas lições (ou lembretes) de resiliência no nosso dia-a-dia por meio da persistência e prática.

Você não precisa ser perfeito.Você só precisa ser resiliente. Esta é a maior lição do bambu.

Garr Reynolds é um consultor americano, especializado em apresentações. Há muitos anos vive radicado no Japão e seu livro “Apresentação Zen”, é um best-seller mundial. Utilizando-se da rica cultura japonesa, Garr faz um paralelo entre os nossos desafios e a capacidade de resiliência de um bambu.

“Depois de plantada a semente, não se vê nada; durante cinco anos, todo o crescimento é subterrâneo, invisível a olho nu, mas, uma maciça e fibrosa estrutura de raiz, que se estende vertical e horizontalmente pela terra esta sendo construída…Muitas coisas na vida pessoal e profissional são iguais ao bambu: você trabalha, investe tempo, esforço, faz tudo o que pode para nutrir seu crescimento, e, às vezes não vê nada por semanas, meses, ou anos. Mas, se tivermos paciência para continuar trabalhando, persistindo e nutrindo, o seu 5º ano chegará, e, com ele, virá o crescimento e mudanças que você jamais esperava…”

Listamos 10 lições do bambu aqui:

1. Lembre-se: O que parece fraco é forte

“O corpo do maior bambu não é grande em comparação a muitas outras árvores da floresta. Mas ele pode suportar invernos frios e verões muito quentes e são por vezes as únicas árvores que ficam de pé após uma tempestade.”

Segundo o Mestre Jedi: “Não importa o tamanho. Olhe para mim. Você não vai me julgar pelo meu tamanho, não é? ” Temos de ter cuidado para não subestimar os outros ou nós mesmos com base apenas em velhas noções do que é fraco e o que é forte.

Não é preciso ser grande e imponente para ser forte. Você não precisa estar na maior e melhor empresa ou na escola mais popular, etc…mas como o bambu, acreditar em suas próprias forças,  permanecer de pé, e saber que você está tão forte quanto você precisa ser.

Lembre-se também que há uma força na luz, na abertura e transparência. Há uma força na bondade, cooperação e compaixão.

2. “Curvar-mas-sem-quebrar”

Uma das coisas mais impressionantes sobre o bambu é como ele se balança com a brisa. Este movimento, o balanço suave, é um símbolo de humildade.

A fundação do bambu é sólida, mas se move e balança harmoniosamente com o vento, nunca luta contra ela. Até o vento mais forte, o bambu ainda permanece firme e na altura.

Essa atitude, “curvar-mas-sem-quebrar” ou ” ir no fluxo natural”, é um dos segredos para o sucesso, ou apenas para lidar com os caprichos da vida cotidiana.

3. Ser profundamente enraizado, mas ainda flexível

O bambu é notável pela sua incrível flexibilidade. Esta flexibilidade é possível, em parte, devido à estrutura complexa da raiz do bambu para deixar mais estável o chão ao redor da floresta.

Raízes são importantes, mas em um mundo cada vez mais móvel, muitos indivíduos e famílias não têm tempo ou esforço para estabelecer raízes em suas próprias comunidades.

O desafio, então, para muitos de nós é manter-se móvel, flexível, viajantes internacionais e profissionais, ocupados, mas  ao mesmo tempo fazer o esforço e tomar o tempo para se envolver e profundamente enraizado na nossa comunidade local.

4. Desacelerar a sua mente ocupada

Mais do que nunca temos muito mais informações disponíveis  e vivemos em um ritmo muito acelerado. E se for olhar melhor, a nossa vida de trabalho é  bastante agitada e, às vezes, até caótica. Muitas vezes é difícil ver algum sinal através de todo esse ruído.

Num ambiente assim, é muito  importante tomar o momento de abrandar, acalmar a sua mente ocupada e ver as coisas mais claramente.

5. Estar sempre pronto

Segundo o grande mestre de Aikido, Kensho Furuya : “O guerreiro, como o bambu, está sempre pronto para a ação.”

Numa apresentação ou qualquer outras atividades profissionais, através de um bom treino, formação e da prática podemos desenvolver em nossa própria maneira um estado de ser sempre pronto.

Através do estudo e prática, podemos pelo menos fazer o nosso melhor para estar pronto para qualquer situação.

6. Encontrar a sabedoria no vazio

Dizem que  para aprender, o primeiro passo é esvaziar-nos de nossas noções preconcebidas. Não se pode encher um copo que já está cheio.

O interior oco do bambu nos lembra que muitas vezes estamos demasiado cheios de nós mesmos e nossas próprias conclusões e não temos espaço para mais nada. Para receber o conhecimento e a sabedoria de ambas as natureza e as pessoas, temos que estar abertos ao que é novo e diferente.

Quando você esvaziar sua mente de seus preconceitos, orgulho e medo, você se torna aberto às possibilidades.

7. Comprometa-se com o crescimento e renovação

O bambu está  entre as plantas que mais cresce no mundo. Não importa quem você é – ou onde você está – hoje, você tem um potencial incrível de crescimento.

A melhoria contínua é mais constante e incremental, onde grandes saltos e limites não são necessários. No entanto, mesmo com um compromisso com a aprendizagem e melhoria contínua, o nosso crescimento, como o crescimento do bambu, pode ser bastante notável quando olhamos para trás.

Às vezes nos sentimos desencorajados e que não estamos sendo fortes ou bem sucedidos como queremos.

Não desanime se você perceber essa falta de crescimento ou melhoria. Se você não desistir, então você está crescendo. Ser rápido ou lento não é a nossa principal preocupação, mas o avanço.

8. Utilidade expressa através da simplicidade

“O bambu em sua simplicidade expressa a sua utilidade. O homem deve fazer o mesmo.”

Gastamos muito do nosso tempo tentando mostrar como somos inteligentes, talvez para convencer os outros e até a nós mesmos que somos dignos de atenção e elogios. Muitas vezes complicamos o simples para impressionar e não conseguimos simplificar o complexo com medo do que os outros possam saber o que sabemos.

Se podemos perder esse medo, talvez pudéssemos ser mais criativos e encontrar soluções simples para problemas complexos.

9. O poder de reerguer-se

O bambu é um símbolo de boa sorte e um dos símbolos das comemorações de Ano Novo no Japão. A imagem importante do bambu coberto de neve  representa a capacidade de reerguer-se após ter experimentado a adversidade.

Bambu envergado pela neve.

Bambu envergado pela neve.

No inverno, a neve pesada dobra a parte traseira do bambu para trás…até que um dia a neve se torna tão pesada, começa a cair, mas o bambu consegue voltar a sua altura novamente, descartando toda a neve. O bambu suporta o fardo pesado da neve, e no final ele tem o poder de reerguer-se, como se dissesse: “Eu não fui derrotado.”

10. Sorrir, rir e brincar

A palavra sorrir ou rir em chinês : 笑う. No topo são dois pequenos símbolos de bambu (竹 ou tomar).

Diz-se que o bambu tem uma forte associação com o riso, talvez por causa do som que as folhas de bambu conseguem fazer em um dia ventoso. Se você usar sua imaginação, soa um pouco como a floresta rindo, um som calmante. O bambu em si também tem uma conexão com as brincadeiras das gerações tradicionais, a pipa japonesa e nas artes e ofícios, como fazer uma boneca.

Sabemos intuitivamente a importância de sorrir, rir e brincar, e a ciência agora moderna mostra evidências de que esses elementos desempenharão um papel essencial e importante na nossa saúde física e mental.

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MEI terá novas regras de enquadramento em 2018. Conheça https://www.ferraznascimento.com.br/mei-tera-novas-regras-de-enquadramento-em-2018-conheca/ https://www.ferraznascimento.com.br/mei-tera-novas-regras-de-enquadramento-em-2018-conheca/#respond Tue, 05 Dec 2017 14:48:23 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1037 Notícia postada originalmente em: http://revistapegn.globo.com/MEI/noticia/2017/12/mei-tera-novas-regras-de-enquadramento-em-2018-conheca.html?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=post

Microempreendedores Individuais (MEI) devem estar atentos para as novas mudanças do Simples Nacional que entram em vigor no dia 1º de janeiro de 2018. Com o aumento do limite de faturamento do MEI para R$ 81 mil, os empreendedores que faturaram em 2017 entre R$ 60 mil e R$ 72 mil poderão optar pelo pagamento de uma multa sobre o excedente e permanecer enquadrados no mesmo regime tributário.

Até este ano, um dos requisitos para ser MEI era faturar até R$ 60 mil. Porém, após a aprovação do Projeto de Lei 125/2015 – Crescer sem Medo, que prevê alterações no Simples Nacional, o limite anual de faturamento para adesão ao regime tributário do MEI passa para R$ 81 mil a partir de 1º de janeiro de 2018.

Entre as situações, está a do MEI que faturou até 20% acima do teto, ou seja, teve em 2017 uma receita de até R$ 72 mil. Nesse caso, ele poderá optar pelo pagamento de um percentual, variável de acordo com o setor de atuação, sobre a diferença do valor que excede R$ 60 mil, permanecendo automaticamente como MEI. “Ou seja, se o MEI faturou R$ 65 mil, irá pagar um percentual de 4% para as atividades ligadas ao setor de comércio, 4,5% para a indústria e 6% para os serviços, sobre a diferença de R$ 5 mil”, explica a analista do Sebrae Minas Viviane Soares.

No entanto, se o MEI extrapolou os 20% do teto – faturando mais de R$ 72 mil –, ele pagará um percentual sobre o total do valor excedido. “Se faturou R$ 75 mil, pagará os percentuais já citados sobre os mesmos R$ 75 mil. Nesse caso, a permanência dele como MEI não será automática. Terá de informar à Receita Federal, por meio do Portal do Simples Nacional, que pretende voltar a ser enquadrado como MEI”, informa a analista do Sebrae Minas.

Mas, em qualquer das situações, o ideal é que o MEI que excedeu o teto válido até este ano (R$ 60 mil) procure um contador para avaliar a melhor decisão a ser tomada em relação ao regime tributário para o seu negócio. “Faturando mais, o empreendedor deve verificar se vale a pena continuar como MEI ou migrar para Microempresa. Por isso, a avaliação do contador é essencial”, justifica Viviane Soares.

Em caso de dúvidas, procure os Pontos de Atendimento do Sebrae Minas em sua cidade ou entre em contato com nossa Central de Atendimento, pelo telefone 0800 570 0800.

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10 passos para você construir um aplicativo para smartphone https://www.ferraznascimento.com.br/10-passos-para-voce-construir-um-aplicativo-para-smartphone/ https://www.ferraznascimento.com.br/10-passos-para-voce-construir-um-aplicativo-para-smartphone/#respond Mon, 04 Dec 2017 14:23:14 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1034 Notícia postada originalmente em: https://conteudo.startse.com.br/para-empreendedores/felipe/10-passos-para-voce-construir-um-aplicativo-para-smartphone/

A verdade é uma só: que atire a primeira pedra quem nunca pensou em desenvolver um aplicativo para smartphone. Não importa onde tenha sido que você teve a ideia, provavelmente você já ficou imaginando o que fazer depois.

Bom, é para isso que existe o StartSe!! Separei um pequeno manual para você com 10 passos práticos para construir um aplicativo. Contudo, obviamente a realidade é mais complexa – então esse manual serve como um guideline.

Depois de ler essa lista, se você tem real interesse em empreender através de um aplicativo (ou alguns) para smartphone, talvez o melhor seja você dar uma olhada no ebook Passo a Passo para construir uma startup – a ideia é passar todos os passos com você e te ajudar a evitar os problemas que podem matar sua empresa.

Passo 1: Tenha um problema ou uma ideia em mente

Se você já sabe o que você quer construir, vá para o passo dois. Contudo, se você ainda não tem, é fácil arranjar um. O que você precisa é de um problema para resolver e, por sorte, eles estão em todos os lugares.

Empreendedores de sucesso resolvem problemas que outros não teriam imaginado. A grande maioria dos produtos surge para resolver problemas existentes. Faça uma lista, e escolha o seu, pense muito a respeito e descubra o que você pode fazer para resolver.

O mundo digital é perfeito para isso: é hora de transformar tudo que você conhece e facilitar. É uma oportunidade de ouro para empreender.

Passo 2: Identifique a necessidade

Tendo sua ideia, é hora de validar o que foi pensado. Há inúmeras maneiras de fazer isso. Uma delas é conversar bastante com seu público alvo, montar Google Forms, ver a busca pela solução do seu problema no Google Keyword Planner, criar uma landing page que mostra o que seu aplicativo pode fazer. O que não pode é não validar e ir para a selva com a faca nos dentes.

Passo 3: Desenha o que você quer construir

Após a validação, é hora de você colocar suas ideias no papel. Detalhe tudo que você quer construir, como quer que cada coisa funcione, vislumbre o futuro. Cada função deve ter um direcionamento explícito neste documento, detalhadamente. Esse documento vai ser o mapa do seu aplicativo e ajudará os desenvolvedores a ter noção do que você quer.

Passo 4: Remova tudo que não for o core do seu aplicativo

Agora que você desenhou como deve ser seu aplicativo, é hora de cortar tudo que não é essencial do planejamento. Neste primeiro momento, você quer oferecer apenas o que é o principal do seu aplicativo, sem as funções que são “bacanas de se ter”, mas não são necessárias e que podem ser adicionadas depois. Isso vai manter os custos baixos. Esse vai ser seu MVP.

Passo 5: Contrate sua equipe

Agora, é hora de contratar quem vai te ajudar nesta empreitada. É perfeitamente possível criar um aplicativo sozinho, mas é melhor você ter mais desenvolvedores do seu lado – principalmente se você não é um. Não terceirize seu projeto: para você, é sua empresa, para os outros, é só mais um trabalho entre outros tantos.

Passo 6: Design, design, design

A sua primeira, segunda e terceira prioridades devem ser ter um bom design para seu aplicativo na hora de desenvolver. E deve seguir a cabeça de Steve Jobs para tal: o design não é apenas como o seu aplicativo se parece, é como ele funciona. Estude UX (User Experience) e UI (User Interface). E mantenha o design simples e funcional

Passo 7: Crie contas de desenvolvedor

Você precisa ter contas de desenvolvedor para conseguir publicar o seu aplicativo nas lojas de aplicativos. A Play Store cobra US$ 25 (cerca de R$ 85), enquanto a App Store cobra entre US$ 99 e US$ 299 (entre R$ 337 e R$ 1.020), dependendo de sua necessidade. Você pode tanto criar contas como pessoa física como pessoa jurídica.

Passo 8: Desenvolva e coloque analytics

Aplicativo desenvolvido, coloque alguma ferramenta de análise de dados nele. Isso te ajudará a ter noção de quantos downloads, do engajamento dos usuários e da retenção deles. Com essa informação você vai…

Passo 9: Use o Feedback para melhorar a experiência

Conforme você vai recebendo dados, use esse feedback para melhorar a experiência de seu aplicativo. Vá resolvendo os problemas aos poucos e trazendo algumas melhorias aos poucos. A beleza de uma startup está no ciclo de usar o aprendizado para constante melhorias, conforme ensinado no Lean Startup.

Passo 10: Novas Features

Agora que o MVP do seu aplicativo está funcionando, comece a trabalhar em todas as funções que você planejou no passo 3, mas que tirou no passo 4. Vá adicionando-as aos poucos e analisando a aceitação de cada uma delas.

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10 verdades difíceis sobre criar coisas https://www.ferraznascimento.com.br/10-verdades-dificeis-sobre-criar-coisas/ https://www.ferraznascimento.com.br/10-verdades-dificeis-sobre-criar-coisas/#respond Fri, 01 Dec 2017 18:48:31 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1031 Notícia postada originalmente em: https://jornaldoempreendedor.com.br/destaques/startup/10-verdades-dificeis-sobre-criar-coisas/

Ser um criador não é para ser fácil.

1.Você pode morrer sem terminar nada

Quando você é criativo, a menos que você tenha a sorte de ter um contrato de livro ou um emprego em uma publicação, você não tem muita responsabilidade. É uma liberdade muito privilegiada, mas é uma liberdade pela qual pagamos.

Isso significa que a maior parte do tempo, o mundo continuará girando se você deixar o planeta e nunca terminar outro trabalho. E também significa que você é o único que pode fazer você terminar qualquer coisa.

Porque se você não se empurra, todos os dias, para acordar e olhar no espelho e ignorar o sentimento de quase exaustão que vem com tentar se equilibrar a criatividade e a própria vida, você poderia morrer sem acabar nada.

2. Algumas pessoas conseguem ficar ricas criando coisas. Mas esse não é o ponto.

Não há poucos exemplos de fundadores de startups e estrelas do rock que fizeram uma quantidade grande de dinheiro e nunca mais terão que trabalhar em suas vidas. Eu queria ser um deles, acredite.

Se você quer ganhar mais dinheiro que o Tio Patinhas, está tudo bem. Não há nada de errado com isso.

De todas as formas, planeje ganhar dinheiro. Trabalhe para ganhar dinheiro. Capitalize financeiramente o sucesso que você tiver.

Mas se você deseja criar algo com honestidade e integridade, seja uma startup ou um álbum de música japonesa, você deve pôr de lado esse foco em ficar rico.

3. Você vai ser mal interpretado, mas não importa

Todos queremos que as pessoas nos entendam e compreendam o nosso trabalho e compreendam o que nos motiva. Em alguns níveis, o ato de construir algo é uma tentativa de comunicação em nosso próprio idioma. Isso poderia ser um aplicativo, uma linha de código ou um livro.

Mas ninguém fala a mesma língua que você. E as pessoas vão perder o ponto, ler as entrelinhas e adicionar suas próprias opiniões e interpretações para o que você fizer.

Isso vai ser frustrante, e você vai se irritar.

Isso importa? De jeito nenhum. Tudo o que importa é que você ouça o que o impulsiona e cria o que precisa ser criado.

4. Ter um emprego é uma experiência de aprendizagem, não um obstáculo

As empresas podem demorar um pouco, os apps não são sempre um sucesso instantâneo, e tenho notícias de que os escritores lá fora – mesmo Kim Kardashian não conseguem vender mais de 30.000 cópias de um livro. A maioria de nós não será capaz de ganhar a vida com o que construímos imediatamente. É aí que entra um emprego.

Quando tudo o que você quer fazer é trabalhar em seu próprio projeto e criar algo que importe, é frustrante ter que deixá-lo de lado todos os dias e concentrar-se no trabalho que lhe dará dinheiro. O emprego que pagará as contas. O trabalho de escritório com o terno de negócio ou o turno de 9 horas em um terno que você odeia usar.

Mas eu desafio qualquer um a mostrar-me um trabalho do qual não se pode aprender alguma coisa. Eu trabalhei no McDonald’s por 5 anos, quando tudo o que eu queria fazer era pintar skates e fazer turnês com uma sucessão de bandas porcarias. Ensinou-me a gerir as pessoas, a gerir o meu tempo, a servir os clientes e a surpreender e encantar as pessoas quando elas não esperam.

5. O trabalho que você ama pode não ser reconhecido

A melhor coisa que já escrevi, na minha opinião sincera, é uma história curta de 5 páginas sobre minhas experiências tocando punk rock e saindo com meus melhores amigos antes que a vida nos separasse. Adoro isso, e estou orgulhoso disso. De vez em quando, quando leio isso, honestamente sinto que não consegui a mesma emoção bruta em qualquer coisa que criei desde então.

Infelizmente, para todos os que mostrei não aguentam meu texto. Eles simplesmente não conseguem.

Parte de ser capaz de criar qualquer coisa (e você pode criar qualquer coisa) é ser capaz de aceitar que o que ressoa com você pode ser odiado por todos os outros.

6. Seu pior trabalho pode ser seu legado

Há um reverso do ponto anterior, 5. O trabalho que você sempre gostou pode te decepcionar, as peças e os conceitos e as empresas que viveram a altura dos seus sonhos podem ser pelas quais você será lembrado. Você quer saber por quê?

Você não conseguirá controlar a percepção das outras pessoas para seu trabalho.

7. Os artistas e criadores famintos são apenas empreendedores sem conhecimento comercial

Com a internet onde está, não há razão para que você não possa transformar o que você constrói em pelo menos um fluxo de receita pequena. Como? Você precisa tratar isso como um negócio.

Qualquer coisa pode ser uma startup.

Você pode tomar qualquer trabalho criativo que você está buscando e transformá-lo em um negócio, se você tentar o suficiente. Mas você tem que tratá-lo como um negócio. Ter um produto, ter um plano de marketing e entender como aumentar a receita. Leia quase todos os livros sobre startups. Não seja um artista faminto, seja um empresário com um toque para pintura.

8. Quando você quiser desistir, ninguém vai impedí-lo …

… Na verdade, eles provavelmente celebrarão. A maioria das pessoas fala sobre Richard Branson, Paul McCartney e JK Rowling como se fossem deuses.A maioria das pessoas fala sobre empreendedores e criativos em bom tom e os admira por serem corajosos e inovadores.

Mas se você diz que quer começar uma empresa ou escrever um livro, eles mudarão de música.

Não sei por que isso é assim. Eu gostaria de saber. Como regra geral, se todos nós vivêssemos nossas vidas pelo que a maioria das pessoas queria que fizéssemos, haveria uma quantidade infinita de engenheiros, advogados e médicos e nunca mais haveria outro romance publicado.

Então, quando você começa a duvidar do seu caminho (e você irá), há uma boa chance de que ninguém te impeça de desistir ou te dê apoio para continuar.

A única pessoa que lhe dirá para não desistir é você. Porque a única pessoa que realmente acredita é você.

9. Talento não significará nada se você não terminar nada.

Subtítulo: Sempre. Esteja. Fechando.

Isso é algo que eu acho difícil de aceitar. Não importa o quão bom seja o que eu crie, só importa quando eu está finalizado.

Meu mantra: Coloque na rua.

Você nunca poderá criar seu melhor trabalho se você não publicar nenhum trabalho. Você nunca transformará sua startup em um Google se você nunca conseguir levantar uma landing page com um formulário de registro de e-mail e um vago conceito de MVP.

Nada precisa ser perfeito.

Leia essa linha novamente até você acreditar.

Agora leia-a novamente até que você possa pensar em uma maneira melhor de fraseá-lo.

Viu? Nada é perfeito.

Você deve poder deixar de lado seus medos e seu nervosismo e se comprometer a publicar seu trabalho, publicar sua música e lançar seu conceito. Você precisa, porque, se não o fizer, você nunca realizará as coisas que deseja realizar. E seus sonhos morrerão.

10. Você é tão bom quanto seu último tiro. Faça cada um contar.

Acabar e publicar coisas imperfeitas não é uma desculpa para não se esforçar muito.

Não há desculpa para não tentar muito.


Escrito por Jon Westenberg no Medium

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Inspiração: o que aprendemos com a história de Elon Musk. https://www.ferraznascimento.com.br/inspiracao-o-que-aprendemos-com-historia-de-elon-musk/ https://www.ferraznascimento.com.br/inspiracao-o-que-aprendemos-com-historia-de-elon-musk/#respond Thu, 30 Nov 2017 17:09:33 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1027 Notícia postada originalmente em: http://revistapegn.globo.com/Empreendedorismo/noticia/2017/11/inspiracao-o-que-aprendemos-com-historia-de-elon-musk.html

Se hoje Elon Musk é um dos empreendedores com maior potencial de mudar o mundo, o que o fez chegar até aqui? E mais: como nós podemos nos inspirar para que nos tornemos o Elon Musk de outras indústrias?

Em frente a uma multidão de clientes e colaboradores, ali está ele. Desta vez, com um produto que promete revolucionar seu setor e o mundo de forma definitiva.

A cada momento em que ele conta algo novo sobre o que está sendo lançado, precisa parar de falar tamanho o alvoroço e o volume de palmas da multidão emocionada.

Pode parecer que estamos falando de Steve Jobs quando lançou o iPhone, mas dessa vez quem está no ápice de seu jogo é o empreendedor Elon Musk, que em novembro de 2017 acaba de revelar dois novos produtos:  um carro superesportivo que chega de 0 a 100km/h em 1,9 segundos e um caminhão, ambos 100% elétricos.

Este anúncio tem o propósito de popularizar ainda mais veículos elétricos no mundo, torná-los mais acessíveis, autônomos e “sexy” de uma forma que eles nunca foram.

Elon é um showman improvável: é um pouco gago e um nerd autêntico. É formado em economia e física e gosta (muito) de foguetes. Porém, ele não é apenas um nerd.

Ele é hoje, talvez, a pessoa que tem maior potencial de mudar o mundo com as empresas que cria.

A maior parte dos empreendedores começa pequeno e não imagina quão longe vai chegar. É difícil tangibilizar exatamente como tudo vai acontecer. Exatamente como começou a história deste empreendedor serial que nasceu na África do Sul de forma simples e nada previsível, bem longe do Vale do Silício, onde reside há mais de duas décadas.

Ele emigrou para o Canadá ainda adolescente e, logo em seguida, para os Estados Unidos. Depois de se formar na Universidade da Pensivânia, foi para San Francisco em um carro velho empreender no ano de 1995.

Morou em um apartamento que também era o seu escritório e lá criou com alguns amigos uma empresa chamada Zip2, com capital inicial de US$ 28 mil emprestados do pai.

A empresa era uma espécie de páginas amarelas virtual, que após alguns anos foi vendida para a Compaq por mais de US$ 307 milhões. Esse foi seu primeiro grande sucesso, dos muitos que teve.

Metas cada vez maiores
Quando o tamanho das conquistas muda, muda também o tamanho das metas. Isso é evidente na forma como Elon adaptou seus objetivos ao longo do caminho.

Como todos os empreendedores brilhantes, ele sempre criou seus modelos de negócio desconstruindo a forma como as coisas tradicionalmente são feitas, repensando modelos pré-concebidos. Assim, em 1999 constatou que a internet iria revolucionar o sistema bancário, previu a revolução das fintechs muito antes de o termo se tornar “pop”.

Criou a empresa de meio de pagamentos X.com, que se fundiu um ano depois com o Paypal, mudou o paradigma do pagamento online e foi vendida para o eBay por US$ 1,5 bilhão em 2002. Ele era, na época, o maior acionista da empresa, com cerca de 11% de participação.

Nesse momento, poderia ter se aposentado ou se tornado um investidor de outras companhias, como muitos o fazem, mas decidiu não só continuar, como dar duas das cartadas mais arriscadas da sua vida. O alvo mudou novamente, dessa vez de forma absurdamente grandiosa!

Criou em 2002 a SpaceX e em 2003 adquiriu uma startup recém-inaugurada chamada Tesla Motors. Talvez nunca nenhum outro empreendedor na história da humanidade tenha tido a ousadia de traçar logo na fundação da empresa propósitos tão ambiciosos quanto os que Elon Musk definiu para esses novos empreendimentos. E em duas empresas ao mesmo tempo!

A SpaceX reinventou a maneira como se transporta cargas ao espaço. Diminuiu historicamente o custo dos voos de foguetes, terceirizando fretes para a NASA, Facebook e outras empresas de tecnologia. Fez isso utilizando técnicas de fabricação “lean” (enxuta), que são mais eficientes, e teve a ideia disruptiva de reaproveitar os foguetes fazendo-os pousar de volta ao solo na vertical.

O custo de “frete” por quilograma enviado à Estação Espacial Internacional hoje de um foguete SpaceX é quase 60% menor que o da NASA. Além disso, a empresa privada enviou mais missões ao espaço em 2017 do que qualquer nação do mundo, incluindo a Rússia. O propósito da SpaceX é quase inacreditável, massivo e, se atingido, muda a história: “Tornar a humanidade uma espécie multiplanetária”.

Resolver problemas cada vez maiores
O propósito da Tesla, empresa que fabrica veículos elétricos e opera na área de energia solar e baterias, não poderia ser menos importante. Em 2006 Elon Musk escreveu um MasterPlan (Plano Diretor) para a empresa, que dizia: “O propósito da Tesla Motors (e a razão pela qual estou fundando a empresa) é o de acelerar o movimento de transição de uma economia baseada em mineração e queima de hidrocarbonetos para uma economia solar e elétrica, a qual acredito ser primariamente, apesar de não a única, solução a sustentabilidade.”

Ao longo da década seguinte após criação das duas empresas, Elon quase perdeu todo o dinheiro que havia feito com o Paypal, pois demorou mais que o esperado a monetizar suas ideias, porém prevaleceu.

No início da Tesla Motors criou a primeira versão do Roadster, um veículo esportivo 100% elétrico que custava o preço de um Porsche, com o intuito de aos poucos ir criando produtos de maior escala e menor custo. E foi o que aconteceu: nos anos seguintes a Tesla lançou o Modelo S e o Modelo X, menos caros, que hoje são tidos como dois dos melhores carros do mundo em termos de conforto, segurança e tecnologia.

Como não havia fornecedores disponíveis, aperfeiçoou dentro de casa o processo de fabricação das baterias de Íons de Lítio, o componente mais caro e complexo. Ele diminuiu fortemente seu custo por meio da criação da Gigafactory, uma fábrica de mais de 1,2 milhão de metros quadrados no deserto de Nevada. Com a maior escala, o custo das baterias diminuiu, com o custo mais baixo, houve maior demanda e, portanto, maior escala. Assim, se deu um ciclo virtuoso que permitiu que Elon Musk lançasse um produto que agora compete em preço e design com os veículos a combustão tradicionais produzidos em massa: o Modelo 3.

Uma das façanhas do lançamento do Modelo 3 foi que, com a popularidade que a Tesla já havia atingido no mundo, a empresa decidiu cobrar US$ 1.000 para cada interessado em reservar uma unidade (Retainer). O resultado, sem que ninguém sequer houvesse visto o novo veículo, foi a reserva de mais de 360 mil unidades. Ou seja, a companhia levantou por volta de US$ 360 milhões antes de apresentar o produto.

As primeiras unidades seriam entregues apenas em julho de 2017, mais de um ano depois do lançamento. Grande parte dos clientes que pagou pela reserva receberá seu Modelo 3 em 2018. Os caminhões e o novo Roadster começarão a ser entregues apenas após 2019. Esse é o símbolo da confiança que a marca criou.

A Tesla adiantou em vários anos o crescimento dos setores em que atua. Não fosse por sua popularidade, nossos pais e avós não conversariam no almoço de domingo sobre a inevitabilidade do crescimento da energia solar e dos veículos elétricos!

Os carros da Tesla fazem updates automáticos durante a noite e aperfeiçoam seus sistemas remotamente. Todos os carros que saem das fábricas hoje já possuem hardware para serem 100% autônomos, podendo viajar de uma cidade a outra sozinhos, hoje só não o fazem pois são limitados pelo software interno, que ainda não está pronto, e pelas leis de trânsito.

É por isso que a empresa, que possui cerca de 30 mil funcionários e entregou um pouco mais de 76 mil veículos em 2016, tem valor de mercado maior que a Ford — que tem mais de 100 anos de história e entregou 6,6 milhões de veículos no ano passado!

A empresa cumpriu as promessas iniciais do MasterPlan e segue para o futuro não só revolucionando o setor automotivo, mas também o setor energético mundial. Até 2016, a Tesla se chamava “Tesla Motors” e nesse mesmo ano decidiu retirar o “Motors” do seu nome.

A razão para isso se deu dez anos antes
Em 2006, em uma viagem com dois primos ao festival Burning Man, Elon recomendou que abrissem uma empresa de energia solar fotovoltaica, pois aquele seria o futuro do setor elétrico. Os primos (Lyndon e Peter Rive) levaram a sério a recomendação e criaram a Solar City, empresa que se tornou nos primeiros 5 anos a maior operação de energia solar fotovoltaica dos Estados Unidos, instalando sistemas em mais de 360 mil telhados e empregando mais de 12 mil pessoas.

Elon investiu Seed Money (capital semente) na criação da SolarCity, era Chairman e o maior acionista da empresa até o momento de sua aquisição (obviamente) pela Tesla em 2016, por US$ 2,6 bilhões. A marca Solar City deixará de existir e se tornará Tesla Energy. Nas lojas da Tesla atualmente já são vendidos sistemas solares fotovoltaicos em conjunto com os veículos. A ideia é que os “postos de gasolina” se tornem carregadores elétricos nas garagens dos clientes, e o “poço de petróleo” migre para seus próprios telhados!

O sonho sempre tem que crescer independentemente da escala em que nos encontramos. Apesar das metas absurdamente ambiciosas que traçou no passado, Elon Musk continua querendo mudar ainda mais coisas.

Ele, que se tornou, nos últimos anos, um dos homens mais ricos do mundo, viaja constantemente em seu jato entre Los Angeles (SpaceX) e São Francisco (Tesla), tem 6 filhos e continua investindo em ideias ainda mais excêntricas, como inteligência artificial, transporte de alta velocidade por túneis a vácuo (Hyperloop).

E quer fazer seus foguetes transportarem pessoas de um ponto a outro do mundo em minutos (Nova York a Shangai em 39 minutos). Iniciativas que visam cada vez mais revisar a forma tradicional como a humanidade faz as coisas.

Em uma entrevista recente ao TED ele deixou claro sua forma de pensar quando disse: “Eu não quero ser o salvador de ninguém. Eu só quero pensar no futuro e não me sentir triste”. Amém!

*Por José Renato Colaferro, cofundador da Blue Sol, em Endeavor Brasil 

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Itália proíbe uso comercial não autorizado do ‘Davi’, de Michelangelo https://www.ferraznascimento.com.br/italia-proibe-uso-comercial-nao-autorizado-do-davi-de-michelangelo/ https://www.ferraznascimento.com.br/italia-proibe-uso-comercial-nao-autorizado-do-davi-de-michelangelo/#respond Wed, 29 Nov 2017 19:07:38 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1024 Notícia postada originalmente em: https://brasil.elpais.com/brasil/2017/11/24/cultura/1511510369_559972.html

A imagem da célebre escultura Davi, do gênio renascentista Michelangelo, não poderá mais ser empregada com fins comerciais sem autorização prévia, conforme uma decisão proferida nesta sexta-feira pelo Tribunal de Florença (Itália). A partir de agora as empresas italianas ou europeias que desejarem reproduzir a imagem do Davi em seus produtos terão de obter a autorização da Galeria da Academia, o museu que a abriga, e pagar as taxas correspondentes.

A Justiça aceitou assim a solicitação da Advocacia do Estado contra a atividade de uma empresa que aparentemente vendia ingressos para a Galeria estampadas com a imagem da estátua, por um preço superior ao da bilheteria oficial.

No regulamento, conhecido como “anticambista”, o Tribunal de Florença (região central da Itália) intima a companhia turística a retirar todas as imagens do Davi de seus produtos e a publicar o texto da sentença no seu site e em três jornais.

O ministro italiano da Cultura, Dario Franceschini, elogiou o regulamento, que servirá para aplacar “os muitos casos de revenda pela Internet e de uso impróprio das imagens do patrimônio cultural” sem autorização prévia.

“Embora o Código dos Bens Culturais seja muito claro sobre esse tema, ainda há muitos casos (…). Este regulamento representa um importante passo à frente na proteção dos direitos dos consumidores e das obras custodiadas nos museus italianos”, afirma o ministro em nota.

A monumental escultura, realizada em mármore pelo gênio Michelangelo Buonarroti entre 1501 e 1504, é um dos símbolos da Itália e da cultura italiana, presente numa enorme variedade de souvenires.

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5 livros e ferramentas para criar uma cultura em que o cliente realmente vem em primeiro lugar https://www.ferraznascimento.com.br/5-livros-e-ferramentas-para-criar-uma-cultura-em-que-o-cliente-realmente-vem-em-primeiro-lugar/ https://www.ferraznascimento.com.br/5-livros-e-ferramentas-para-criar-uma-cultura-em-que-o-cliente-realmente-vem-em-primeiro-lugar/#respond Tue, 28 Nov 2017 17:14:47 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1021 Notícia postada originalmente em: https://endeavor.org.br/customer-success-5-livros-e-ferramentas-para-criar-uma-cultura-em-que-o-cliente-realmente-vem-em-primeiro-lugar/

Caio sempre foi ótimo em fazer novos amigos. Ele parece ser proativo, solícito e confiável. O tipo de pessoa que, depois de um almoço, você sente como se já conhecesse há anos. O problema é que, logo depois de vocês ficarem amigos, ele some. Deixa para responder o WhatsApp dois dias depois, não atende as ligações e, no fundo, não está muito preocupado em saber como você está. Ele é aquela pessoa que está sempre rodeada de gente diferente, mudando de amigos como troca de roupa.

Alguns empreendedores são exatamente como Caio. Treinam um time inteiro de Vendas para ter o pitch na ponta da língua e convencer os novos clientes de que são proativos, solícitos e confiáveis. Porém, depois de fechado o negócio, desaparecem do radar. O SAC não responde, o 0800 deixa o cliente esperando, o atendente não dá bom dia e todas as promessas iniciais — a chamada proposta de valor — não são bem assim como foi dito.

Isso acontece porque a maioria das empresas se importa mais em vender, do que em servir.

O que elas não percebem é que essa estratégia sai mais caro do que deveria. Porque mesmo que você tenha um grande número de novos clientes entrando todo mês, o seu funil está furado. Em algum momento, eles vão embora. E, normalmente, vão bater na porta da sua concorrência. É então nesse momento que o empreendedor começa a prestar atenção ao cenário, quando o churn (taxa de cancelamentos) começa a incomodar e parece que a força de vendas não está trabalhando como deveria. Mas não se deixe enganar, talvez o desafio não esteja em gerar novas vendas ou em abrir novos leads, mas sim no seu relacionamento!

Já parou para pensar que muitas empresas têm uma meta de vendas no ano, mas, quase nenhuma tem um indicador de retenção ou retorno dos clientes?

As empresas que são centradas no cliente e preocupadas genuinamente em entregar o que as pessoas pedem, gastam menos esforços para reter os clientes atuais — e ainda multiplicam esse número pela indicação de sua marca a amigos e colegas. Seria como a rodinha de amigos do Caio que não muda mais a todo momento — e só tende a crescer.

Nessa seleção, indicamos livros e ferramentas que vão te ajudar a criar uma organização centrada no consumidor e, por consequência, reter os clientes atuais para obter um crescimento sustentável.

Satisfação Garantida: aprenda a fazer da felicidade um bom negócio, por Tony Hsieh

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Nessa empresa, o chefe paga dois mil dólares para os candidatos desistirem do treinamento se não estiverem satisfeitos. Os clientes amam tanto o serviço que decidem até se casar no escritório. E se alguém ligar para o SAC pedindo uma pizza, eles dão um jeito de entregar — mesmo sendo um e-commerce de sapatos. Essa é a Zappos, empresa idealizada por Tony Hsieh e referência mundial em uma cultura que coloca “o cliente em primeiro” lugar. Nesse livro, Tony revela como conseguiu escrever essa história — e como qualquer empreendedor pode fazer o mesmo com seu negócio.

Por que ler?

Livros de negócios costumam ser difíceis de ler do começo ao fim, sem cansar. Mas a linguagem de Tony e as experiências que ele compartilha são tão cativantes que você nem vai perceber os capítulos voarem, principalmente do meio para o fim. Não chega a ser um manual, com passo a passo definido, mas ele consegue transmitir os porquês e como essa cultura foi construída do zero, o que por si só já vale a leitura.

Editora HarperCollins
Valor: A partir de R$ 23,16

Nos Bastidores da Disney, por Tom Connellan

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A Disney conseguiu. Desvendou a magia na prática. Até hoje, ela sabe como ninguém surpreender as pessoas, tirá-las de suas vidas estressantes e ocupadas demais e conduzi-las por experiências repletas de encantamento. Esse é o livro que explica o negócio por trás da magia: como ela cultiva a excelência no atendimento por meio da real atenção aos detalhes, de uma visão bem ampla do que é a concorrência e, acima de tudo, do empoderamento que dão aos funcionários.

Por que ler?

Sua leitura é rápida e fluida — não deve durar mais do que uma viagem de avião. E o mais legal: leva o leitor para um passeio, junto de cinco executivos que estão fazendo um curso no Disney Institute para entender como funciona o modelo de gestão deles. Os aprendizados vão se revelando por uma série de exemplos que eles mesmos vivenciam e mostram ao empreendedor que lê uma relação muito clara: você só será capaz de gerar encantamento nos seus clientes, se antes, puder fazer isso com seus funcionários.

Editora Saraiva
Valor: A partir de R$ 24,95

The Cult of the Customer: Create an Amazing Customer Experience That Turns Satisfied Customers Into Customer Evangelists, por Shep Hyken

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O “Sucesso do Cliente” não é um departamento, mas sim uma filosofia. E não precisa ser complicada, apenas eficiente. Ao longo do livro, Shep desdobra as 5 fases que são inerentes a uma cultura centrada no consumidor:

Incerteza: tenha certeza de que a experiência é consistentemente boa, use os indicadores certos para nunca perder isso de vista;
Alinhamento: simplifique a visão e a missão da sua empresa para ficar claro qual é o “job to be done” que ela entrega;
Experiência: uma boa experiência faz o cliente confiar mais em você e, por consequência, ficar;
Cabeça de dono: torne essas experiências previsíveis, de forma que as pessoas possam contar com você;
Encantamento: crie uma experiência que é consistentemente melhor que a média.

Por que ler?

Os capítulos bem definidos te ajudam a pular para a parte que mais te interessa, caso não tenha tempo de ler por inteiro. Além disso, tem uma série de histórias reais vividas pelo autor que materializam as boas práticas que ele compartilha. Em alguns momentos, pode soar um pouco vago com frases como “faça seus clientes amarem sua marca”, mas, no geral, é mais prático e direto ao ponto. Para você fazer aquilo que, no fundo, já sabia, mas nunca tinha colocado em prática.

Editora John Wiley & Sons
Valor: A partir de R$79,90

Ferramenta Job to be done: você está entregando o que seu consumidor quer?

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Nessa ferramenta, o empreendedor coloca em prática os conceitos vistos nos livros acima, porém com um olhar estratégico para a oferta de serviço: se você quer criar uma empresa centrada no consumidor, aquilo que você oferece hoje é exatamente o que ele precisa?

Por que usar?

Nesse canvas, você identifica as necessidades mais intrínsecas que estão por trás da decisão de compra do seu cliente e consegue usá-la para melhorar sua proposta de valor e diferenciação no mercado.

Faça o download clicando aqui

A Pergunta Definitiva 2.0, por Fred Reiccheld

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Com tudo isso dito, como você vai saber que o seu cliente está mais satisfeito? A resposta é bem simples.

Pergunte a eles: “Você nos recomendaria um amigo?”

Essa pergunta resume a metodologia do NPS – Net Promoter Score, usada pelas maiores empresas do mundo — como Netflix, Apple e Microsoft. A resposta dela varia de 1 a 10, sendo que:

De 0 a 6 – são clientes detratores, com grandes chances de não comprarem novamente de você, ou pior, de falarem mal de você para amigos e colegas
De 7 a 8 – são clientes neutros, que compram de você, mas a qualquer momento, podem comprar de um concorrente que puder oferecer melhores condições
De 9 a 10 – são clientes promotores, que gostam muito do seu serviço a ponto de indicarem para amigos e colegas.

Por que ler?

A metodologia é simples, mas o indicador é extremamente realista. Trocando as pesquisas que levam 15 minutos para serem preenchidas por essa pergunta, o empreendedor terá feedbacks mais frequentes e assertivos sobre o serviço ou produto que oferece.

Editora Elsevier
Valor: A partir de R$72,90 (versão em inglês disponível)

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Google revela métodos preferidos dos hackers para invadir contas do Gmail https://www.ferraznascimento.com.br/google-revela-metodos-preferidos-dos-hackers-para-invadir-contas-do-gmail/ https://www.ferraznascimento.com.br/google-revela-metodos-preferidos-dos-hackers-para-invadir-contas-do-gmail/#respond Mon, 27 Nov 2017 17:53:32 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1018 Notícia postada originalmente em: https://brasil.elpais.com/brasil/2017/11/14/tecnologia/1510661373_118000.html

A pegada digital dos usuários da Internet abrange redes sociais, registros financeiros e informações de caráter sensível, como fotos, guardadas em serviços de armazenamento na nuvem. Frequentemente, um endereço de email é o único respaldo de tudo isso. Encontrando a senha ou as perguntas de segurança para a sua recuperação, hackers podem baixar todos os dados da vítima, limpar sua conta bancária e apagar as cópias de segurança.

Personalidades como o presidente da França, Emmanuel Macron, a política norte-americana Sarah Palin e a agência de notícias Associated Press, dos EUA, já sofreram o sequestro de suas contas on-line. Mesmo assim, apesar da crescente preocupação dos usuários com a segurança, as recomendações dos especialistas continuam voltadas para medidas preventivas que as vítimas poderiam adotar, e poucas vezes para a raiz do problema: como se dão as grandes violações da segurança digital, onde os delinquentes compram as listas de senhas roubadas e quais são os métodos preferidos dos hackers.

Partindo dessa premissa, o Google, em colaboração com a Universidade da Califórnia em Berkeley, analisou durante um ano o ecossistema de roubos e de compra e venda de senhas nos mercados negros da Deep Web, identificando 788.000 vítimas potenciais dos keyloggers, programas que capturam o que o usuário tecla ou o que ele vê na tela, enviando esses dados a um servidor externo controlado pelo hacker. Há também 12,4 milhões de vítimas potenciais dos kits de phishing, a prática de enganar o usuário para que ele digite sua senha em sites falsos controlados pelos bandidos, e 1,9 bilhão de senhas expostas por falhas de segurança que são vendidas nos mercados negros.

Classificados por seu risco, detectamos que o ‘phishing’ é a maior ameaça, seguida pelos ‘keyloggers’ e as violações de segurança em serviços de terceiros

Segundo os investigadores, entre 12% e 25% dos ataques de phishing e keylogger resultaram na obtenção de uma senha válida para acessar a conta da vítima no Google. Mas os deliquentes cibernéticos vão além e usam ferramentas cada vez mais sofisticadas para tentar obter o número de telefone, a direção IP e a geolocalização do usuário, a fim de burlar as medidas de segurança que os sites adotam.

“Classificados por seu risco, detectamos que o phishing é a maior ameaça, seguida pelos keyloggers e as falhas de segurança em serviços de terceiros”, concluiu o Google em seu estudo. As violações dos sistemas de segurança, como a sofrida pelo Yahoo, afetam diretamente a segurança das contas do Gmail e de outros serviços. Segundo o estudo, entre 7% e 25% das senhas obtidas coincidem com a estabelecida no Gmail, porque os usuários tendem a reutilizar as mesmas combinações.

O Brasil está entre os 10 países mais afetados pelas grandes falhas de segurança, sendo líder mundial nos ataques de keyloggers (18,3% do total de vítimas), segundo a investigação.

A educação do usuário é a melhor iniciativa para aumentar a sua segurança

A autenticação em dois passos e as medidas de segurança adicionais incorporadas por serviços como Gmail podem evitar o sequestro imediato das contas quando os hackers obtêm a senha, mas nem sempre isso é suficiente. Os delinquentes podem contar com ferramentas para interceptar os SMSs de verificação em dois passos ou a geolocalização do dispositivo. É preferível empregar métodos de autenticação exclusivos, como o Google Authenticator ou a verificação através de aplicativo oferecida pelo Twitter em iOS e Android.

Embora a verificação em dois passos seja a solução mais eficaz e imediata, o Google detectou que apenas 3,1% das vítimas que recuperaram sua conta habilitaram essa proteção contra futuros sequestros. “A educação do usuário é a melhor iniciativa para aumentar sua segurança”, dizem os investigadores.

Os leitores de impressões digitais e o inovador sistema de reconhecimento facial incorporado no novo iPhone X são as melhores opções para implementar uma segunda verificação forte, única e dificilmente violável pelos hackers. Além disso, não exige uma conscientização e instrução prévia do usuário, porque é programado para aparecer assim que o celular é ligado.

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Você delega ou “delarga”? Veja como aprimorar uma habilidade fundamental para sua liderança. https://www.ferraznascimento.com.br/voce-delega-ou-delarga-veja-como-aprimorar-uma-habilidade-fundamental-para-sua-lideranca-2/ https://www.ferraznascimento.com.br/voce-delega-ou-delarga-veja-como-aprimorar-uma-habilidade-fundamental-para-sua-lideranca-2/#respond Fri, 24 Nov 2017 15:06:23 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1015 Notícia postada originalmente em: https://endeavor.org.br/voce-delega-ou-delarga-veja-como-aprimorar-uma-habilidade-fundamental-para-sua-lideranca/

Delegar passando algo para alguém de qualquer jeito é fácil, mas delegar com eficácia não é algo tão fácil assim. Na minha visão, trata-se de uma das habilidades mais complexas a serem desenvolvidas em um líder, porém uma das mais essenciais e fundamentais para o crescimento das pessoas e da organização.

No meu entendimento, a habilidade em si não é tão difícil de ser aprendida. Agora, o que está por trás, aquilo que sabota de forma inconsciente, isso sim, é algo que requer sua atenção total, empreendedor. E é disso que quero falar neste espaço.

Vejo a delegação como o seguinte processo: “O de passar algo a ser feito para alguém, em forma de desafio, para que essa pessoa se desenvolva e cresça com isso, compartilhando com ela a responsabilidade pelo resultado do que é feito”. Isto é importante lembrar, porque muita gente acaba confundindo, acreditando que delegar é passar a responsabilidade, e isso pode levar à armadilha de delargar, tipo, eu passo a responsabilidade e depois eu cobro. Ora, quando transferimos uma tarefa para um colaborador, não deixamos de ser responsáveis por ela.

Contratar já é delegar

Entendo a atividade de delegar também, como uma das primeiras e mais importantes habilidades que devem ser desenvolvidas por qualquer empreendedor. Porque na medida em que o negócio cresce e que você começa a contratar as pessoas, você está delegando algo, você já está transferindo um conjunto de atribuições — compartilhando a responsabilidade com essa pessoa para o novo cargo, a nova função.

Por exemplo, quando contrata uma pessoa para o departamento financeiro: você delega uma série de atividades da área, mas a responsabilidade pelo todo continua sendo sua.

E para que o ato de delegar ocorra da melhor forma possível, acredito que quatro passos fundamentais devam ser respeitados:

1 – É preciso ter clareza do que se vai pedir, da tarefa a ser delegada; Este ponto muitas vezes deixa margens a dúvidas, pois sem clareza do que deseja, quando a pessoa retornar com a atividade realizada, pode ser que não atenda o que era necessário, e você pode dizer: “Não era bem isso que eu queria ou estava pensando.”

2 – É preciso saber exatamente quem poderá executar essa tarefa; saber qual a pessoa certa para aquele job; nesse caso, se cairmos na armadilha de escolher quem está mais disponível, em vez de quem está mais preparado para atividade, corremos o risco de desmotivar a pessoa e nos frustramos com o resultado.

3 – Deixar claro quais são os recursos e os limites para essa pessoa. Retomando o exemplo da área financeira: o colaborador precisa saber até onde pode ir. Até onde tem pode atuar, dentro de limitações ou regras. Como exemplo, seguir os valores da empresa, as leis, ter um orçamento definido, o tamanho do time que a pessoa terá à disposição, etc.

Deixar tudo isso claro é fundamental para que o seu processo de delegação tenha margens menores para erro. E um ponto que destaco aqui, como quarto passo, são os encontros periódicos com seus “delegados” para o follow-up, para se fazer um alinhamento. De quanto em quanto tempo vocês vão se encontrar para azeitar as atividades e para que você tome pulso do andamento?

Quando não cumprimos qualquer um desses passos, a nossa delegação corre o risco de não ser tão eficaz.

Delegou? Então deixe seus colaboradores trabalharem

Então, cumpridas essas etapas, de ter clareza do que, saber quem e quais os limites, vem outro aspecto fundamental da delegação: dar autonomia, para somente alinhar alguns pontos nas reuniões de follow-up. É super importante deixar que seu time se sinta à vontade para tocar o trabalho, para que possam usar todo o seu potencial. Uma grande dica é delegar o QUE precisa ser feito e deixar o COMO deve ser feito com a pessoa, dando liberdade para ela usar os recursos que ela tem disponível dentro dos limites pré-estabelecidos.

Agora, isso depende de um ponto delicado: a confiança. Que, claro, sofre a influência da complexidade da tarefa a ser delegada.

A meu ver, existem dois tipos de confiança — o quanto confiamos no caráter de uma pessoa, e nesse caso, se não existe esse tipo de confiança, não faz sentido ter essa pessoa no time; e o quanto confiamos na sua capacidade para realizar algo, no seu potencial para superar um desafio específico. Neste caso, precisamos ter consciência sobre o tempo de cada um, para que possamos delegar a tarefa certa para a pessoa certa, para um resultado de qualidade no prazo desejado. Afinal, pode ser que ela não consiga agora, mas que daqui algum tempo ela consiga, pelo fato de ter desenvolvido determinadas habilidades, e o desafio de algo novo é um ótimo caminho para isso.

Agora, quando você confia, quando dá um desafio para a pessoa certa de que ela poderá cumpri-lo, todos saem ganhando. A pessoa, cresce com a superação; você, como próprio líder, terá mais tempo livre para se dedicar a pontos estratégicos; e a empresa, crescerá também com o crescimento de todos.

Por trás da confiança, há uma fator determinante que é ainda mais profundo: o nosso mindset, que é a forma como estamos programados para funcionar, e ele é formado por um conjunto de crenças e valores que podem favorecer ou dificultar, neste caso, o nosso processo de delegação.

E posso afirmar por experiência própria: a maioria dos líderes “empaca” por causa do mindset. Por não se conhecerem direito, permitem que os seus padrões mentais sabotem a delegação. Por isso, não tenho dúvidas de que o ponto-chave para um processo mais efetivo vai além de desenvolver a Habilidade, é necessário chegar a níveis mais profundos de autoconhecimento.

Quando não nos conhecemos bem, sem perceber, experimentamos sentimentos nocivos diante do ato de delegar. Insegurança, falta de confiança, preocupação, frustração, etc. E muitas vezes sequer imaginamos a origem desses sentimentos; não fazemos ideia.

Acredito que aí resida a diferença entre o delegar, de fato, e o que chamo de “delargar”. Acredito também que delegação é um processo de investimento de tempo, pois ao dedicar atenção para todos esses pontos, procurando se conhecer mais, tenho certeza que você conseguirá aprimorar o seu processo de delegação, gerando um ganha-ganha-ganha — Quando compartilho a responsabilidade, gero um desafio para alguém, tenho como resultado, ganho do meu tempo além do meu crescimento, o da pessoa e consequentemente o crescimento do meu negócio.

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5 tendências da inteligência artificial para 2018. https://www.ferraznascimento.com.br/5-tendencias-da-inteligencia-artificial-para-2018/ https://www.ferraznascimento.com.br/5-tendencias-da-inteligencia-artificial-para-2018/#respond Thu, 23 Nov 2017 13:07:15 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1007 Notícia postada originalmente em: http://revistapegn.globo.com/Tecnologia/noticia/2017/11/5-tendencia-da-inteligencia-artificial-para-2018.html

A ideia de robôs e de máquinas que interagem com seres humanos já não nos parece tão surreal como era há alguns anos atrás. Aos poucos, a inteligência artificial vem sendo uma tecnologia adaptada e utilizada em diversos setores da humanidade, possibilitando que usuários vivenciem melhores experiências ao experimentar produtos e serviços.

Se essa tecnologia só tende a ganhar aperfeiçoamentos e se tornar cada vez mais disruptiva, quais serão, então, os próximos caminhos que a inteligência artificial irá seguir? O executivo James Paine, fundador da agência de investimento californiana West Realty Advisors, California, decidiu tentar prever as tendências dessa tecnologia em um artigo no portal Inc. Confira o que Paine diz que podemos esperar para o ano de 2018:

1. Linguagem mais humana
Uma das grandes dificuldades que se tem para utilizar a inteligência artificial é a dificuldade que máquinas e computadores têm para entender a linguagem humana. Figuras de linguagem, expressões e diferentes formas de formar frases são formas naturais que utilizamos para nos comunicar no dia a dia, mas que máquinas, restritas a comandos específicos, não conseguem compreender.

Conforme empresas passam a apostar em chatbots em seus sites e aplicativos, a necessidade de se construir uma inteligência artificial mais acostumada ao modo de falar humano se torna uma questão fundamental.  Um exemplo é o que o Google tem feito. Já em 2015, a inteligência artificial da empresa era capaz de conversar sobre o significado da vida com seus usuários.

2. Reconhecimento de emoção
Assim como as palavras que se usam para formar discursos, os indivíduos também expressam emoções em seus diálogos. Sarcasmo, tristeza, ironia ou felicidade são nuances perceptíveis em conversas de humanos, mas incompreensíveis pelas máquinas.

Porém, conforme a inteligência artificial vem ganhando aperfeiçoamentos, essa barreira de comunicação talvez não exista mais entre humanos e máquinas no futuro. Recentemente, prestadores de saúde mental vem desenvolvendo chatbots que podem atuar como conselheiros, de forma que eles são capazes de entender as emoções e guardar os históricos de interações com os usuários. Exemplo disso é o chatbots de psicoterapia chamado Karim, que já foi usado para tratar de pacientes que sofrem de estresse pós-traumático.

3. Aperfeiçoamento na análise de dados
Além da inteligência artificial, o big data também é um termo muito recorrente na atual sociedade e quem vem sendo explorado como forma de entender padrões de clientes e consumidores, aumentando o potencial de negócios. É interessante perceber que, conforme as máquinas ficam mais inteligentes, a forma que elas podem perceber e analisar dados se torna mais eficaz. Isso tende a revolucionar a maneira como iremos interagir com dados nos próximos anos.

4. Mais debates sobre a ética da IA
Quando o assunto de inteligência artificial é trazido à tona, com frequência, se questiona se as máquinas são capazes de pensar a partir de morais e éticas humanas. Ou seja, se um robô cometer um crime acidental, quem deverá ser punido? A empresa que o adquiriu ou o desenvolvedor do algoritmo? O robô deve ser destruído ou punido por conta de suas ações?
Enquanto não se tem respostas universais para esses questionamentos, algumas empresas nos EUA e em outros países vem desenvolvendo entidades jurídicas próprias para definir os direitos e responsabilidades de seus robôs.

5. Fim de teorias da conspiração
Filmes e teorias sobre como a inteligência artificial iria roubar empregos de todos seres humanos e que ela seria capaz de resolver todos os problemas da humanidade caem por terra. Apesar de todos seus avanços, a indústria da IA ainda está vivendo um processo inicial e as chances de que os robôs dominem o mundo são escassas. À medida que a sociedade se acostumar com a IA e compreendê-la melhor, essa visão e excitação para com os robôs irá desaparecer e a tecnologia ficará restrita a conversas com propósitos de resolver problemas reais.

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Anterioridade de nome empresarial não é suficiente para anular marca registrada https://www.ferraznascimento.com.br/anterioridade-de-nome-empresarial-nao-e-suficiente-para-anular-marca-registrada/ https://www.ferraznascimento.com.br/anterioridade-de-nome-empresarial-nao-e-suficiente-para-anular-marca-registrada/#respond Wed, 22 Nov 2017 15:49:38 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1004 Notícia postada originalmente em: http://www.migalhas.com.br/Quentes/17,MI269047,11049-Anterioridade+de+nome+empresarial+nao+e+suficiente+para+anular+marca

A anterioridade de nome empresarial, por si só, não é o suficiente para justificar a anulação de registro de marca. O entendimento é da 3ª turma do STJ, que rejeitou recurso interposto por uma empresa de chocolates de Santa Catarina que buscava o impedimento do uso de nome igual ao seu por parte de uma empresa do setor de carnes e laticínios de São Paulo.

De acordo com os autos, a empresa catarinense foi fundada em 1995 sob o nome “Chocolates Franz Indústria e Comércio LTDA. – ME”. No ano seguinte, 1996, a empresa “JFC Franz Alimentos LTDA.” foi fundada, registrando o nome “Franz alimentos” como nome de mercado. O registro de marca foi concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Intelectual – INPI em 2007.

Ao tomar ciência do uso do nome “Franz” por parte da marca, a empresa de Santa Catarina entrou na Justiça para pedir a anulação da marca registrada de São Paulo. Em sua defesa, a companhia de chocolates alegou que a empresa paulista não tinha o direito de utilizar o nome em razão do direito de precedência do registro.

Ao julgar o caso, o juízo da 25ª vara Federal do RJ julgou o pedido improcedente, considerando que apenas o critério cronológico é insuficiente para a anulação do registro, e que a questão deveria ser examinada sob a ótica do critério de territorialidade, já que as partes estão sediadas em estados distintos.

Já o TRF da 2ª região negou recurso da recorrente e manteve a sentença, tomando por base os mesmos fundamentos que o juízo da 1ª instância.

Em recurso da empresa ao STJ, a 3ª turma manifestou o entendimento de que a anterioridade de nome empresarial só pode impedir o uso ou o registro de marca idêntica ou semelhante se as marcas estiverem no mesmo âmbito geográfico de exploração de atividades ou se o nome anterior tiver sido estendido para todo o território nacional.

Ao considerar que ambas as empresas foram constituídas perante as juntas comerciais de seus Estados e que nenhuma estendeu a proteção de seu nome empresarial ao âmbito nacional, o colegiado negou provimento ao recurso da companhia catarinense.

A turma também concluiu que “não houve má-fé, deslealdade concorrencial ou aproveitamento parasitário de quaisquer das partes”.

No acórdão, a relatora, ministra Nancy Andrighi, ressaltou que o entendimento manifestado pela empresa de Santa Catarina está de acordo com a antiga interpretação do STJ. Porém, o entendimento não é mais aplicado pela Corte.

“Embora ambas as partes atuem no segmento alimentício, consta ainda do acórdão recorrido que a recorrente atua especificamente no segmento de chocolates, doces e afins, ao passo que a recorrida atua somente no segmento de carnes, derivados e comércio de mercadorias, aplicando-se, portanto, o princípio da especialidade das marcas, segundo o qual marcas idênticas ou semelhantes podem coexistir, desde que identifiquem produtos suficientemente distintos e insuscetíveis de provocar confusão ou associação.”

Confira a íntegra do acórdão.

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Brasileiro lança “robô” para investir em imóveis com o menor risco possível. https://www.ferraznascimento.com.br/brasileiro-lanca-robo-para-investir-em-imoveis-com-o-menor-risco-possivel/ https://www.ferraznascimento.com.br/brasileiro-lanca-robo-para-investir-em-imoveis-com-o-menor-risco-possivel/#respond Tue, 21 Nov 2017 12:52:32 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=1000 Notícia postada originalmente em: http://www.infomoney.com.br/imoveis/noticia/7074038/brasileiro-lanca-robo-para-investir-imoveis-com-menor-risco-possivel

SÃO PAULO – Para o empreendedor serial Stefan Schimenes, a forma como se investe no mercado imobiliário até hoje é uma “loucura”. Isso porque se leva em conta, principalmente, a intuição e o emocional humanos no momento de tomar uma decisão potencialmente milionária – e que, via de regra, compromete quase toda a riqueza de uma pessoa comum. Foi dessa convicção, e da aposta que, em um tempo, o mundo inteiro pensará como ele, que Stefan partiu para lançar seu mais novo empreendimento, a Investorise.

Em sociedade com o estoniano Gert Stahl, Stefan desenvolveu uma ferramenta que, utilizando todos os dados disponíveis no mercado imobiliário norte-americano, seleciona apenas os melhores imóveis possível do ponto de vista de investimento. São cruzadas informações como potencial de valorização, probabilidade de vacância, valor de aluguel e dados demográficos do bairro onde um imóvel se encontra – tudo em curto espaço de tempo -, para permitir otimização máxima nas tomadas de decisões.

Filho de empreendedor, Stefan nunca quis trabalhar para outras pessoas, e nunca pensou pequeno: ele diz que seu sonho é criar uma empresa de US$ 1 bilhão com 15 funcionários. Desde os 20 anos, usa sua energia na criação de negócios, e alguns deles se mostraram bem-sucedidos. É o caso da empresa de marketing digital Cazamba, aberta por ele em 2015 e que até hoje é importante no ramo – mas que, para o jovem ambicioso, não parecia grandiosa o suficiente.

Uma das experiências cruciais para a carreira Stefan foi a oportunidade de trazer as operações do AirBnb no Brasil, em 2011, por meio do contato com um investidor alemão. Ele foi o executivo responsável pela estruturação da startup por aqui e, a partir do contato com a empresa de hospedagem, teve a ideia de focar no mercado imobiliário, que considerou ideal para conseguir criar sua própria “empresa de bilhão”. Em 2015, começou a colocar a ideia em prática.

“Se você falar para qualquer pessoa ‘eu te de dou 500 mil reais para investir em qualquer ação’, ela vai ficar horas, dias, semanas analisando a ação, conversando com analistas. Com imóveis, a gente até leva um tempo visitando, mas toma a decisão financeira mesmo em minutos”, compara Stefan. Ele conta que passou por problemas ao comprar um imóvel para investir logo antes do início da crise brasileira. “Em termos de equity, não foi a melhor escolha que fiz. E eu percebi, estudando, que esse problema não é só meu e nem só do brasileiro”, mas que também existe nos Estados Unidos, um mercado de três trilhões de dólares que “eram investidos usando feeling”.

Fundo de investimento

Enquanto idealizava a tecnologia de análise, Stefan percebeu que poderia aproveitar esse potencial em um produto próprio – e turbinar os ganhos. A partir da Investorise, criou um fundo de investimento imobiliário que utiliza de todas as informações analisadas pelo seu sistema para garantir a maior rentabilidade com o máximo de segurança possível.

“Nós conseguimos comparar todos os imóveis que estão à venda no mercado e fazer uma projeção financeira para cada um deles: por quanto a gente consegue alugar, qual a despesa operacinal de ter esse imóvel, quanto ele deve apreciar, qual o risco… A gente calcula um monte de coisa. Então a gente pensou: se você sabe onde tem ouro, você não conta para as pessoas onde ele está, você extrai esse ouro”, pondera Stefan.

Segundo Stefan, os imóveis selecionados pela Investorise não apenas têm grande probabilidade de apreciação como também de geração de renda. A ideia é que o fundo renda com aluguel constantemente até o momento de venda de cada unidade imobiliária. “A estratégia short é a geração de renda com aluguel e a estratégia long é a apreciação, de tal forma que o investidor nunca vai perder dinheiro com a gente”, garante o empreendedor. “No pior dos casos, se o imóvel não apreciar, ele tem a renda do aluguel”.

Com tíquete inicial de US$ 1 milhão, uma pessoa de qualquer parte do mundo pode investir nesses imóveis, nos EUA, sem precisar passar pela burocracia, complicada e desconhecida, de adquirir uma casa por conta própria. A projeção de retorno desse investimento é de mais de 10% ao ano.

De início, as casas adquiridas pelas empresa são residenciais e custam entre US$ 250 mil e US$ 300 mil. Essa faixa de preço também é uma forma de aumentar a segurança do fundo: cada investidor terá seu dinheiro aplicado em diferentes propriedades: se, por acaso, alguma delas estiver vaga, outras garantirão a renda de curto prazo. “Tem funcionado muito bem, a rentabilidade vem se comprovando”, garante o criador do produto.

Nos dois últimos anos, Stefan e Gert Stahl conseguiram investimentos de pouco mais US$ 20 milhões, tanto para o fundo quanto para o sistema de inteligência artificial. O lançamento oficial foi em julho desse ano, e a ideia é passar a oferecer cada vez mais formatos de fundos aos investidores interessados, sempre diversificando os ativos.

Humanos não são dispensáveis

Qualquer especialista em imóveis concorda: a escolha de um imóvel tem relação direta com elementos imensuráveis matematicamente. Uma cada bem cuidada, com muita iluminação natural, vale mais que sua vizinha cujos quartos são posicionados no porão. Stefan e seu sócio também sabem disso.

“Temos parcerias em todas as localidades que trabalhamos, com corretores, property managers, enfim, pessoas que visitam as localidades para dar credibilidade ao que o sistema filtra”, conta o CEO. Ele conta que cerca de 90% do output que chega para a equipe é rejeitado, justamente por conta de fatores pouco palpáveis e do grau de desejo de cada propriedade. Isso ocorre porque ideia é diminuir, e não aumentar, o grau de risco do investimento imobiliário.

Por que os EUA?

Investidores interessados em utilizar um sistema como o Investorise no Brasil podem se preparar para as más notícias: segundo Stefan, o país não possui a eficiência necessária para “treinar” o algoritmo com a mesma precisão do país norte-americano. “No Brasil teria que montar uma empresa para a organização de dados antes de criar um sistema como o nosso. Porque o machine learning precisa ser treinado”, resume o empreendedor.

Nos EUA, todos os imóveis são sempre listados uma única vez em um sistema generalizado ao qual todos os cidadãos podem ter acesso, muito diferente do mercado imobiliário que conhecemos. “Para você ter uma noção, tem estado que eu compro tudo pela internet. Faço a escritura, apertando um botão no meu e-mail”. Nada disso significa que os planos param por aqui: “a oportunidade nos Estados Unidos é infinita, mas o plano é expandir”.

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Empresa anuncia cartão de crédito que faz pagamentos em bitcoin. https://www.ferraznascimento.com.br/empresa-anuncia-cartao-de-credito-que-faz-pagamentos-em-bitcoin/ https://www.ferraznascimento.com.br/empresa-anuncia-cartao-de-credito-que-faz-pagamentos-em-bitcoin/#respond Fri, 17 Nov 2017 15:57:51 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=997 Notícia postada originalmente em: http://www.infomoney.com.br/mercados/bitcoin/noticia/7087594/empresa-anuncia-cartao-credito-que-faz-pagamentos-bitcoin

SÃO PAULO – Amplamente comentadas mas ainda pouco aceitas em estabelecimentos comerciais físicos, as criptomoedas estão prestes a chegar aos cartões de plástico. A empresa britânica London Block Exchange (LBX) anunciou a tecnologia nesta semana.

Com bandeira Visa, o Dragoncard será aceito normalmente nas lojas com maquininhas compatíveis. Além do Bitcoin, outras moedas eletrônicas, como Ripple, Monero, Ethereum e Litecoin, poderão ser utilizadas.

Sincronizando com um app de celular, o cartão converterá automaticamente as moedas digitais em dinheiro comum para permitir compras sem transtornos – normalmente, compras pagas com bitcoins levam alguns minutos para serem processadas. Isso é possível por ter base em uma tecnologia de crédito, e não débito.

Em outras palavras, embora o cliente use diretamente a sua carteira de bitcoins para pagar pelas compras, o lojista receberá em dinheiro. A taxa para a conversão é de 0,5%, de acordo com a empresa.

A empresa já obteve autorização do governo britânico para funcionar, usando as mesmas medidas de segurança de quaisquer meios de pagamento existentes localmente.

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É melhor investir em um negócio ou em uma aplicação financeira? https://www.ferraznascimento.com.br/e-melhor-investir-em-um-negocio-ou-em-uma-aplicacao-financeira/ https://www.ferraznascimento.com.br/e-melhor-investir-em-um-negocio-ou-em-uma-aplicacao-financeira/#respond Thu, 16 Nov 2017 13:00:46 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=989 Notícia postada originalmente em: https://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/e-melhor-investir-em-um-negocio-ou-em-uma-aplicacao-financeira/

Pergunta da leitora: Trabalho com carteira assinada, mas estou cansada de trabalhar nove horas por dia e não ter perspectiva. Tenho R$ 10 mil investidos na poupança. Devo investir esse dinheiro em um negócio meu ou é melhor aplicar esse dinheiro em outro investimento? 

Resposta de Cássia D’Aquino*: 

Das muitas e ótimas razões para começar um negócio, estar cansada de trabalhar não me parece que seja uma delas. A falta de perspectiva tampouco é boa conselheira. Isso porque o início de qualquer empreendimento exige sacrifícios, esforços e um tempo de maturação que, em seus piores dias, nublam horizontes otimistas.

Você já deve ter ouvido que não é fácil ser um empreendedor. Normalmente, ter um negócio exige uma disposição de trabalho superior à do assalariado.

Mais ainda, empreender demanda disposição ao risco, sangue frio para enfrentar os momentos difíceis, criatividade para encontrar soluções de sobrevivência e muita, muita persistência. Exige, principalmente, uma paixão calculada pelo negócio. Não por acaso, um empreendedor nato raramente consegue se adaptar a um trabalho com carteira assinada.

Você pergunta o que deve fazer com seu dinheiro. Em primeiro lugar, considere que nem eu nem ninguém no mundo – incluindo astrólogos, tarólogos e cartomantes – pode lhe dar essa resposta. Essa é uma decisão que, com todos os riscos de acertos e erros, cabe exclusivamente a você.

Isso posto, acha que segura a onda de ser empreendedora? Se sim, mãos à obra! Por outro lado, se você tem objetivos determinados, com prazos já estabelecidos para seu dinheiro  ̶  como fazer a pós daqui a três anos; comprar um carro no ano que vem; dar entrada em um imóvel em 2020 ou ter uma aposentadoria suplementar em 2040  ̶  pode ser prudente avaliar a maneira de investir seu dinheiro.

Guarde isso: para decidir onde aplicar sua grana, você deve considerar três fatores. Primeiro, o que você pretende fazer com esse dinheiro? Segundo, quanto vai precisar ter para alcançar esse objetivo? Por fim, quando vai precisar ter essa soma?

Depois de responder essas três perguntas, se informe sobre os produtos financeiros que atendem aos requisitos que você necessita. Faça essa pesquisa com calma, sem afobação, compreendendo que no mundo dos investimentos, como na vida, sempre se corre algum risco.

*Cássia D’Aquino é educadora financeira especializada em crianças e autora de livros. É criadora e coordenadora do Programa de Educação Financeira em escolas brasileiras e assessora de instituições públicas e privadas. É correspondente da  Associação Internacional de Cidadania e Educação Social e Econômica (IACSEE) e representante brasileira no Programa Global de Educação Financeira, voltado para a população de baixa renda em todo o mundo.

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“Ideia é criar regulamentação para Fintech crescer”, diz BC. https://www.ferraznascimento.com.br/ideia-e-criar-regulamentacao-para-fintech-crescer-diz-bc/ https://www.ferraznascimento.com.br/ideia-e-criar-regulamentacao-para-fintech-crescer-diz-bc/#respond Tue, 14 Nov 2017 11:21:37 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=985 Notícia postada originalmente em: https://exame.abril.com.br/pme/ideia-e-criar-regulamentacao-para-fintech-crescer-diz-bc/

Brasília – O diretor de Regulação do Banco Central, Otavio Ribeiro Damaso, afirmou na semana passada que a instituição tem trabalhado “intensamente” na agenda de inovação em que se inserem as fintechs – empresas que utilizam tecnologia para atuar no setor financeiro.

“Vemos como extremamente positivo este processo”, afirmou Damaso. Segundo ele, existem gaps (lacunas) no sistema financeiro brasileiro, sendo que os mais tradicionais são encontrados no mercado de crédito para micro e pequenas empresas.

“Mas há também mercados pouco atingidos por questão de margem (da operação). As fintechs vão explorando estes mercados.”

Damaso afirmou ainda que o diálogo com o segmento começou “há muito tempo” e que a intenção do BC é estabelecer uma “regulamentação light”.

“Inovação é importante, a entrada de novas empresas é importante, mas é importante também obedecer ao arcabouço legal”, pontuou. “Não vamos regulamentar o blockchain, porque isso é uma tecnologia. E o BC não entra em regulamentação de tecnologia”, acrescentou.

O diretor lembrou ainda que o BC está, atualmente, com duas consultas públicas abertas. Uma diz respeito à política de segurança na internet e outra às fintechs que atuam na área de crédito.

“O objetivo é criar um modelo simples, reconhecendo a peculiaridade dessas empresas”, disse Damaso, acrescentando que a ideia é permitir que o segmento cresça.

Damaso participou do “Workshop Fintechs: Uma força transformadora para o financiamento das empresas brasileiras?”, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em Brasília.

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10 séries favoritas dos empreendedores. https://www.ferraznascimento.com.br/10-series-favoritas-dos-empreendedores/ https://www.ferraznascimento.com.br/10-series-favoritas-dos-empreendedores/#respond Mon, 13 Nov 2017 12:40:31 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=980 Notícia postada originalmente em: http://revistapegn.globo.com/Empreendedorismo/noticia/2016/02/10-series-favoritas-dos-empreendedores.html

Intrigas, mistério, truques e empreendedorismo. O mercado de séries está repleto de exemplos que podem inspirar os donos de empresas. Para descobrir os títulos preferidos dos empreendedores, o site de Pequenas Empresas & Grandes Negócios ouviu mais de 90 empresários e chegou às 10 séries mais vistas. Eles contam, ainda, por que você também deveria assistir. Confira abaixo:

1. O Sócio
A cada episódio, o investidor americano Marcus Lemonis ajuda pequenas empresas a superarem suas fraquezas e conseguirem recuperar negócios à beira da falência. O apresentador investe pessoalmente nas empresas e já aplicou mais de US$ 7 milhões. Depois de comprar uma participação, ele faz uma revolução para tirar o projeto do buraco.

Por que você deveria assistir?
“A visão de empreendedor é expandida para novos horizontes a cada episódio. Deixando o telespectador ansioso para ver os resultados das ações que foram implantadas nas empresas e de ver novas empresas com dificuldades serem “salvas” pelo programa.” – Jonas Máximo, 31 anos, fundador da Max Sushi.

“A série nos coloca em choque com a realidade que muitos empreendedores de pequeno e médio porte enfrentam ao misturar as finanças pessoais com jurídicas. Além disso, mostra o choque de gestão que um sócio profissional pode impor a uma empresa pequena: conseguimos enxergar como alguém de fora pode imaginar ajustes e simplificações de processo que culminam em grandes ganhos de escala e lucro para a empresa.”  – Luiz Francisco Salles, 35 anos, sócio da ShoeShop.

“A série é uma inspiração para aqueles que desejam sempre melhorar seu negócio. Ela apresenta diversos meios para salvar um negócio diferente a cada episódio e, por isso, traz respostas para nós, empreendedores, com novas ideias, e serve como uma lição para quem atua neste ramo e enfrenta desafios diariamente.” – Victor Jacques, 36 anos, fundador da ToyShow Colecionáveis.

2. House of Cards
A saga de um político americano ao posto de homem mais poderoso do mundo é a trama de House of Cards. A série é exibida pelo Netflix e já ganhou vários prêmios. No elenco, Kevin Spacey, Robin Wright e Kate Mara.

Por que você deveria assistir?
“Apesar de mostrar ambição excessiva pelo poder, mostra a importância de articulações, parcerias, network e estratégia.” – Luis Lourenço, 24 anos, sócio da Plug CRM.

“Indicaria esta série a outros empreendedores por mostrar o jogo de poder e influência em alto nível, além de demonstrar a importância de dominar técnicas avançadas de negociação.” – Guilherme Reitz, 30 anos, da Axado.

3. Suits
As jogadas e negociatas que acontecem em um escritório de advocacia são o mote desta série. Os personagens mostram como poder e inteligência são usados para conseguir o que se quer.

Por que você deveria assistir?
“Suits aborda, em muitos momentos, a importância de quebrar as regras sem desrespeitar a lei. Todo caso de sucesso tem por trás uma pessoa que enxerga possibilidade onde todos veem obstáculos. Mesmo em cenários áridos e nas crises, as possibilidades são infinitas.” – Roney Giah, 41 anos, sócio da Doiddo Filmes.

“É um verdadeiro MBA em negociação. Harvey Specter é um bem-sucedido sócio de um escritório de advocacia em Nova York e conduz suas negociações com um brilhantismo único. Ele mostra que autoconfiança e ter pessoas brilhantes ao lado são fundamentais para o sucesso”, Rodrigo Paolucci, 29 anos, da SambaAds.

4. Shark Tank
A série americana mostra empreendedores tentando convencer um grupo de investidores a comprarem sua ideia. Os casos são reais e mostram como o pitch rápido e preciso é importante.

Por que você deveria assistir?
“No universo empreendedor tão importante quanto ter uma ótima ideia e uma excelente execução é saber vendê-la em poucos instantes. É isso que ensina o programa Shark Tank.” – Bruno Sanovicz, 24 anos, da Kidint.

“É uma escola para entender a cabeça dos investidores. Os episódios mostram como investidores de sucesso avaliam os empreendedores, quais os critérios que valorizam e o porque fariam ou não o investimento.” – Thiago Burgers, 35 anos, fundador da PIC-ME.

5. Breaking Bad
Um professor de química descobre uma doença e resolve transformar sua vida. Ele usa seus conhecimentos em química para produzir a melhor droga da região.

Por que você deveria assistir?
“Por mais que trate de um tema polêmico, a série aborda alguns desafios frequentes para empreendedores, como gestão de qualidade, concorrência, escalabilidade, cadeia produtiva e segredo industrial.” – Gean Chu, 26 anos, fundador da Los Paleteros

“Ele se mostra ser capaz de fabricar o melhor produto do mercado, porém, é péssimo em empreender. A maior parte de suas tentativas são frustradas por não saber comercializar adequadamente o produto. Moral da série: Não adianta ter o melhor produto, se não souber vender.” – Marcelo Salomão Guimarães, 37 anos, da Gigatron Franchising

6. Mad Men
A série se passa nos anos 1960 e retrata o dia a dia de uma agência de publicidade. A vida pessoal e profissional de Don Draper acompanha as mudanças no mercado e na vida dos americanos no período.

Por que você deveria assistir?
“É legal para ver como as marcas conversam com os consumidores, como são criadas campanhas de marketing, como conquistar clientes, a importância de relacionamentos e a politicagem que existe no mundo dos negócios.” – Guilherme Campos, 31 anos, fundador da Dr. Jones.

7. The Office
É uma comédia que mostra o dia a dia de uma equipe dentro do escritório. As situações, muitas vezes bizarras, são paródias do que muitos funcionários enfrentam na vida real em suas empresas.

Por que você deveria assistir?
“A série The Office mostra o que “não” se deve fazer na rotina de uma empresa. Apesar de parecerem absurdas ou impossíveis, as situações cômicas mostradas ocorrem com muito mais frequência do que imaginamos. O ponto alto da série é como o exemplo de uma liderança confiável e comprometida pode reunir pessoas tão diferentes em uma única direção.” – Rodrigo Vanzan, 35 anos, da 4Buzz.

8. Silicon Valley
A série americana conta a história de seis programadores que tentam construir uma carreira de sucesso no maior polo de empreendedorismo e startups do mundo, o Vale do Silício, na Califórnia.

Por que você deveria assistir?
“O seriado conta a história de uma startup que nasce, consegue funding e começa a escalar. O empreendedor pode aprender bastante sobre os processos de buscar investimento e de gestão com o seriado.” – Tallis Gomes, 28 anos, fundador do Easy Taxi, eGenius e Singu.

9. Gigantes da Indústria
A série mostra como grandes inventores e empreendedores construíram as maiores indústrias do mundo. Entre os exemplos estão John D. Rockefeller, Andrew Carnegie, J.P. Morgan e Henry Ford.

Por que você deveria assistir?
“Apresenta empreendedores audaciosos e inovadores que, em busca do sonho americano, correram riscos imensuráveis e aproveitam as oportunidades com visão, inovação e engenhosidade. Na essência, o empreendedor é a pessoa que tem capacidade de idealizar e realizar coisas novas.” – Leila Oda, 54 anos, da Terra Madre – Orgânicos e Saudáveis.

“A série trata do período mais inventivo da indústria moderna, com lendários empreendedores como Ford, Rockefeller e Morgan, que não somente criaram algumas das empresas mais valiosas do mundo moderno como inovaram em processos e formatos de desenvolvimento, produção e vendas de seus produtos e serviços.” – Fabio Neves, 34 anos, do iPed.

10. Game of Thrones
Planejamento, metas, desafios, complicações e intrigas políticas são alguns dos principais alicerces de “Game of Thrones”, série criada com base na adaptação dos livros de George R. R. Martin.

Por que você deveria assistir?
“Um ponto muito evidente na série que podemos levar para os negócios é que conhecimento e networking são fortes armas. Seja muito bem informado e, quando possível, esteja à frente da concorrência.” – Gabriel Marquez, 26 anos, da Conube.

“É totalmente imprevisível, mostra diferentes tipos de poder e o cenário muda de uma hora para a outra, como no empreendedorismo.” – Amanda de Almeida Cassou, 24 anos, fundador do Gallerist.

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10 vídeos com dicas valiosas para MEIs. https://www.ferraznascimento.com.br/10-videos-com-dicas-valiosas-para-meis/ https://www.ferraznascimento.com.br/10-videos-com-dicas-valiosas-para-meis/#respond Fri, 10 Nov 2017 13:55:06 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=977 Notícia postada originalmente em: http://revistapegn.globo.com/MEI/noticia/2017/11/10-videos-com-dicas-valiosas-para-meis.html

O número de microempreendedores individuais (MEIs) cresce mês após mês. Somente entre janeiro e junho deste ano, 902 mil pessoas se formalizaram, segundo a Serasa.

Para se ter uma ideia, atualmente, de cada 10 empresas abertas atualmente no país, 8 são constituídas por microempreendedores individuais.

Esta modalidade de negócio tem algumas grandes vantagens: a carga tributária é bastante baixa, por exemplo. Além disso, é possível competir em licitações do governo em pé de igualdade com negócios maiores. MEIs que tiveram algum problema de saúde têm direito a auxílio-doença do INSS após um ano de contribuição.

Pensando em solucionar as dúvidas sobre os MEIs e dar dicas para que esses empreendedores prosperem, o Sebrae preparou 10 vídeos sobre este regime empresarial.

As publicações abordam temas sobre o que é o MEI, direitos, deveres, finanças, emissão de notas e contratação de funcionários, entre outros temas. Acesse abaixo os vídeos:

1. O que é o MEI?

2. Como se formalizar

3. Deveres do MEI

4. Direitos do MEI

5. Como controlar o seu dinheiro

6. Nota Fiscal

7. Licenciamento simplificado

8. Como contratar um empregado

9. Oportunidades para o MEI fornecer para o governo

10. O que fazer se estourar o faturamento?

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Portugal anuncia novo programa de visto residência exclusivo para empreendedores https://www.ferraznascimento.com.br/portugal-anuncia-novo-programa-de-visto-residencia-exclusivo-para-empreendedores/ https://www.ferraznascimento.com.br/portugal-anuncia-novo-programa-de-visto-residencia-exclusivo-para-empreendedores/#respond Thu, 09 Nov 2017 14:32:59 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=974 Notícia postada originalmente em: http://www.infomoney.com.br/minhas-financas/consumo/noticia/7062890/portugal-anuncia-novo-programa-visto-residencia-exclusivo-para-empreendedores

São Paulo – Portugal anunciou um novo visto de residência para empreendedores nesta ter-feira (6). A intenção é atrair “investimentos, talentos e capacidade de inovação” para o país. Nomeado de Startup Visa, o programa tem início no dia 1 de janeiro de 2018.

O visto permite criar ou mudar a startup já existente para Portugal. A novidade foi anunciada durante o Web Summit 2017, evento de tecnologia, pelo Ministério de Economia e Ministério de Admiração Interna de Portugal.

Para se candidatar o empreendedor precisa enviar a ideia da sua startup para avaliação segundo os critérios do Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação (IAPMEI) de Portugal.

Para os empreendedores internacionais que queiram ter acesso ao Startup Visa para conseguir a autorização de residência e trabalho no país, serão cobrados 5 critérios principais:

a) A startup precisa desenvolver atividades empresariais de produção de bens e serviços inovadores;

b) A ideia do negócio precisa ser centrada em tecnologia e em conhecimento, com erspectiva de desenvolvimento de produtos inovadores;

c) A ideia do negócio precisa ter potencial para criação de emprego qualificado;

d) A startup precisa ter potencial para atingir em 3 anos após o período de incubação um valor de 325 mil euros, ou um volume de negócios superior a 500 mil euros por ano;

e) Será feita a avaliação do potencial econômico e inovador da empresa com base em grau de inovação, a escalabilidade do negócio e potencial de mercado, a capacidade da equipe de gestão e a relevância do requente na equipe.

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Justiça local não pode obrigar Google a excluir links no mundo todo https://www.ferraznascimento.com.br/justica-local-nao-pode-obrigar-google-a-excluir-links-no-mundo-todo/ https://www.ferraznascimento.com.br/justica-local-nao-pode-obrigar-google-a-excluir-links-no-mundo-todo/#respond Wed, 08 Nov 2017 15:06:35 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=971 Notícia postada originalmente em: https://www.conjur.com.br/2017-nov-07/justica-local-nao-obrigar-google-excluir-links-mundo-todo

Uma decisão da Suprema Corte do Canadá que obrigou o Google a apagar de certos links de seus resultados de busca não deve ser cumprida nos Estados Unidos, pois isso violaria a liberdade de expressão no país. Assim julgou o juiz Edward J. Davila, da corte federal do norte da Califórnia, ao concluir que a ordem canadense não se aplica no país.

Em 2011, a empresa Equustek moveu uma ação no Canadá contra um grupo de pessoas e empresas envolvidos com a Datalink, uma concorrente na distribuição e venda de computadores. Segundo a autora, um engenheiro que trabalhara na companhia havia se juntado à sua rival e revelado seus segredos industriais.

Com isso, argumentou, a Datalink, ao vender seus produtos, estava induzindo consumidores a pensarem que estavam comprando da Equustek. A Justiça canadense aceitou o pedido da autora e impôs restrições à Datalink. Para não as cumprir, a companhia deixou o país.

No ano seguinte, a Equustek pediu que o Google retirasse as menções à Datalink de seu mecanismo de busca. Inicialmente, a empresa se recusou a fazer isso, mas mudou de ideia após a decisão contrária à Datalink e excluiu mais de 300 resultados relacionados a ela de sua ferramenta no Canadá.

Porém, a autora insistiu que o Google fizesse o mesmo em todos os países. A Suprema Corte do Canadá concordou com o requerimento da Equustek e ordenou que a companhia de tecnologia apagasse todas as menções à Datalink.

O Google, então, moveu ação nos EUA sob o fundamento de que a decisão não poderia ser executada nos EUA, pois viola a Primeira Emenda à Constituição do país, que assegura a liberdade de expressão. A companhia também sustentou que o acórdão contraria o Communications Decency Act e princípios de Direito Internacional.

O juiz da Califórnia concordou com a empresa de tecnologia. De acordo com ele, o Google é um provedor de internet, como estabelecido pela Seção 230 do Communications Decency Act. Dessa forma, não responde por conteúdo criado por terceiros.

Além disso, o Congresso norte-americano avaliou que a liberdade de expressão seria severamente restringida se sites tivessem que responder por conteúdos criados por usuários, ressaltou o magistrado.

Por entender que a decisão da Suprema Corte canadense viola a Primeira Emenda e o Communications Decency Act, o juiz aceitou o pedido do Google e declarou que o acórdão não tem validade nos EUA.

Casos no Brasil
A Justiça paulista vem aplicando entendimento semelhante em pedidos para que o Google retire conteúdo fora do Brasil. Em abril, a 8ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo aceitou apelação da companhia e a isentou de pagar danos morais e excluir em outros países vídeo no YouTube que o empresário e político Luiz Eduardo Auricchio Bottura considerou ofensivo.

Já em agosto, a 4ª Câmara de Direito Privado da mesma corte entendeu que a ordem de remoção de conteúdo deve ser local, não global, conforme fixa o artigo 1º do Código de Processo Civil. Dessa maneira, os desembargadores reverteram sentença e decidiram que o Google do Brasil não é obrigado a excluir vídeo postado no YouTube por usuário de outro país.

Nessa mesma linha, a 1ª Vara Judicial de Embu das Artes negou ação da Liotécnica Tecnologia em Alimentos. A empresa pediu a exclusão de vídeo em que um homem dizia ter encontrado ratos em seus produtos. Ela obteve liminar e o conteúdo foi bloqueado no Brasil. Contudo, pediu que isso ocorresse no mundo inteiro. Mas o juiz negou o requerimento, apontando que a pretensão ultrapassa a jurisdição brasileira e fere os princípios da soberania, não intervenção e autodeterminação dos povos.

Clique aqui para ler a decisão da Justiça Federal dos EUA.

Clique aqui, aqui e aqui para ler as decisões da Justiça paulista.

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Especialistas encontram grave falha de segurança nas redes wi-fi de todo mundo https://www.ferraznascimento.com.br/especialistas-encontram-grave-falha-de-seguranca-nas-redes-wi-fi-de-todo-mundo/ https://www.ferraznascimento.com.br/especialistas-encontram-grave-falha-de-seguranca-nas-redes-wi-fi-de-todo-mundo/#respond Tue, 07 Nov 2017 17:42:44 +0000 http://www.ferraznascimento.com.br/?p=967 Notícia postada originalmente em: https://brasil.elpais.com/brasil/2017/10/16/tecnologia/1508173816_452203.html

O mundo da tecnologia vive um novo sobresalto depois de ter se tornado público um relatório elaborado por uma equipe de especialistas da universidade de Lovaina (Bélgica) que afirma que as conexões wi-fi de lares e empresas podem ser facilmente hackeadas, colocando em mãos alheias a informação sensível que circula por elas. Os pesquisadores passaram semanas trabalhando no que foi batizado de ataque KRACKS,  que permite que o conhecido protocolo de segurança para redes sem fios WPA2 (o mais seguro até agora e o mais usado) seja enganado e, assim, permita o acesso de equipamentos não autorizados.

“Este método pode ser empregado para roubar informação sensível do usuário, como números de cartões de crédito, e-mails, senhas, conversas de chat… “, ressalta Frank Piessens, um dos autores do estudo, que explica também o alcance em massa do problema, dada a frequência de uso do protocolo WPA2. Como acontece o ataque? Os especialistas afirmam que o elo vulnerável da cadeia é o processo de negociação four-way handshake, mediante o qual cada dispositivo que se conecta a uma determinada rede (criptografada pelo WPA2) emprega uma nova chave que cifra o tráfego interno. O ataque acontece quando se engana a rede empregando uma chave já utilizada, algo que o protocolo WPA2 não impede, sendo especialmente vulneráveis as plataformas Android e Linux, embora o problema se estenda a qualquer computador ou dispositivo móvel que se ligue ao roteador.

O que pode fazer o hacker depois de ter enganado o sistema? Ele poderá registrar toda a informação que circula na conexão, desde que ela não esteja criptografada (em URLs do tipo HTTPS) e, inclusive, em determinadas situações, poderá acessar o sistema fazendo com que ele se torne vulnerável a um ataque do tipo ransomware, com consequências ainda mais graves.

“A gravidade disso é enorme porque o WPA2 é um protocolo que se acreditava ser seguro”, explica ao EL PAÍS Fernando Suárez, vice-presidente o Colégio Oficial de Engenharia Informática, embora por sorte, o usuário possa adotar algumas medidas para se proteger. “O primeiro é tentar se conectar unicamente a redes móveis (3G, 4G)”, não afetadas pelo ataque, “e tentar fazê-lo em sites criptografados mediante HTTPS e, sempre que possível, através de VPN”.

Estes truques só protegem parcialmente, até que chegue a solução de fato, em forma de atualização do firmware dos fabricantes do roteador. As plataformas de ajuda ao cliente das empresas de tecnologia também estão se estão apressando para colocar em segurança seus dispositivos, como é o caso da Microsoft, que afirma já ter solucionado o problema. De todas as formas, o melhor conselho é manter as plataformas atualizadas em suas últimas versões na confiança de que os fabricantes adotem soluções de maneira urgente.

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